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Eu quero começar por pedir desculpa à minha mulher. Num casamento, há alturas em que nós temos que assumir que estamos errados, num casamento há alturas em que nós temos de abrir o coração, estender as mãos, palma pra cima, sinal de abertura ao mundo e aos nossos erros, e dizer: "Eu estive mal, eu errei". Há a noção de que a pior coisa que um marido ou uma mulher podem fazer num casamento é comer por fora. Na verdade, eu acho que é mais grave ainda o que eu fiz, que foi comer cá dentro. A minha mulher tinha deixado um resto de massa para comer ao seu almoço do dia seguinte, e eu comi essa massa ao jantar, comendo os restos que eram pra minha mulher, que ela tinha posto de parte pro seu almoço do dia seguinte. Eu, enquanto marido, enquanto pessoa e enquanto ser humano, queria pedir desculpa à minha mulher, porque quando erramos, também temos que saber dizer que erramos.

Eu aceito as tuas desculpas, mas a dor persiste. Não é um pedido de desculpas que vai abrandar a minha dor.

Também, eu percebo, é um erro com o qual eu vou ter que viver, vamos ter que os dois aprender a viver. Não é uma coisa que se esqueça. Eu sei que é uma marca profunda que fica.

Porque sempre que eu vou perto do frigorífico, eu lembro-me. E está aqui.

Eu percebo perfeitamente. Pode até manchar e marcar a nossa dinâmica enquanto casal. E eu tenho perfeita noção do que eu fiz.

As coisas não vão voltar a ser como eram, Guilherme.

Eu tenho perfeita noção disso e tenho, principalmente, perfeita noção da gravidade do que eu fiz. E por isso, este podcast começa com um pedido de desculpas, como eu acho que nunca aconteceu neste podcast, em seis anos de podcast, sete anos, praticamente, de podcast, e é por isso que eu abro o meu coração, abro o meu ombro por ti e peço desculpa.

Estás desculpado.

Ok.

Podes seguir em frente com a tua vida. Agora, eu vou tentar também seguir em frente com a minha. Não vai ser fácil. Meu amor, olha, são erros atrás de erros. Não fechou a janela.

Fechar a janela é dos dois.

Não fechou a janela.

Sabes o que é? Vou-te já dizer esta. Pronto, agora já acabou. Olá, bem-vindos a um episódio de "Terapia de Casal". Meu nome é Guilherme Fonseca e comigo está a minha mulher, a Rita da Nova. Também te vou já dizer. Tu és daquele tipo de pessoas. Eu tinha professores assim. Tu és daquele tipo de pessoas que uma pessoa erra, assume que erra, pede desculpa, mas a partir daí, qualquer coisinha que uma pessoa faça errada, a generala começa a dizer: "Pois, claro, olha, mais um erro. Pronto, cá está, mais um erro".

Claro.

Isto é inacreditável. E de repente é um clima de suspeição e de pressão.

É.

Que não dá pra viver assim.

Então vai-te embora.

Eu vou comer massa pro outro lado.

Então vai comer a minha massa pro outro lado. A massa que eu pedi especificamente pra tu não comeres. Faltou-te essa.

Mas é que na minha cabeça, eu provavelmente não ouvi bem. Na minha cabeça, eu pensei: "Ela falou daquela massa, então pronto, é pra eu jantar aquela massa".

"Eu provavelmente não ouvi bem", é gaslighting 101.

Mas por que gaslighting?

"Eu provavelmente..."

Eu já pedi desculpa, eu disse que eu estive mal. Onde é que está o gaslighting?

Certo. Pra mim é essa maneira de dizer, não é "eu provavelmente", é "eu não ouvi bem", ponto.

Pois, eu não ouvi bem, mas eu já assumi tudo. O que queres que eu assuma mais?

Mais nada, estou muito doente, não me chateies.

Eu estou a te pedir desculpa, isso é chatear?

Isto é chatear?

Isto é chatear? Então, olha, a culpa também é tua.

Pronto, está bem.

De eu ter comido a massa. Pronto.

Claro. Como é que estás?

Isso é que é chatear. Olha, eu queria fazer duas atualizações da semana passada. Porque eu acho que nós fazemos pouco follow-up nos nossos episódios, dos episódios anteriores pra estes, e eu queria fazer.

Achas que fazemos pouco?

Pouco follow-up, sim. Às vezes levantamos temas, tipo, nunca mais falamos de quem nos está a roubar na internet, por exemplo. E as pessoas que ouvem isto com regularidade ficaram a pensar: continuam a ser roubados, não são roubados? E nós, na verdade, a investigação ainda não chegou a uma conclusão.

Por isso é que não há atualizações.

É um bocado tipo camarata. Mas em relação a como é que eu estou. Eu vou dizer-te que eu estou pior das costas. Estou bastante pior das costas, sendo que durante a semana eu chamei um superfisioterapeuta que veio cá à casa, me explicou exatamente o que isto era, me fez uma massagem. Não é uma massagem, porque na verdade aquilo não é massajar.

É, está a massajar, sim.

Mas ele esteve-me a tirar o nó.

Sim, é uma massagem.

É uma parte das costas que se chama massa comum, que são muitos ligamentos.

É do povo.

É a massa comum. Toda gente come um tachão muito grande de massa e é mal takeaway.

É quase ao pé do rabo.

É imediatamente por cima do rabo.

É onde as costas perdem o nome, como dizia a minha avó.

Exatamente, perdem o nome, repara, nem tem nome, é uma massa comum. E pela maneira como eu fiz agachamentos, com o peso no meio das pernas e não de lado, essa zona do fundo das costas serve de guindaste quando tu levantas. E eu fiz mais pressão e o músculo inflamou. Pronto. E ele veio cá à casa e fez duas coisas muito giras. Primeiro, com uma espécie de uma super soqueira, que é assim uma soqueira, mas não é de amorros, porque tem uma espécie de uma faixa de metal à frente. Ele esteve a esfregar e a pôr no ponto, a separar o músculo e não sei o que.

Mas esse é o sonho da minha vida.

Mas eu já te disse que um dia tu tens que chamá-lo só pra ele te amassar um bocado as costas. Na tua massa comum e na massa incomum. E depois teve com uma super pistola, uma coisa chamada Theragun, esteve tá-tá-tá. Teve imenso tempo lá embaixo a mexer. A verdade é que ele também me mandou fazer duas coisas que eu não fiz.

Pois, então, olha.

Foi pôr Fisiocrem, que nós tínhamos em casa e depois fomos ver e o prazo de validade daquele Fisiocrem que estava na tua mesinha de cabeceira tinha acabado há quatro anos.

Não, era 2023. Três anos.

Três anos.Outra coisa que ele mandou fazer foi: "Saco de água quente serve, mas não é o ideal. É pôr umas coisas de cimento no fundo das costas, uma coisa de cimento que fica quente". E eu ainda não tive a oportunidade de ir comprar para pôr essas duas coisas. Mas a verdade é que ontem à noite eu tive dores inacreditáveis ao levantar-me da cama no fundo das costas. Mas ele também me avisou que ia ficar um bocadinho pior primeiro. Ele avisou. Mas agora estou bastante mal. Ou seja, estou com muitas dores nas costas. O ponto positivo é que ele explicou que isto não é ciática e que, em princípio-

Lá vai a minha teoria por água abaixo

...lá vai a tua teoria de eu ser um velho. Mas pronto, como é que eu estou? Estou ainda com dores nas costas. O outro follow-up que eu gostava de fazer é: depois do último episódio, eu recebi, não te vou mentir, 15-

Fotos de sacos

...fotos de sacos na corda. Também recebeste?

Algumas, não muitas, porque as pessoas sabem que eu estou do lado delas.

Pois, toda a gente a dizer: "Team Rita. A Rita é que sabe, a Rita é que percebe". Mas repara, por um lado, eu já começo a entender, porque há pessoas que dizem: "Olha, este é o saco de levar a roupa suja do ginásio. E então quando eu saio do ginásio com roupa suja, trago neste saco e depois passo por água e ponho a secar lá fora, que é para eu poder voltar a usar". Excelente, são os justiceiros do ambiente e eu estou muito feliz pelas pessoas, então fazem mais pelo ambiente do que eu. Mas houve uma pessoa que me mandou uma foto que era um daqueles sacos de mercearia da fruta.

Sim.

Mas aqueles pequeninos. E eu disse: "Há limites ou não?" Agora qualquer saco plástico pode ir para ali?

Claro.

Então vou começar a reciclar também os dos cocós dos gatos.

Olha, se conseguisses, era uma boa.

Ponho os cocós dos gatos, atiro, depois passo por água e ponho ali.

Tiras para onde?

Para o lixo.

Não, porque aí depois fica a cheirar mal.

Então?

Então o quê?

Pois, então nada. Ya, não sei onde é que eu ia com isto.

É que eu sinto-me muito lenta, que eu estou muito constipada, mas estava a pensar se este raciocínio do Guilherme não faz sentido ou sou eu que não estou a perceber.

Não, não faz sentido.

Não faz sentido.

Ia fechar o tema. Podes seguir para a próxima.

Tenho uma coisa para trazer aqui à liça, com a qual fui confrontada esta sexta-feira quando fui ver o teu espetáculo em Almada.

Um espetáculo que...

Correu muito bem.

Pronto.

Está esgotado, correu muito bem, foste muito lindo.

Os primos e as mulheres dos primos adoram-te.

Eu gosto muito deles.

Mas é mesmo uma cena tipo grande ligação, grande amizade.

Eu gosto muito deles. Eu vou lançar umas músicas com eles.

Tu devias fazer qualquer coisa com os primos, porque eles adoram-te, as mulheres deles adoram-te. Há mesmo uma cena fixe entre vocês. O Yuri começou imediatamente a falar de livros contigo.

Eu gosto muito deles. O único problema na sexta-feira era que eu já estava a ficar muito doente e então não fiquei depois para conversar.

As desculpas da minha mulher para não ser social vai sempre mal.

Não, não, não é verdade, até me apetecia, mas estava mesmo muito mal. Bem, mas com o que é que eu me confrontei quando estive a ver o teu espetáculo e fez-me ter aqui uma reflexão mais profunda e maior sobre este tema de quando as pessoas vão ver espetáculos.

Ok.

Que é-

Espera, estou nervoso.

Não, não tem nada a ver contigo.

Ah.

Que é quando te calha uma pessoa à frente que não para de mexer a cabeça.

Entendo.

Aconteceu-me isso, estava um rapaz à minha frente que ora se encostava à direita e eu ficava a ver pela esquerda, porque sou mais baixa que ele, ora ele assim que se encostava à direita, virava-se para a esquerda. E passou o tempo todo. Quando eu digo todo, eu não consegui ver o teu espetáculo sentada direita durante mais de 30 segundos.

Ok.

Eu tive sempre de andar, a ir para o lado oposto dele, para conseguir estar a ver alguma coisa para o palco.

Ou seja, ele estava a balouçar, tipo um canto talentetano.

Balançava-se, depois rodava o pescoço, estava com dores.

Sabes que eu, na situação em que eu me encontro neste exato segundo a falar este microfone, eu percebo perfeitamente.

Mas tens de ter algum respeito pelas pessoas que estão atrás.

Pois. Então, mas o que é que ele faz? Levanta-se, vai para a parede, encosta-se à parede do teatro.

Está quietinho.

Ok.

Está quietinho. Eu depois fiz o exercício de estar a olhar para as pessoas todas que estavam à nossa volta. Todas estavam sentadas, quietas.

Pois.

E aquele marmanjo esteve o tempo todo a mexer com a cabeça e eu não estava a conseguir. Eu estive quase para lhe pedir para ele parar.

Devias pôr as mãos nos ombros. Sabes, assim atrás dele, pôr uma mão em cada ombro e pará-lo.

O único problema, eu só não lhe pedi para ele estar quieto, porque podia haver a possibilidade de ele saber que eu era tua mulher e ficar meio coiso, e eu não queria.

Ok, porque ali há a possibilidade de seres reconhecida, não é?

Sim.

Pois.

Não queria ser essa pessoa chata, mas na verdade ele é que estava a ser o chato.

Pois, isso às vezes acontece-me muito, mas em concertos em pé. Sabes quando estás a ver um concerto em pé lá embaixo na plateia e tens pessoas à frente que se mexem e vão ajeitando a cabeça para ver da pessoa da frente e tu tens que ajeitar a tua cabeça para ver.

É um dominó.

É um dominó.

Só que neste caso não havia mais ninguém que se estivesse a mexer.

Pois. E as cadeiras do teatro, nós fizemos na Academia Almadense.

Sim.

Fizemos também o "Terapia", mas eu fiz o meu espetáculo lá, que é uma sala que eu gosto muito, mas que tem as cadeiras enviesadas, ou não?

Tem, mas...

Ou seja, tu não estavas entre duas cabeças?

Não, eu estava na ponta. Portanto, eu estava na ponta.

Ah, o enviesado, mas tu tens que desviar no ângulo do palco.

Eu estava na coxia, e ele na coxia estava. Estava à minha frente. E houve alturas, não estou a brincar, houve alturas em que eu estive a ver o teu espetáculo toda encostada à esquerda, portanto, para a coxia, para o lado onde passa o público, para fora, para te estar a conseguir ver.

Pois, coitadinha, era assim para me ver a mim, que ninguém merece.

Não, era mais por causa do João Miguel Costa, na verdade.

Claro.

Mas pronto

Eu percebo perfeitamente.

São mesmo pessoas que não têm noção de que a maneira como estão sentadas impacta as outras. E depois eu só estava a pensar: eu estou a ser esta pessoa da frente para as pessoas de trás.

Pois.

Então deu por mim a exagerar a maneira como me estava a movimentar, que era para as pessoas perceberem que eu não me estava a movimentar por crente. Bufava, fazia e virava-me só para as pessoas perceberem.

A culpa não é minha, eu não estou a fazer isso por mim.

Exatamente.

Eu estou a fazer isso por causa deste cara que está aqui.

Exato.

Já percebi.

E que esteve, entretanto, parte do espetáculo a mexer no telemóvel.

Pois, eu essa eu vou te dizer uma coisa, eu acho que essa não há desculpa. O João Miguel Costa faz 12 a 15 minutos, eu faço uma hora e 10, uma hora e 15. É uma hora e meia da tua vida que tu não podes estar sem mexer no puta do telefone. É que nem sequer havia um jogo importante, não havia nada. Era só um dia.

Não, estava só a fazer scroll e depois respondia umas mensagens e scroll.

E se o cara estava com a mesma quantidade de dor nas costas que eu tenho neste momento e na app da CUF a tentar marcar uma consulta.

Eu acho que não estava. Eu acho que não estava, até porque é aquele gênero de pessoas, que também me irrita um bocadinho, que é que não conseguem estar um bocadinho quietas.

Pois.

Um bocadinho. Tem de estar a mexer e tem de estar a esticar as pernas e tem de estar não sei o quê. Estamos todos em sociedade. Se estivéssemos todos a esticar as pernas e a rodar o braço e não sei o quê, estávamos todos a bater uns nos outros.

Exatamente.

Que era o que me estava a dar vontade de lhe fazer, na verdade.

Exatamente. Eu não sei se esta raiva não está a curar a tua constipação.

Está um bocadinho.

Não estás a desentupir?

Acho que estou.

À base da reivindicação.

Estou, um bocadinho. Pronto, era isso que eu queria dizer.

Sim, senhor. Eu gostava de trazer um tema sensível para aqui. Olha.

Desculpem, é a expectoração.

Eu gostava de trazer um tema sensível para aqui, que é o seguinte: atenção, vou fazer um preâmbulo para falar deste tema, porque eu não vou fazer kink shame. Em nenhum momento eu vou gozar com a pessoa, porque respect pela coragem, pela frontalidade, pela destreza. Eu não vou fazer kink shame desta pessoa, mas, e sem dizer o nome da pessoa, porque a pessoa tem o direito a permanecer anónima, houve uma pessoa que me contactou diretamente para me comprar cuecas.

É verdade.

Eu acho que é preciso falar disto, porque isto é um grande tema. Nunca me tinha acontecido. Eu estou me sempre a queixar que quando nós fingíamos que estávamos divorciados, ninguém se fez a mim e não sei o quê. E houve uma pessoa que diretamente me mandou uma mensagem a dizer assim: "Posso fazer um pedido estranho?" E eu: "Como assim?" "Eu queria te comprar uma coisa tua." E eu: "Mas comprar uma coisa minha? Eu não tenho nada à venda, não estou à venda, o que está acontecendo?" "Não, é que eu gostava de comprar uma peça de roupa tua íntima para mim." E eu disse: "Não, muito obrigado, não tem qualquer interesse." E a nossa vida avançou. Mas a minha pergunta é: isto costuma acontecer?

Olha, a mim nunca me aconteceu.

Olha, tu estás a me meter num buraco, eu vou te dizer uma coisa. Tu sabes que outras mensagens vais receber agora.

A mim nunca me aconteceu, mas também, vou já explicar, que é: há muitas mensagens que eu recebo, que agora o Instagram só te permite, quando a pessoa não te segue de volta, só te permite mandar uma mensagem. Então há muitas mensagens que eu recebo que é tipo: "Olá!" E eu como nunca respondo.

Nunca dás follow up ao tema.

Nunca dou follow up.

Pois, eu percebo.

Portanto, eu não sei que negócios estou a perder.

É assim, também te vou dizer uma coisa, quem dobra a roupa interior depois de tirar da corda normalmente sou eu.

Normalmente sou eu?

Pois, às vezes.

Às vezes. Há uma diferença entre o normalmente, que é uma tarefa que é sempre tua, e às vezes quando calha.

Eu vou te dizer uma coisa, se me mandarem mensagens a mim a perguntar se podem comprar cuecas tuas, eu vou começar a vender às tuas costas. Daqui a dois meses-

Não tenho cuecas.

Tu vais dizer assim: "Guilherme, o que aconteceu a esses outros pares de cuecas lavadas?"

O que eu acho interessante é, provavelmente esta pessoa, se tu lhe vendesses um par de cuecas, ela devolvia. No estado de rotas em que estão as tuas cuecas todas. Esta pessoa devolvia. Esta pessoa dizia assim: "Guilherme, eu queria muito, desculpa ter te chateado, dá para devolveres o dinheiro? Eu mando as cuecas de volta."

Pois, não era o que eu estava à espera. Não sou um cliente satisfeito.

Exatamente. Depois dava review. O produto não correspondeu às minhas expectativas.

Ya. É que, primeiro, há de haver uma diferença de valor entre usado e não usado, não é? Ou seja, quando me pedem para comprar umas cuecas minhas.

Tu não vais dar umas não usadas, isso não é o que a pessoa quer, senão ela vai à Intimissimi e compra.

Usadas no sentido de lavadas.

Ah.

Porque imagina que são minhas, eu já usei, são cuecas que eu ando a usar há dois anos, mas estão lavadas. A pessoa tem interesse nisso? É que eu nunca quis também entrar em conversa. Porque senão ia parecer que eu estava interessado em vender e eu não estava.

Pois, se calhar tens de fazer uma tabela de preços.

Pois, é que tem que ser.

Sabes aquela coisa da altura do Salazar, que era mão naquilo, mão na mão, mão não sei o quê.

Exatamente, aquilo naquilo.

Cueca lavada: X. Cueca usada durante um dia: X. Cueca usada durante mais do que um dia.

Um fim de semana em que sábado não tomei banho.

A pessoa também já ouve este podcast, provavelmente, e também já sabe que tu às vezes reutilizas cuecas. Portanto, se calhar ele quer uma dessas reutilizadas.

Cada vez mais raro, também vou dizer.

Bem, grande flex, cada vez mais raro. Devia ser: nunca mais fiz.

Não, eu sou uma pessoa que está a melhorar e que está a crescer dentro dos seus erros.

Se isto é sobre o Guilherme, é um ser de luz.

Eu assumo os meus erros. Que erros é que tu já assumiste hoje?

Nenhum, mas também não errei. Não vou assumir uma coisa que não aconteceu.

Mas eu não sabia que havia este mercado. E quando a pessoa diz uma peça de roupa íntima, pode ser uma meia, ou não? A pessoa não querá uma meia?

É uma cuequinha, é uma boxer.

De certeza? É que ele disse uma peça de roupa íntima. Eu assumi que é cuecas.

Eu quero uma cueca.

É?

É uma cuequinha.

E as pessoas têm fetiche por pés, não pode ser uma meia?

Mas se fosse isso, ele pedia te fotos dos pés, não te pedia uma meia.

Não, ele não pediu fotos, nada, ele pediu só uma peça de roupa. "Eu queria te comprar uma peça de roupa íntima." É uma cena espetacular.

Depois eu penso também, o que a pessoa faz com aquilo?

O que tu achas que vai fazer? Vai esfregar todo para dentro daquilo

Sim, eu sei que é isso, mas e depois? Deita fora? Lava?

Não, tem uma coleção. Tem lá um do César Mourão, tem uma do Herman, tem uma do Júlio Isidro e depois tem Guilherme Fonseca.

Certo. Faz essa coleção, mas depois lava e guarda na coleção.

Não, eu acho que se lavar... Bem, onde nós estamos a ir? Mas estou a adorar este caminho. Se lavar, também está a tirar a parte da pessoa que vendeu. Não podes lavar.

Lava a seco.

Pois, não sei. Se calhar nunca lava.

Que nojo.

Eu não sei bem. Mas eu vi uma senhora de OnlyFans que vendia garrafinhas com peidos seus.

Tu podias vender.

Ela peidava-se para dentro de umas garrafinhas e depois punha uma tampinha e vendia. E vendia por um bom dinheiro. E se esta pessoa ou outras quiserem peidos engarrafados meus, eu não sei se isto não dá aqui um negócio.

Está. Tu já produzes naturalmente.

Está a se gastar. É peidos que estão a ir para o lixo e que eu podia estar a rentabilizar. E depois um dia vamos chegar ao banco e vamos dizer assim: "Olhe, queríamos abater isto no valor da casa." E eles: "Como é que fez este dinheiro?" "Nem vai acreditar. Eu engarrafo os meus peidos."

Eu comi uns couves.

Comi couves de Bruxelas, que estavam muito boas. Cozi e depois salteei. E depois peidei para umas garrafinhas que eu comprei, para um vasilhame, pus uma tampinha e vendi.

E ainda teve aquela lei agora da embalagem. Ainda mandaram a embalagem para trás.

Com o B de volta. Abre, encheram o peido e devolvem a embalagem.

Nada se perde, tudo se transforma.

Sim, então depois pus na corda a secar com uma mola.

Tenho uma coisa para te perguntar.

Manda vir.

Tens mais alguma coisa para falar?

Eu tinha mais um tema, mas pode ficar para a semana.

Isto é agora o meu momento TikTok/Instagram. Tu estás a par dos TikToks que o Carlos Costa está a fazer?

Se eu estou a par dos TikToks que o Carlos Costa está a fazer?

Carlos Costa.

Que não é o ex-governador do Banco de Portugal.

Não.

É o cantor.

O cantor.

Sim, senhor. Não estou de todo a par.

Pronto. Ele começou a fazer uns TikToks em inteligência artificial.

Ok.

A dizer que tinha coisas a dizer sobre a TVI, que a TVI o obrigou, que injetava cortisona para ele atuar e que ele atuava doente e não sei o quê, mas os vídeos são todos em AI.

Não, vais ter que mostrar isso imediatamente. E eu espero que as pessoas enquanto estão a ouvir este podcast também estejam à procura. Mas define AI, em bonecos?

Não, a imagem dele. Espera, já vais ver.

Com pessoas da TVI com seringas a injetar?

Carlos Costa TVI.

Carlos Costa TVI. Eu nem sabia que o Carlos Costa ainda era uma figura. Ou seja, ele tinha desaparecido.

Exatamente. Isto chama-se Phoenix.

Porque ele está a renascer.

Exatamente.

Claro.

Deixa ver se eu encontro. Bem, não vou pôr o primeiro que eu vi, porque não estou a conseguir chegar lá.

Ok, mas há mais, é uma cena.

É. Não, espera, esta não é. Não.

Pois. De repente, não há. Foi apagado pela TVI.

Tu queres ver que ele apagou?

Apagou mesmo?

Eu só vejo estes TikToks aqui.

E não há aí nada. Ele apagou.

Espera aí, eu mandei às minhas amigas.

Pois. Este momento está a ficar um bocadinho mortiço.

Desculpem. Está como eu. Foi no Instagram, desculpem. Aqui está.

A inteligência artificial deu-me agora uma arma, o poder de reescrever o passado, de animar os meus fantasmas e mostrar que o que realmente aconteceu atrás de câmaras foi o sofrimento que me obrigaram a treinar. Tornei-me celebridade quando ridicularizar pessoas como eu era o ganha-pão das televisões, era normal. Eu era jovem e não mandava em rigorosamente nada. Aceitei ser o palhaço na esperança que me deixassem sentir e cantar.

Ele está a chorar.

Mas a máquina só queria o espetáculo da minha humilhação. Fui maquilhado a dormir, injetado com cortisona para render como um animal de carga. Subi ao palco com 39 graus de febre, muitas das vezes sem qualquer direção musical.

Eu sinto-me assim hoje. Eu hoje tive que subir ao palco com 39 graus de febre.

Vou-te dizer uma coisa. Primeiro, isto é tudo em AI e claramente ele só postou porque está a adorar ver-se em AI. Ele está a adorar. E segundo, há aqui vibes da Erika Kirk.

Ya.

Há mesmo vibes da Erika Kirk aqui.

Fui mercadoria, fui o desconforto que vendia revistas. Hoje, já não negocio a minha dignidade por nada. Se estas verdades incomodam é porque vocês sempre souberam como me faziam nos bastidores. Dizem que já não há lugar para mim na televisão? Ok, eu aceito. A minha televisão começa e passa a ser aqui. E aqui ninguém me desliga o microfone. Não querem ouvir o cantor? Preparem-se para ver a alma de quem sobreviveu ao sistema. Isto não é um desabafo. Eu não sou nenhuma vítima.

A sério que ele acaba de dizer "eu não sou nenhuma vítima" depois de tudo o que disse neste vídeo?

Sim.

Ter sido obrigado a trabalhar como um animal de carga?

Sim, injetaram-lhe cortisona e maquiaram-no a dormir.

Maquiaram-no a dormir. Claro. Eu adoro que ele ponha-se com uma coroa. Ele diz: "AI, põe-me aí com uma coroa."

Isto é o início da contagem decrescente.

Espera, por que ele está com prostituta escrito a sangue na testa?

Porque ele foi à máquina da verdade.

A máquina da verdade. Rita, isto tem que ser uma rubrica dentro do nosso podcast. Tu tens que falar mais vezes de coisas deste género. Eu não estou por dentro disto.

O arquivo está aberto e ele não perdoa. É bom que estejam preparados para o que aí vem.

E o que aí vem, agora ele vai chibar-se de mais coisas no Instagram, é isso?

Pelos vistos. Agora também não acompanhei mais.

Sendo que vou te dizer uma coisa. As páginas que estão a fazer collab é Carlos Costa Music e Carlos Costa Business.

Porque o Carlos Costa agora é consultor imobiliário.

Cá está, empresário e gestor de negócio, comunicação, mídia, estratégia imobiliária e Lux Real Estate. Acompanhamento. Mas não é de luxo, porque se fosse, então aquela máquina na verdade tinha razão.

Tinha razão.

É só acompanhamento.

Mas ele pirou.

Pois. Máquinas não falam a minha verdade. SIC, o que não tive tempo de dizer.

Isso é agora.

Olá a todos. Bem, acabei de dar uma entrevista à Júlia na SIC, a casa onde comecei.

Pois, isto agora já não é tão interessante.

Isto já não é AI.

Sabes porque que isto também me lembra a Erika Kirk? Porque ele anda com uma cruz gigante ao peito.

Ao peito.

Ya. E ele está sempre aos berros e chateado.

Pronto. Mas eu achei que ias gostar de ver este vídeo em inteligência artificial de eu vou contar toda a verdade do que me fizeram na TVI.

Ya. Alguém tem que dizer: "Eu fui maquilhada a dormir."

A dormir e injetado com cortisona.

Quem me dera quando ia à maquilhagem na SIC, quando fazia o "As Matinas", poder dormir enquanto maquilhavam. Diziam sempre: "Agora olhe para cima. Agora abra a boca. Agora olhe mais para ali". E eu: "Que chatice, eu odiava ser maquilhado". E depois, também acontecia no fim do programa, toda a gente queria ficar com a maquilhagem, a Carolina Torres.

Claro, uma mulher que vai à televisão.

Elas eram maquilhadas todos os dias, ficavam com a maquilhagem. E eu acabava o programa e imediatamente tirar aquela merda. Era desconfortável. Senti-me com um camadão de pó na cara.

Sabia que ias apreciar este vídeo do Carlos Costa.

Rita, adorei esta atualização na vida de Carlos Costa.

Trouxe aqui para te presentear.

Eu não fazia ideia desta parceria de Carlos Costa com o AI para defender a sua verdade, que ele foi um burro de carga.

E foi injetado com cortisona.

E foi injetado com cortisona e depois tem imagens suas.

E subiu ao palco com 39 graus de febre.

Também há essa. Imagens suas com uma coroa. Muito bem.

Desculpe, eu estou a fungar imenso, mas é a única forma de sobreviver aqui.

Rita.

Vamos a um e-mail.

Há o e-mail da Zoom?

Sim.

Ou do Zoom? Por acaso já não me lembro.

É a Zoom, acho eu.

É a Zoom? Acho que é, é a Zoom. Podes ler tu?

Bem, vou tentar.

Só que eu tenho que me levantar.

Quer dizer, bem, este podcast já teve melhores dias. Um está mal das costas, tem de se levantar, a outra não consegue falar sem fungar, enfim.

Mas eu estou aqui. Eu não fui embora.

"Queridos terapeutas, estou numa relação há pouco mais de um ano e nos últimos oito meses tem sido à distância. Eu sei, not the smartest move, mas os dois temos demasiados planos para ficar quietos."

Espera aí, mas nós os dois também temos imensos planos para ficar quietos. Aliás, os nossos planos, na nossa relação, 90% é ficar quietos.

Não, têm demasiados planos para ficarem quietos.

Não, pois. Então a intuição é diferente no caso da nossa relação, Rita, porque o nosso objetivo é sempre ficar quietos.

Os planos são para ficar quietos.

Exatamente.

E estes têm demasiados para ficarem quietos.

Exatamente.

"Durante esse tempo, três dos oito meses estivemos no mesmo país, em cidades diferentes, mas sempre nos conseguíamos ver aos fins de semana. Nós os dois somos pessoas que têm um bocado de aversão a ficar em casa." Olha, exatamente o oposto. "E isso até foi uma das coisas que nos aproximaram mais. Todos os planos que tínhamos e uma inquietação que irrita muita gente. Nem a lavar os dentes estamos quietos no mesmo sítio." Olha, se calhar eram eles que estavam sentados à minha frente no teu espetáculo.

É possível.

No entanto.

Eu também não lavo os dentes à frente do espelho, chateia-me. Eu percebo esse lado.

"No entanto, tenho sentido ultimamente que só sou priorizada se de fato houver alguma atividade. Nos três meses que estivemos no mesmo país, sentia que todos os trabalhos que ele tinha que fazer eram guardados para o fim de semana, o único bocado que tínhamos juntos, porque durante a semana havia sempre planos com os amigos. Tentei compreender porque ele estava em Erasmus e eu queria mesmo que ele aproveitasse, mas, no entanto, ao fim de três meses foi um bocado demais. Falámos sobre isso e ele pareceu compreender o meu lado. No entanto, agora, como estamos em países diferentes, a única coisa que podemos fazer são videochamadas. E eu sei que videochamadas são superaborrecidas e fazer outras coisas é bem melhor e mais interessante, mas é literalmente a única coisa que podemos fazer em casal. Problema: todos os dias ele tem uma atividade qualquer com os amigos e só conseguimos encontrar-nos se por acaso ele tiver uma noite livre. Eu não tenho tido grande vida aqui, porque não fiz grandes amigos no estrangeiro e estou um bocado mais livre, mas acho que numa semana inteira fazer tempo para toda a gente, menos para mim, é um bocado demais ou não. Estou a ser muito exigente? É compreensível que ele dê prioridade à vida offline? Ou é natural que me esteja a sentir empurrada para o segundo plano, considerando que por enquanto só temos o online? Importante referir que temos os dois 25 anos e vamos começar a trabalhar este ano. Falamos em viver juntos e daqui a uma semana vamos voltar a estar no mesmo país. Mas por isso mesmo, não quero ignorar um assunto quando as coisas voltarem a parecer normais, porque vamos poder fazer atividades juntos. Acho que se houver um problema, vai acabar por ser empurrado para debaixo do tapete até uma próxima vez que seja mais desafiante estarmos juntos e não quero deixar isto a parar sobre a minha cabeça. Por favor, ajudem, porque tenho medo de estar a ser demasiado exigente e a criar problemas onde eles não existem. O meu namorado é a pessoa mais querida de sempre e custa-me mesmo estar a criar problemas, mas acho que está aqui qualquer coisa que não está a resultar bem. Adoro o vosso podcast e aqui ficam fotos da cadela dos meus pais, que eu amo e, portanto, é minha na realidade. E é muito linda." Olha lá.

Não, querida. Olha, tem um ar patusco, sim, senhor.

Patusco, adoro essa expressão.

Eu também gosto muito da expressão patusco. Tem que se usar mais. Eu queria só começar por dizer uma coisa. Não é por o namorado ser a pessoa mais querida do mundo que não há problemas na relação.

Claro.

Porque muitas vezes as pessoas confundem terem namorados ou mal dispostos, ou agressivos, ou chatos, com isso ser problemas na relação. É possível haver problemas na relação com uma pessoa superquerida, bondosa e dedicada. Uma coisa não tem nada a ver com a outra. Não há uma ligação direta entre os dois temas.Em relação a andarem sempre a mil e ela sentir que nunca têm tempo para os dois e que ou está incluída nos planos ou não estão os dois um com o outro. Eu acho que ela sente que não há um espaço para ela na vida do namorado.

Sim. Vai, ias acrescentar alguma coisa.

Não, vai.

Eu não sei se isto não vai acabar quando ela falar com ele.

Por quê?

Tenho um feeling, não sei explicar, mas acho que parte do motivo pelo qual este rapaz se interessou por ela foi esta ideia de não precisamos de estar juntos. Não precisamos.

Pois.

E acho que é importantíssimo ela falar, mas não sei se ele não se vai sentir pressionado quando ela falar. Mas acho importante ela falar.

Não, eu acho que é essencial ela falar. Acho que ela tem que ir falar com ele. Aliás, é sempre o que nós dizemos neste podcast e é sempre o que nós defendemos, que é: se há uma questão, falem. É sempre mais importante do que estarem a meter para dentro e não falarem. Portanto, falem. E eu acho que vai haver um choque aqui, mas ela sente necessidade de tempo para ela e de espaço para ela. E se o namorado não tem, não quer ou não arranja, e se isso é um problema para ela, ela tem que dizer. E a mim faz-me um bocado de confusão relações que funcionam assim, porque tu és só uma espécie de amigo que faz parte do grupo e que vai nos planos. E uma namorada, ou um namorado, neste caso, não é isso. É uma pessoa que faz parte do círculo mais íntimo, de dentro. Reparem, com isto eu não quero dizer que uma namorada ou um namorado são mais importantes do que amigos. Não tem nada a ver com isso. Mas da mesma maneira que às vezes uma pessoa tem que estar só com a sua família ou só com um amigo, numa relação, tu também tens que arranjar tempo para estar só com aquela pessoa, porque o que tu gostas é daquela pessoa e de tempo com aquela pessoa. Se aquela pessoa é só mais uma numa maralha, então não estás bem numa relação amorosa.

Não posso arranjar tempo se der ou não.

É um amigo com quem tu fazes sexo de vez em quando.

Sim, e entretanto, ele parece conseguir arranjar tempo para tudo. Portanto, tem de arranjar tempo para ela.

Sim. Se é só uma questão de gestão de tempo, então é porque tu não és uma prioridade.

Exato.

Porque há outras coisas que estão a ser uma prioridade.

Eu acho que é legítimo ela sentir que não está a ser uma prioridade.

Exatamente.

Agora, tem mesmo de falar e tentar ao máximo que ele perceba que isto é sobre a maneira como ela se sente.

Sem dúvida nenhuma. E outra coisa que eu também acho importante, que é: "porque no início ela disse que também era assim e agora sente-se diferente". Não tem mal nenhum as pessoas mudarem de opinião.

Claro.

Tu no início teres dito uma coisa na relação e agora queres outra, não é porque estás errada ou porque mudaste ou porque estás pior. É normal as coisas evoluírem e tu sentires coisas diferentes. É completamente normal.

E quereres coisas diferentes daquela relação.

Como é óbvio. Imaginem, é perfeitamente aceitável ou normal, não é o caso, atenção, mas quando eu conheci a Rita, nós os dois dissemos que não queríamos ter filhos. E uma das coisas que nos ligou e que nós percebemos que queríamos ter uma relação mais séria, é porque os dois concordávamos em coisas fundamentais da nossa relação, que uma delas era não querermos ter filhos. É perfeitamente aceitável eu agora dizer assim: "Olha, senti vontade."

No final quero.

"Estou a pensar nisso." Eu não estou a trair o que eu disse.

Claro.

Eu não estou a ir contra a imagem que eu criei. Eu não estou a ser mentiroso ou falso ou a enganar a Rita. As coisas evoluem, as vontades evoluem, as vontades mudam, as pessoas mudam. Isso é perfeitamente normal. Tu não paraste no tempo quando entraste numa relação e ficaste essa pessoa espelhada para sempre igual.

Ainda bem.

E ainda bem, as pessoas crescem, as pessoas mudam e principalmente a relação e o que tu sentes pela pessoa também muda.

Sim, isso eu ia dizer que se tu nunca mudasses numa relação, também significava que aquela pessoa não tinha tido impacto nenhum em ti.

Exatamente.

Mas tu não podes ter filhos, Guilherme, com as costas nesse estado.

Não, de todo. E eu estava a pensar que não sei se não me doem as costas de levar este podcast às costas.

Estás a tentar fazer um vitamina D deste episódio e não consegues, Guilherme. Não consegues.

A arrogânciazinha de ter escrito que disse uma coisa engraçada e que as pessoas gostaram.

Não consegues.

E agora ela está muito contente.

Não consegues, estás a querer enfiar à força.

Eu só disse que me doem as costas de levar isto às costas.

Estás a repetir costas. Tens que pensar um bocadinho mais na formulação. Tu és comediante, tu sabes trabalhar a palavra, tens que trabalhar um bocadinho mais aí essa formulação.

Eu vou tão comer-te a massa esta semana, que tu não estás à espera. Vou começar. Isto agora é ato de guerra. Vou à procura dos teus restos para os comer. Vais ver. terapiadecasalpodcast@gmail.com é para onde vocês podem enviar e-mails como fez a Zoom. Enviem problemas de todo o género, questões, perguntas. Até pode ser um dilema que vocês queiram mandar para cá, um dilema da vossa relação de amizade, familiar.

Alguém vos comeu os restos.

Alguém vos comeu os restos, uma coisa qualquer desse género, vocês enviem para cá, seja familiar, seja de amizade, seja na relação. Nós respondemos a tudo aqui neste cantinho no final do nosso podcast.

É verdade.

terapiadecasalpodcast@gmail.com e acho que é isto.

Olha, e as melhores para nós os dois.

Não, as melhores para ti.

Não, as melhores para ti.

Não, as melhores para ti.

Não, as melhores para ti.

Não. As melhores para ti.

Não, as melhores para ti.

Não, para ti.

Não, para ti.

Para ti. As melhores para ti.

Não, para ti.