Esta transcrição foi gerada automaticamente por Inteligência Artificial e pode conter erros ou imprecisões.

O novo Mourinho. Nunca mais vai haver um novo Mourinho. "This is the place that I want to be, because you can be part of something special."

"The Special Ruben", novo episódio do novo podcast, aqui na Rádio Observador. Acompanhamos Ruben Amorim no Manchester United. Vamos analisar o jogo com o Bodo/Glimt para a Liga Europa. Primeiro jogo europeu, estreia em Old Trafford, uma vitória para os Red Devils, um jogo que arrancou da melhor forma. Teve direito a reviravolta para o Bodo/Glimt e depois nova reviravolta, mas para o Manchester United. Terminou com esse triunfo para Ruben Amorim. No final, o técnico disse que teve um sentimento diferente e, sem surpresas, ficou satisfeito com o triunfo.

Foi uma sensação diferente. É incrível entrar no estádio e fazer aquele caminho. Há sempre uma primeira vez, é sempre especial, mas acima de tudo ganhar. Era muito importante ter a primeira vitória para preparar melhor o próximo jogo e isto nunca muda, seja em que clube for, é importante ganhar o jogo para se poder ter mais qualidade de trabalho, mais paciência para preparar o próximo. Eu acho que nós controlámos bem o jogo, depois sofremos duas transições e há momentos, os 10 minutos finais, em que sofremos bastante. Mas de resto, acho que tivemos bons momentos, controlámos muito melhor o jogo com a bola, fomos mais agressivos, criámos mais oportunidades. Eu sei que também é diferente a Premier League, neste momento, da Liga Europa, mas tivemos momentos com mais qualidade do que tivemos com o Ipswich.

Os processos demoram o seu tempo a assimilar.

Sim, sem dúvida. Já se viu mais hoje, mas obviamente nós precisamos de tempo e os jogadores precisam de assimilar isso. Fizemos uma rotação da equipa e temos que continuar neste caminho.

As palavras de Ruben Amorim após a estreia vitoriosa em Old Trafford, uma vitória. Este é um registo da DAZN. Para olhar para este encontro, painel de luxo aqui na Rádio Observador. Luís Lourenço, professor e especialista em liderança, autor de uma tese sobre a liderança de José Mourinho. Também Jorge Silvério, especialista em psicologia do desporto e João Castro, adepto do Sporting, que acompanha de perto a carreira de Ruben Amorim e também comentador aqui do programa da Rádio do Observador e o campeão é via aberta para todos durante a análise. João Castro, eu queria começar por ti, a olhar para o jogo e para a entrada praticamente a vencer do Manchester United. Já lá vamos. Primeiro, vou chamar à conversa o Luís Lourenço e também o Jorge Silvério para olhar para um momento, ainda antes da bola começar a rolar. O momento em que Ruben Amorim fica estático na bancada, dezenas de câmaras a apontar para ele, para tirar a primeira fotografia do treinador em Old Trafford. Jorge Silvério, que impacto tem este momento? Aumenta ainda mais a pressão sobre Ruben Amorim?

Boa noite. Foi um momento, eu diria, fantástico. Sobretudo depois daquela entrada, aliás, o Ruben fala nisso, daquele passar no corredor. E refere, inclusive, que vai levar isto até ao fim da vida. Portanto, eu calculo que seja uma recordação que, de facto, vai ficar na vida dele. A maneira como foi recebido, aquela faixa extraordinária que os adeptos apresentaram e depois todo aquele circo mediático à volta dele. Isto é, de facto, incrível. Nós já ouvimos falar em muita coisa, mas um treinador português com o percurso que o Ruben tem, que chega a um clube como o Manchester United, em Inglaterra, que ainda não fez nada, como ele, aliás, também teve a ocasião de frisar. E de repente tem aquela receção e está naquele estádio, é claramente um momento único na vida dele e que irá ficar guardado para sempre. Isto é um impacto tremendo e seguramente que a ele lhe dá uma vontade enorme de fazer o melhor que conseguir por aquele clube e por aquelas pessoas que o estão a receber desta forma extraordinária.

Luís Lourenço, neste momento, a postura de Ruben Amorim é já um indicador de liderança, aquele momento em que está a posar para as câmaras, recebeu a faixa ou podia ter feito alguma coisa diferente naquela situação?

Não, eu acho que estes momentos são extremamente intuitivos. Provavelmente nem ele se lembrou que iria ter aquele tipo de receção. Teve-a, ficou como ficou. Fez-me de alguma forma recordar José Mourinho, não sei se vocês se recordam, quando ele também entra no Chelsea. Também é um pouco isto, só que o José Mourinho chega e senta-se no banco e fica sentado. E depois aquilo foi aquele espalhafato todo dos fotógrafos à roda dele. É o momento que fica essencialmente para a vida do Amorim. Repare, naquele momento, não só os fotógrafos, como todo o estádio que estava ali a apoiá-lo. E eu não sei se vocês tiveram a oportunidade de ter visto a conferência de imprensa dele em inglês, mas ele fala sobre isso. Ele diz que foi especial quando na conferência de imprensa lhe perguntam deste primeiro jogo, a entrada no estádio, ele diz que foi especial, porque metade do estádio não o conhecia. Ele ainda não fez nada pelo clube e sentir a forma como foi apoiado logo no início, quando ele chegou, ele disse que fê-lo sentir que não está sozinho e que de alguma forma toda aquela gente o fizeram sentir-se especial e que ele espera não os desapontar. Basicamente, foi isto que ele disse, foi isto que ele sentiu. O Ruben é muito genuíno e eu penso que acima de tudo, isto é algo que vai ficar para a vida, que ele nunca irá esquecer.

É o primeiro momento em Old Trafford para Ruben Amorim. Agora sim, João Castro, Manchester United com algumas mudanças, entra praticamente a vencer com um erro do Bodo/Glimt, mas voltou a mostrar-se incapaz de segurar essa vantagem por muito tempo. O próprio Ruben Amorim falou nisso na conferência, mas a verdade é que depois teve capacidade para recuperar e operar essa cambalhota para conseguir a vitória.

Boa noite a todos. Antes de mais, é uma vitória importantíssima pro Rúben Amorim, até porque o que vem a seguir é uma semana de trabalho com mais sorrisos, é uma semana de trabalho com mais confiança. Portanto, há aqui uma adição de confiança e de alegria durante a próxima semana na preparação do jogo e isso é fundamental para a evolução do trabalho. Depois, primeira vitória em casa, ou seja, ele vai tentar fazer de Old Trafford uma fortaleza, da mesma forma que fez no Sporting, irá fazer isso no Manchester United. Depois aquilo que tu falaste e muito bem, a rotação. Mais do que a rotação em questões físicas, notou-se, e deixo já aqui esta nota, claramente as dificuldades da equipe do Manchester United, eles estão a fazer um caminho e claramente fisicamente pra jogar nesse sistema, ainda vão ter que ter aqui algumas semanas de treino. Nota-se muitas dificuldades em vários jogadores. Mas há aqui uma questão que eu acho fundamental. Por exemplo, a transição defensiva ainda não está boa e o Bodo aproveitou isso e, portanto, há questões físicas e há questões também mentais, porque os jogadores gostam muito de correr pra frente, pra correr pra trás é um pouquinho mais complicado e, portanto, é preciso uma grande mudança, não só de mentalidade, mas também de ter caixa, é preciso ter pulmão, isso treina-se, isso vai ser necessário aqui algumas semanas. Depois, essa parte da reviravolta, acho que é um aspecto mental, que eu gostaria até de ouvir o professor falar sobre isso, porque isto até pro Manchester United foi bom e pro Amorim, ver a capacidade mental dos jogadores para dar a reviravolta. Ou seja, os jogadores estão com ele e estão com o processo, estão a aceitar o processo e esta capacidade de ir atrás da vitória, acho que é importante. Agora, em relação à rotação e voltando à mesma, há aqui uma questão importante. O Amorim, além da questão física, claramente tentou testar alguns jogadores nalgumas posições, porque ele vai eliminando aqui as suas ideias e as suas escolhas. Por quê? Porque no treino é uma coisa, no jogo, em competição, é totalmente diferente. E vou dar um exemplo: Anthony, Ala, vai ter poucas hipóteses. Ou muda a mentalidade ou muda a forma de jogar. Diallo jogou o jogo passado, é muito melhor naquela posição nesta altura. Malacia também com dificuldades no jogo hoje. Garnacho não sabe jogar por dentro, não tem movimentos interiores e, portanto, pra jogar lá na frente, o Amorim vai ter que pôr o Ala a jogar por dentro e o Garnacho a jogar por fora. Muita dificuldade na construção, também do Manchester United com os três centrais ainda. Bruno Fernandes muito inteligente a ter que vir ajudar a equipe na construção. Portanto, são estes pormenores que o Rúben Amorim vai eliminando ali algumas escolhas e alguns jogadores em alguns setores, pra perceber quem é que realmente entende mais facilmente o sistema. Mount muito bem taticamente, ou seja, é um jogador inteligente que eu acho que vai acrescentar realmente aqui. O meio-campo muito mais dinâmico. Lá está, o Ugarte veio trazer também essa fibra, essa intensidade, e o Bruno Fernandes, claramente o cérebro da equipa. E portanto, são estas condicionantes todas que o Rúben Amorim testou num jogo, testou noutro, tira as suas ilações e vê quem realmente pode confiar. Mazraoui, o central pelo lado direito, acho que ganhou o lugar. Aqui o Ihor pode jogar, mas é verdade que tem sido dos melhores e, portanto, daí a confiança também de Amorim. Portanto, esta rotação, não só pela questão física, mas para testá-los em competição, é fundamental pro treinador tirar aqui as suas notas. E hoje, apesar das dificuldades finais e obviamente teve que defender mais fechado, num 4-1, no fim, muito devido às questões físicas, acabou com Casemiro central. E, portanto, há aqui muitas dificuldades ainda da equipa em jogar os 90 minutos fisicamente bem, de forma a aguentar este sistema e a forma de jogar com pressão alta, hoje já se viu uma pressão mais alta, já se viu os centrais a irem pressionar mais à frente. Portanto, aos poucos começa-se a ver aqui algumas coisas importantes. Agora, o mais importante de tudo: ganhar. Acho que era fundamental. Primeiro jogo em casa, primeira vitória, confiança, semana de trabalho mais airosa, mais leve, com mais sorrisos. Portanto, eu acho que hoje foi muito bom para o Manchester United e pra Amorim, obviamente, nessa estreia, que já é um momento fantástico, ovacionado pelo estádio todo, mas era importante vencer. E hoje, realmente, Amorim conseguiu essa vitória, que é importante pro Manchester, que até passa o adversário de hoje na classificação da Liga Europa.

Jorge Silvério, o João Castro, de certa forma, já antecipou a minha questão, que era precisamente sobre a importância da reviravolta operada pelo Manchester United.

Exatamente. Aliás, há duas coisas que eu queria salientar em relação à forma como decorreu o jogo, digamos assim. Uma delas foi, outra vez, e segundo jogo seguido, um gol no primeiro minuto. Eu normalmente costumo designar estes momentos de momentos especiais. Quando se consegue marcar no primeiro minuto, de alguma forma tenta-se condicionar o resto do jogo. Por acaso, no jogo anterior acabou por não acontecer exatamente isso, porque o resultado final depois acabou por ser o empate. Aqui, apesar de ter havido uma reviravolta do Bodo, depois houve outra reviravolta do Manchester United. E essa é a segunda questão, o João já falou sobre ela. Esta questão da reviravolta. Isto quer dizer que os jogadores começam a já não estar desconfiados, com dúvidas sobre aquilo que pode acontecer, em função dos maus resultados que já aconteciam há muito tempo, mas começam a perceber que conseguem reagir e conseguem dar a volta mesmo quando estão a perder. E ter acontecido isto neste jogo, no segundo jogo, é muito importante, e o Rúben seguramente irá falar muito sobre isto, pra lhes dar confiança, pra eles perceberem que é possível, mesmo estando a perder, conseguirem ainda ganhar. A questão da rotação da equipa também me parece extremamente importante. Ele tinha dito isso na conferência de imprensa e nós abordamos isso no programa anterior. Todos os jogadores contam, todos eles estão comprometidos com o processo, e isto é uma clara vitória junto do balneário, do treinador que está acabado de chegar e que está a pedir-lhes uma série de coisas diferentes e a tentar mudar muita coisa. Portanto, isto parece-me também extremamente importante.

Jorge Silvério, eu vou pegar precisamente nessa ideia que acabaste de elencar. Há pouco ouvimos Rúben Amorim a defender o que é preciso e que precisa de tempo. Agora vamos ouvir as palavras do treinador do Manchester United, o que tem a dizer Rúben Amorim sobre a equipa. É um som curto, mas acho que passa bem a ideia. Vamos ouvir.

Com todos.

Sem dúvida nenhuma, com todos. Sejam portugueses ou não, são todos meus filhos, digamos assim. Portanto, muito satisfeito com aquilo que eles estão a fazer.

Luís Lourenço, esta é, sem exagero, a mensagem que mais vezes Rúben Amorim terá de passar para o balneário e já os considera mesmo os jogadores filhos.

Exato. Em primeiro lugar, a questão de os considerar filhos é a tal empatia que ele está a tentar criar com todos os seus jogadores, porque é óbvio que ele tendo uma relação empática, e ele nisso é um mestre, ele tendo uma relação empática com os jogadores, a coisa funciona ou pelo menos tem tendência a funcionar muito melhor. Eu tinha apontado isso na flash interview. Tu puseste apenas as palavras do Rúben Amorim, mas a pergunta que lhe foi feita é se ele estava contente com os portugueses, com a prestação dos portugueses, o Bruno Fernandes e o Dalot. É aí que ele responde: "Com todos". Portanto, ele não faz a diferença, não interessa a nacionalidade, se são portugueses ou se deixam de ser. Passa claramente a ideia, que é a única, de resto, que ele pode passar, é que estão todos a partir da mesma base, estão todos a ter as mesmas oportunidades e a partir daqui cabe a cada um deles trabalhar e provar que têm lugar na equipa, porque ele ainda está longe de ter certezas relativamente a esta equipa. Há muita coisa que ele ainda não conhece e que vai ter que conhecer. Por mais que ele já tenha visto os jogadores na televisão, há depois o fora do campo, o extra jogo, que ele ainda não conhece. Como é que os jogadores reagem às adversidades? Quais são os que reagem melhor do que os outros quando a equipa está a perder? Quais são os que reagem melhor do que os outros quando a equipa precisa de ter contenção de bola, quando a equipa precisa de acalmar o jogo e por aí fora? Ele conhece muito bem o Bruno Fernandes. O Bruno Fernandes nisso é mestre. Eu acho que ele tem sido, no conjunto destes dois jogos com o Rúben Amorim, para mim, o melhor jogador e o mais útil jogador do Rúben, mas é como digo, ele ainda anda não só a fazer experiências, como a conhecer os cantos à casa em todos os sentidos. E todos os sentidos é ao nível técnico, tático, como é que os jogadores se estão a adaptar aos diferentes mecanismos que ele está a imprimir na equipa, mas também ao nível psicológico, ao nível mental, como eles reagem, os que reagem melhor, os que reagem pior e como ele terá que lidar com cada um deles nas diversas situações. E ele ainda não os conhece o suficiente para saber isso. É por isso que o tipo de liderança dele, o Rúben Amorim é um líder de centro de círculo, não é um líder de topo de pirâmide, não é um líder que se coloca acima, como, por exemplo, acontecia com Alex Ferguson. Sir Alex Ferguson era claramente um líder de topo de pirâmide. O Rúben Amorim, não. É de centro de círculo. Isto quer dizer que ele está lá, que é um deles, que é mais um deles, com características diferentes, com competências diferentes e com trabalho diferente, mas é um deles. E é isso que ele quer, essa imagem também que ele quer passar ao dizer que no fundo todos são filhos dele, ou seja, aquilo é uma família.

Estamos a chegar ao final do nosso tempo, mas antes de avançarmos, Jorge Silvério, gostaria também de o ouvir sobre a cultura de vitórias que terá começado hoje, pelo menos é isso que Rúben Amorim disse que deseja.

Exatamente. Isso é extremamente importante. Quem já esteve em balneários, como é o meu caso, e tenho o prazer de continuar a estar, percebemos logo a diferença entre quando há vitórias, quando se trabalha agora os próximos dias sobre uma vitória ou quando se trabalha sobre um empate ou sobre uma derrota. Portanto, é isto que ele quer que os jogadores comecem a perceber e a sentir esta satisfação e este prazer que todos têm quando os resultados são positivos, ainda para mais em casa, naquele ambiente. E portanto, é isto que ele agora vai insistir muito para que os jogadores experienciem e tenham cada vez mais esta vontade de querer ganhar e de experienciar estas emoções extremamente positivas. E isto está sob o controle deles. Este aspeto é extremamente importante e acho que a tônica nos próximos treinos do Rúben será seguramente nestes aspetos.

E neste special Rúben, ainda vamos ouvir daqui a pouco Hélder Barbosa, mas antes disso, João Castro, que tentas sempre acertar nas escolhas de Rúben Amorim. Próximo jogo frente ao Everton, regresso à Premier League e apelando ao teu poder de síntese, esperas mudanças? Já existe um 11 base, no teu entendimento, para Rúben Amorim?

Não existe um 11 base, mas eu arriscaria que a defesa que jogou hoje poderá ser a defesa, se não houver nenhuma recuperação, não sei se o Yoro já pode jogar ou não, se não houver nenhuma recuperação, poderá ser a mesma. Acho que o lado direito vai ser o Diallo. Eu acho que o esquerdo, se calhar até o Dalot vai jogar. Depois lá na frente, a minha grande dúvida é realmente o Garnacho. Se jogar o Dalot, o Dalot aparece por dentro e o Garnacho pode jogar a linha, mas o Rúben Amorim gosta dos avançados interiores. Portanto, vamos ver aqui se o Rashford não pode jogar naquela posição. Ou seja, não me admiraria nada que pudesse ser o ataque dois com o Mount, com o dinamarquês e depois o Rashford ali a jogar na posição de pote e o Garnacho perder esse lugar. Vamos ver, mas acho que seria mais ou menos isto que eu disse com o Garth. Eu acho que o Casemiro vai ter muitas dificuldades também neste 11, diga-se de passagem. Acho que o Eriksen vai ter muitas dificuldades neste 11 também. E portanto, é muito provável que depois o Mainoo acabe por jogar titular. Para já, o Garth e o Bruno Fernandes. O Bruno Fernandes é importantíssimo agora e conforme disseram, é realmente dos melhores jogadores E depois lê muito bem o jogo, percebeu que era difícil construir e teve que recuar para vir buscar a bola. Mas acho que vai ser por aí. Ou seja, Diallo titular, Dalot também acho que vai assumir ali a titularidade e não sei se o Rashford não vai tirar o lugar ao Garnacho no próximo jogo. Acho que vai ser mais ou menos por aí. Deixa-me só dizer que aquilo que estavam a referir, a cultura da vitória, é muito importante. Quando ganham os jogos ao fim de semana, o fim de semana corre sempre muito melhor, e a semana. Portanto, é uma aura que os jogadores depois também sentem quando vão para casa, para as suas famílias, é muito melhor. Isso depois dá muita confiança para nos treinos haver mais empenho, mais vontade, mais confiança no processo, começam a perceber que realmente está a resultar e isso faz fluir tudo aquilo que o Amorim pretende, que é as dinâmicas, o estilo de jogo, o sentimento de família, de pertença de todos uns ali e começam a ir com alegria para o treino e isso faz uma diferença abismal.

Muito obrigado, João Castro, também o Luís Lourenço, professor e especialista em liderança, Jorge Silvério, especialista em psicologia do desporto e o João Castro, adepto do Sporting e também comentador aqui no O Campeão é da Rádio Observador. Estiveram na análise ao jogo do Manchester United de Rúben Amorim e o Bodo/Glimt, jogo da Liga Europa, que terminou com o triunfo dos Red Devils, uma estreia vitoriosa. Antes de fecharmos este episódio, vamos, como é hábito, olhar para a história dentro da história. Rúben Amorim estreou-se esta noite em Old Trafford, treinador dos Red Devils, mas o técnico português já tinha pisado o relvado do Teatro dos Sonhos como jogador. A última vez aconteceu outubro 2012, enquanto atleta do Sporting Braga. Na altura, e para a Liga dos Campeões, os Guerreiros do Minho saíram derrotados de Manchester, 3x2. Rúben Amorim foi titular, jogou 80 minutos. Foi substituído por Hélder Barbosa, com quem a Rádio Observador falou. Ora, Hélder Barbosa descreve o agora treinador do Manchester United como uma pessoa animada e capaz de captar a atenção de todo o balneário. Ainda assim, quando chegou o momento mais sério, Rúben Amorim era quem chegava à frente. Esta é uma conversa do antigo jogador com o jornalista Carlos Pedro.

É uma pessoa que me marcou a mim e penso que a todos os colegas que apanhou e não é pela situação que ele está agora, mas pela maneira de ser. Ele acaba por conquistar toda a gente ao redor dele. E o Rúben tem uma particularidade, que ele consegue distinguir muito bem os momentos para brincar e os momentos que são um bocadinho mais a sério. Nós vemos sempre, e apanhamos alguns vídeos na internet, muitas vezes do Rúben a brincar, a fazer aqueles vídeos de brincadeira, desde dançar, essas palhaçadas que criava tão bom ambiente. Mas depois na hora de trabalhar, o Rúben conseguia mudar completamente o chip e ficar focado, para além de ser já um jogador maduro, porque ele andava sempre no balneário com os mais velhos. Por isso o Rúben era isto, era brincadeira, mas era seriedade também.

Como é que era conviver com o Rúben no balneário?

Conviver com o Rúben era ter sempre uma gargalhada preparada para todas as conversas que ele tinha. Sempre muito brincalhão, sempre com uma disposição muito boa para estar sempre ali a fazer uma palhaçada, a contar histórias, porque ele contava muitas histórias e ele tinha também essa facilidade em manter toda a gente focada na conversa dele, porque ele contava muito bem histórias. Eu lembro-me de algumas até do Jorge Jesus, por quem ele tinha sido treinado. Ou seja, ele conseguia meter ali sempre algumas piadas no meio e foi sempre um jogador, como eu já citei, que trazia sempre muito bom ambiente para o balneário.

Hélder Barbosa, o testemunho de quem confidenciou com o jogador Rúben Amorim, no balneário do Sporting de Braga. É uma história contada ao jornalista Carlos Pedro e é desta forma que fechamos mais um episódio do "The Special Rúben", o podcast da Rádio Observador, que acompanha Rúben Amorim no Manchester United.

O novo Mourinho, nunca mais vai haver um novo Mourinho.

"This is the place I want to be, because you can be part of something special."