Esta transcrição foi gerada automaticamente por Inteligência Artificial e pode conter erros ou imprecisões.
Três toques com o avançado centro Bruno Vieira Amaral.
Pois, isso. Ponta de lança esquecido.
Ponta de lança esquecido, muito bom. Que pode acompanhar também direto nas nossas redes sociais ou através do site do Observador. Bruno, vamos à pergunta do dia.
Vamos lá.
Vamos lá.
Esta é fácil pra você.
É fácil?
Não?
Não sei, vamos ver. Qual o nome do estádio do Nápoles? Brunini? Vieri? Almarini?
Há um estádio em Nápoles. Jogam futebol em Nápoles.
Vamos simplificar: é o estádio do Nápoles.
É o estádio do Nápoles. Que é em Nápoles. Não sei se já vos disse.
É o estádio do grandioso.
Nápoles não é a terra das pizzas? Então é Margherita.
Santa. Tens que por o santo aí no meio. Santa Margherita.
Estamos a ir a Itália, porque ontem o treinador do Benfica a suceder a Jupp Heynckes era o Bellini.
Era o Bellini.
O Trapattoni.
Trapattoni. Uma trapalhoni. Não sei.
Já vi que isto não estamos bem hoje.
Esta turma é péssima.
O Bruno parece que precisa de um corretivo.
As raparigas, a Carla e a Maria de ontem voltaram.
O Bruno é que ele é uma turma, dois mais dois fica ali a pensar.
E eu a pensar que esta era fácil.
Nada.
Fica pro fim. Olha, vamos às histórias inacreditáveis e incríveis dos Jogos Paralímpicos.
E ao esforço.
Há muitas, não é?
Muitas. Eu agora estava a ler uma que está no site do Observador, contada pela Mariana Fernandes, mas trago aqui outra, porque esta também revela a capacidade de superação, as capacidades extraordinárias destes atletas, que superam, de facto, obstáculos inacreditáveis para chegarem à maior competição desportiva do planeta. E poucas histórias, todas estas histórias que são verdadeiramente assombrosas, serão tão impressionantes quanto a da arqueira indiana de 17 anos, Sheetal Devi. É que esta arqueira não tem braços. Então usa a perna direita para segurar o arco e com a boca prende a flecha.
Fantástico.
E dispara.
É uma capacidade de adaptação incrível.
Não, é verdadeiramente. Ver as imagens, uma pessoa fica abismada com a capacidade, com a força e a resistência física, a capacidade física para darem a volta destes atletas. Devido a uma anomalia genética rara, que se chama focomelia, os braços da jovem atleta não se desenvolveram e por isso ela desde muito cedo aprendeu a fazer tudo com os pés, inclusive subir às árvores.
Uau!
É verdade, ela subia às árvores na Índia, no seu país natal, e deu nas vistas.
Virá sua destreza física.
Exatamente, porque perceberam que havia ali qualquer coisa de especial, então começou a praticar desporto. De início, os treinadores ainda tentaram que ela usasse próteses, mas não se adaptou, não conseguiu adaptar-se às próteses, e começou a usar esta técnica com os pés e com a boca. E mesmo assim, chegou à número um do mundo. Agora nos Jogos Paralímpicos, conquistou a medalha de bronze. Não se pode dizer só, no caso deste. Não se pode dizer só conquistou a medalha de bronze, porque o verdadeiro triunfo desta atleta é competir nestas condições e ser uma das melhores do mundo. Mesmo que não tenha alcançado o ouro, é uma campeã.
Já é uma campeã, não é nada. Olha, Bruno, e temos também duas histórias que ilustram o lado menos positivo do desporto.
Demos aqui uma história inspiradora pra começar e agora duas histórias que são tudo menos inspiradoras. A primeira ainda tem que ver com o desporto, mesmo que não se passe apenas nos relvados. Niklas Wilson Sommer é um jogador luso-alemão que alinha na equipe secundária do Nuremberg e que publicou uma fotografia nas redes sociais a envergar a camisola do Bayern de Munique. Isto não caiu nada bem junto de alguns supostos.
Choveram pedras.
Pois, não sei se choveram pedras, se foi paus, mas não correu bem para este jogador, porque alguns adeptos do Nuremberg não gostaram de o ver naquele traje, e ainda por cima com a fotografia a ser divulgada nas redes sociais, e apesar de o jogador ter pedido desculpas e pouco depois ter apagado a fotografia, foi atacado dentro da sua residência por estes supostos adeptos. O clube já veio condenar a agressão. Neste momento decorre uma investigação policial para se identificarem os responsáveis pelas agressões, mas como se vê, e muitas vezes nós falamos também do nosso futebol, dos problemas do nosso futebol, que certamente existem, mas depois achamos que em países mais civilizados estas coisas não acontecem, não há os clubismos que se vê aqui em Portugal. Se calhar há, e até às vezes, como vimos neste caso, com consequências um bocadinho mais violentas.
Sim, quando chega a este ponto, de facto, é loucura. Bom, há uma segunda história, não é? Envolve um jogador que saiu do Benfica há dias. Isto é quase um quiz. Saiu do Benfica há dias, já alinhou por um novo clube e foi vítima de um assalto violento. De quem estamos a falar? Em 30 segundos.
Quem é? Conseguem adivinhar? Está aí escrito. É David Neres. O David Neres.
David Neres.
É o extremo David Neres. Está certo. E qual é o primeiro nome do David Neres?
Não é David?
Não. É David? Será David? Não sei.
David ou Davi?
Davi. Davi Neres.
Vai ficar para outra pergunta do Três Toques.
O extremo brasileiro trocou há dias o Benfica pelo Nápoles, por 28 milhões de euros.
Bela troca.
Foi uma bela troca. Trocas e baldrocas. Teve um início de experiência em Itália um bocadinho atribulado, porque ele já se tinha estreado anteriormente, mas neste sábado fez uma assistência na vitória do Nápoles por 2-1 sobre o Parma, um jogo que decorreu no estádio cujo nome vamos revelar no final.
Cá está.
E aquilo que seria uma noite para recordar por bons motivos, transformou-se numa noite para recordar por maus motivos. Transformou-se num pesadelo. Após o jogo, quando Neres seguia numa carrinha juntamente com a mulher e ia de regresso ao hotel onde está instalado, o veículo foi interceptado por homens armados, que seguiam de mota, partiram os vidros da carrinha e exigiram ao jogador que lhes entregasse o relógio que trazia, um relógio avaliado em € 100 mil, e que ele pelo menos teve a presença de espírito de entregar sem oferecer resistência.
Pior era. 100 mil euros de relógio?
100 mil euros. Deve ser dos mais caros.
Dos mais baratinhos. Caramba!
Há de ter outros em casa.
E ali a nossa, pelo menos a minha carreira contributiva de bons anos.
E de muita gente. Os assaltantes depois fugiram do local e até ao momento ainda não foram apanhados pela polícia. Não era certamente este tipo de emoção que o jogador brasileiro procurava quando aceitou a proposta do clube italiano, mas estamos a falar de Nápoles, que é uma cidade também um bocadinho particular.
Pois, mas o jogador brasileiro disse: "Finalmente vamos para a Europa. É mais calmo, aquilo não há tanta violência". A primeira coisa que lhe acontece em Nápoles é de facto-
E a carrinha ficou em mau estado. Imagina estares dentro da carrinha, supostamente segura, e teres ali dois tipos a partirem os vidros.
Quem fez isto sabia o que é que estava a fazer.
Sabia quem é que ia lá dentro.
Sabia, exatamente.
Sabia que ia lá dentro e um relógio de € 100 mil.
Mas olha, se a estatística estiver correta, agora tem créditos para 20 anos este jogador. Já não lhe acontece mais nada.
Não lhe acontece mais nada, que às vezes o raio cai duas vezes no mesmo sítio.
Exato. Vamos lá então ao nome. Como se chama o estádio?
Estou muito desiludido com vocês. Vocês não sabem nada disto.
Não pode ser tão óbvio. Deixa abrir a pergunta.
Quem é o maior jogador da história do Nápoles? Quem é?
Esse é o Maradona.
É o Maradona.
É o Maradona.
É o estádio Diego Maradona?
É o Diego Armando Maradona.
Pronto, sabia lá. Eu vi o filme do-- olha, Branca, um filme de há cinco anos da Netflix, se não me engano.
Do Oliver Stone?
Não, sobre a passagem do Maradona por Nápoles, pelo clube, pela cidade, que é um filme fantástico.
Qual? Mas é um filme "A Mão de Deus"?
"A Mão de Deus", exatamente.
Sim, é do Sorrentino?
Sorrentino, exatamente. É esse mesmo, que é ótimo e foi aí que eu percebi de facto aquele filme.
E o estádio chamava-se San Paolo, antigamente, e depois da morte do Maradona.
San Diego Maradona.
É o San Diego Maradona. San Diego.
Muito bem.
A nossa ignorância é completa.
Não, acho que já te redimiste, pelo menos sabias que era Maradona.
Estavas por dentro. Sempre a aprender com estes Três Toques do Bruno Vieira Amaral.