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Três toques com Bruno Vieira Amaral, também direto das nossas redes sociais e através do site do Observador. Vamos à pergunta do dia, Bruno. Vamos a ela.
Vamos lá.
Que treinador substituiu o alemão Jupp Heynckes? Está bem dito?
Acho que sim.
Mais coisa, menos coisa. No banco do Benfica. Quem foi?
Quem é que foi para o lugar de um alemão?
Eu acho que foi o José Mourinho.
Faz-se escrever José Mourinho.
Eu nesta pergunta reconheço as palavras Benfica, substituto, alemão, treinador, também lá chego. Isso foi em que ano?
Eu não faço ideia.
Nos anos 90, não foi? 97, 98.
2000.
2000.
Eu aposto no Rui Costa, não sei por quê, mas como ele agora é presidente, aposto. Não faço ideia. Vou arriscar.
Arrisca, Paulo. Vocês querem que eu faça a pergunta? Mandem um treinador. Scolari.
Gigi.
Então vá, Mourinho, Rui Costa. E tu, Paulo? Eu tenho que responder? Claro.
Trapattoni.
Parece-me ótimo, tem uma ótima sonoridade. Trapattoni.
Trapattoni.
Trapattoni foi antes. Bellini. Já vamos conferir isso. Marco Bellini.
Ai que se sabe.
Disparate. Vamos começar com os Jogos Olímpicos ou os Paralímpicos que decorrem em Paris, Bruno.
Ainda não tínhamos falado aqui dos Jogos, que começaram na semana passada, e hoje até calha mesmo bem, porque ontem foi um dia histórico para Portugal, que conquistou duas medalhas de ouro e uma de bronze e obteve ainda outros resultados de destaque nesta competição. Muitas palmas para os atletas paralímpicos portugueses. Na natação, na prova de 200 metros estilos, na categoria SM8, Diogo Cancela conquistou a medalha de bronze, ficou apenas a 14 centésimos da medalha de prata. Os dois primeiros lugares foram para atletas chineses. Da parte da manhã, Miguel Monteiro tinha conquistado a medalha de ouro no lançamento do peso na categoria F40, para atletas com nanismo. O atleta português já tinha conquistado a medalha de bronze nos Jogos Paralímpicos de Tóquio e agora juntou à medalha de ouro o recorde paralímpico com o melhor lançamento a 11 metros e 21 centímetros. Portugal, e este é um dado relevante, já não alcançava uma medalha de ouro desde 2008, nos Jogos Paralímpicos de Pequim.
16 anos.
Como não há fome que não dê em fartura, à tarde ganhou uma segunda medalha de ouro no mesmo dia, com Cristina Gonçalves a triunfar na modalidade de bócia, na categoria BC2. A sua segunda medalha de ouro, como ouvimos aqui há pouco no jornal, depois de ter sido campeã olímpica por equipas em 2004 em Atenas. Mas no dia de ontem ainda houve outros bons resultados. Margarida Lapa foi quarta na final da prova de carabina e Marco Menezes foi quinto nos 100 metros costas na categoria S11. Portanto, foi um dia eixado para os atletas paralímpicos.
Muito bem, parabéns para todos. E Bruno, nos Paralímpicos são muitas as histórias de superação, mas algumas até quase que podiam sair do argumento de um filme.
E esta, que já está em todos os jornais e televisões, é mesmo digna de um filme. Aliás, não há de demorar muito até aparecer uma série, um documentário ou um filme sobre esta nadadora norte-americana que está a participar nos Jogos Paralímpicos, Ellie Truitt, e cuja vida mudou brutamente no ano passado, em maio de 2023, porque esta atleta, além de praticar natação de forma competitiva, acabara de se licenciar pela Universidade de Yale, quando foi passar umas férias com uma amiga numa ilha das Caraíbas. As duas saíram de manhã para praticar mergulho, quando foram atacadas por um tubarão-touro.
Um tubarão-touro. Um tubarão já mete medo, um tubarão-touro.
Mas estes ataques não são assim tão frequentes e raramente são mortais. No ano passado houve apenas 91, mas Ellie Truitt teve azar. As coisas não lhe correram muito bem, porque na sequência do ataque, saiu o pé esquerdo e depois teve de amputar parte da perna, do joelho para baixo. Mas o que é incrível, verdadeiramente incrível nesta história, é que pouco tempo depois, um ano e pouco depois do ataque, a Ellie começou a competir para entrar na equipe paralímpica de natação dos Estados Unidos e incrivelmente conseguiu. Aliás, ontem participou na prova de natação, mas estamos a falar de um processo que demorou cerca de um ano. Ou seja, passar de um acidente destes.
A recuperação, a adaptação, enfim, nem imagino o que será.
E uma jovem de 20 e poucos anos nesta situação, a adaptar-se a esta nova realidade, o treino, e depois essa motivação.
Sim, obviamente.
É uma história extraordinária e que agora está um pouco por todo lado. Eu hoje já tinha preparado esta história aqui e liguei a televisão e estava a dar na CNN, apareceu a Ellie Truitt, porque é uma história verdadeiramente extraordinária.
Sem dúvida. Vamos vê-la, se calhar, nas plataformas streaming, num filme ou num documentário, como dizias, Bruno. Provavelmente. Bom, mas hoje para fechar, também temos aqui um adeus. Um "auf Wiedersehen", R. Schmidt.
Pois, tive que ir ao futebol. Não queria.
Sim, mas calma.
Mas teve que ser. E não se pode dizer que tenha sido uma surpresa a saída de Roger Schmidt do comando técnico do Benfica.
É aquela parte em que tiramos os lenços brancos? Não.
Agora já não. Isso é quando se pede a saída. Agora é juntar as mãozinhas.
A nação benfiquista está aliviada ou não?
Eu acho que sim. Eu acho que a maior parte já está. Que não eram anti-Roger Schmidt, com os resultados disseram: "Não, já chega".
Rendem-se às evidências.
Chega o momento que já não dá para mais.
Não foi uma surpresa?
Não foi, já se adivinhava este desfecho. Depois de uma época em que o clube só ganhou a Supertaça e as exibições ficaram muito aquém do esperado, havia a expectativa de que esta nova temporada trouxesse um ânimo renovado, mas com uma derrota com o Famalicão e um empate com o Moreirense nas primeiras quatro jornadas, mostraram que Schmidt dificilmente seria capaz de dar a volta à situação. E assim Rui Costa, presidente do clube, foi forçado a tomar esta decisão drástica de o despedir ao fim de quatro jornadas, uma decisão que muito provavelmente terá adiado noutras ocasiões. Agora aproveitou a pausa FIFA para os jogos das seleções para despedir Schmidt e dessa forma ter alguma margem, algum tempo para arranjar um novo treinador. Ainda não se sabe quem será. Até pode ser alguém que já conhece os cantos à casa. Bruno Lage é o nome mais falado, parece ser o nome mais forte para ocupar o lugar do alemão, que diz adeus à Luz. Ele que chegou a dizer que quem ama o futebol, ama o Benfica. Não sei se mantém a mesma opinião depois desta experiência de dois anos e uma relação que em certos momentos foi muito complicada com os adeptos.
É verdade, até os milhões também não resolvem tudo. Para conforto de uma pessoa numa situação dessas.
Eu não sei qual é a indemnização.
Foi a última ajudinha.
O desemprego a chegar à emigração.
Mas dizem que ele exigiu que fossem pagos os salários até ao final do contrato, que andaria à volta ainda de cerca de 18 milhões de euros.
É coisa pouca.
Como li no Twitter, se não me engano, Vasco Barreto mantém-se aquela máxima: são 11 contra 11 e no final ganhou o alemão.
Exato. Será seguramente pergunta daqui a 20 anos no Três Toques: quem sucedeu a Roger Schmidt? Para já, a pergunta é: que treinador substituiu o alemão Jupp Heynckes no banco do Benfica?
Quem é que foi? Quem é que terá sido?
O Luís diz que foi o Rui Costa.
Não foi nada o Rui Costa.
O Luís diz Rui Costa.
E o Paulo viu o trabalho todo.
"Il Formaggio".
"Il Formaggio di bamburra arrabbiato".
De burrata.
De burrata.
Fantástico.
E o Mourinho. Acertaste, João Miguel! Grande pontaria, o João Miguel veio para aqui para estragar isto.
Claramente.
E eu a acertar nas coisas.
Sei tudo sobre a carreira do Mourinho.
Tu sabes que a ideia aqui é não acertar.
A malta vai rodando aqui e só eu é que é que acerto.
Eu também não.
Do mercado de transferências, deve ser a única coisa que eu sei.
É?
É.
Mas acertaste.
Acertei.
Mas sabias ou foi um palpite?
Não.
Tinhas uma vaga ideia.
Eu lembro-me que tinha colegas da faculdade na altura, 2000, que seguiam muito a vida do Benfica e lembro-me que na altura era conversa Jupp Heynckes, depois Mourinho. Ficou pouco tempo, não foi?
O Mourinho ficou pouco tempo.
Seis meses, por aí.
Acho que nem tanto.
Nem tanto.
Isto é cultura geral.
Porque eu lembro-me que ele queria, depois exigiu uma renegociação do contrato, não se satisfizeram.
O João Miguel sabe isso tudo. Ia para o Sporting, mas depois também não foi para o Sporting e acabou no Leiria e depois no Porto.
Exatamente.
Depois no Steaua București e pronto.
E depois o resto é história.
E o resto é história. Foi o Três Toques no jornal das 8:00 das Manhãs 360.