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Cristiano Ronaldo.
Temos tempo. E o campeão é a Jovem. Vamos falar sobre isto.
Eu não quero falar do pai de todos os abandonos de estágio, que é o de Cristiano Ronaldo, o maior abandono.
O maior de sempre.
O mérito era uma estátua, um monumento para este abandono de estágio. Nenhum se lhe compara. Todos os outros ao pé deste abandono são meras notas de rodapé. Mas agora, depois desta situação com o Cristiano Ronaldo, claro, vêm as comparações com outros abandonos de estágio. Mas olha, são muito fraquinhos.
Mínimos.
Comparado com o Ronaldo, isto não conta, mas é natural que agora se fale de outros abandonos de estágios. Por exemplo, com o jogador da Finlândia, Glen Kamara. Ele joga no Queens Park Rangers da Inglaterra, da segunda divisão inglesa, e abandonou o estágio na semana passada, em princípio pressionado pelo próprio clube.
Mas já fez o comunicado a explicar?
Ainda não fez um comunicado.
Mas agora tem.
Mas agora tem aqui um exemplo. Aquilo, no fundo, é pegar no template.
No prompt.
No prompt e seguir aqueles passos para dar indicações ao selecionador.
Até o Paulo esteve a ler o comunicado.
Leste o comunicado. O que achaste? Achas que aquilo é, enquanto peça literária?
Enquanto peça literária, é daqueles casos que nem se pode dizer que foi escrito com os pés, senão teria sido melhor.
Mas as falas. Eu imagino o Jorge Jesus a dizer aquilo palavra a palavra.
Os oito pontos.
Os oito pontos. Aquilo é Shakespeare para mim, aquilo está ao nível das melhores peças dramatúrgicas.
É tão ingênuo ao mesmo tempo, não é? Esses oito pontos.
Mas depois havemos de falar disso no campeão. Temos tempo de falar disso?
Paulo, participas no campeão.
Não.
Sim, vai juntar só o Bruno Rosário e o Pedro Henriques.
Mas isso é um case study interessante em termos de regras de gestão de equipa.
Claro, óbvio. Quer dizer, é um caso interessante.
Corporate governance.
Eu acho que é um exemplo, é um case study para muitas áreas.
Claro, para a política, para as empresas.
De gestão.
De gestão de equipas, talento.
Liderança, claro.
Liderança, claro.
O que é mais curioso-
Ou a falta dela
Ou a falta dela. O que é mais curioso é que, na verdade, Jorge Jesus, naquela conferência de imprensa, passou por quase todos os tópicos que estavam lá. Não se sentou a ler aquilo, mas foi quase a todos os tópicos.
Não disse que o Cristiano Ronaldo é quem dá mais autógrafos e selfies.
Pois não, falhou essa parte absolutamente essencial.
Não disse, mas disse que desculpou o estatuto. Falou de Pelé e Maradona, que era o que estava no guião. Comparou, dizer que não se põe um jogador como Pelé e Maradona a aquecer para depois não entrar.
Estava lá quase tudo.
Estava lá quase tudo. Não, se calhar, no tom exigido.
Mas isso não estava escrito, o tom.
O tom, deviam ter sido mais precisos.
As notas didascálicas.
Havemos de falar sobre isso.
Já nos desviamos.
É de antologia isso tudo.
Já falámos deste jogador, o Glen Kamara, da Finlândia. E também, Jhon Duran, que joga no Benfica, teve um problema aqui há dois anos na seleção colombiana. Entretanto, não voltou a ser chamado. Parece que na altura terá acidentalmente agredido o treinador.
Acontece aos melhores. Já aconteceu em Portugal uma vez, não? O Hugo, ao Moustapha.
Sim, aí não foi acidental. Esteve muito longe.
Claro, o acidental.
Não, parece que aqui, pelo menos é a versão do jogador, ele estava no balneário e houve alguém que o segurou e ele não se apercebeu e abriu os braços. E era o selecionador.
Que estava lá dentro.
Que se estatelou. Ele disse: "Ah, pá, que azar".
Pensei que tinha sido o punho dele que inopinadamente, sem vontade.
Não, podia ter sido a cabeça do selecionador que se precipitou contra o punho do jogador.
Ou isso. Que acontece às vezes.
Também pode acontecer. A verdade é que nenhum destes casos se compara à grandeza do abandono de estágio por Cristiano Ronaldo, nem é nossa intenção por estes jogadores perfeitamente insignificantes ao nível de CR7.
Vamos lá saber. Algum primeiro-ministro destes países ligou para os intervenientes destes casos?
Olha, da Colômbia.
Algum ex-presidente da República foi dar entrevista.
Se vai pronunciar sobre isto, pois também provavelmente não.
Candidatos a nada.
Isto não tem, de facto, a dimensão que tem este nosso abandono de estágio. Agora olhemos para a corrida à Bola de Ouro. Parece que neste momento só há dois jogadores verdadeiramente a disputar a Bola de Ouro deste ano, que vai ser anunciada no final deste mês em Londres. E parece que é uma corrida entre Harry Kane e Lamine Yamal. O Cristiano Ronaldo não está aqui também. Pedimos imensa desculpa. Nem está nos 30 nomeados para a Bola de Ouro este ano, mas falou-se durante muito tempo de outros possíveis contemplados. Na verdade, ainda estão na corrida, ainda não estão fora da luta pela Bola de Ouro, mas parece que, e até pelas exibições dos últimos tempos, parece que neste momento há dois que estão na dianteira: Harry Kane, que ontem voltou a marcar dois gols pela seleção inglesa no jogo contra a Chéquia, e Lamine Yamal, que também tem estado muito bem nestes últimos jogos da seleção espanhola. E talvez este arranque de época também os ponha numa posição um pouco mais adiantada em relação aos outros, como por exemplo, Kylian Mbappé, que está muito zangado, aparentemente, com o Real Madrid.
Pensei que era com o JJ também.
Mas há aqui coisas em comum, porque parece que a entourage de Kylian Mbappé está zangada com o Real Madrid por não o defender Não defender suficientemente a sua candidatura à Bola de Ouro. Ou seja, Mbappé queria ver mais empenho da direção do Real Madrid, do clube, na defesa da sua candidatura à Bola de Ouro, como fazia no passado e fez no ano passado, naquelas campanhas a favor de Cristiano Ronaldo, na luta pela Bola de Ouro contra Lionel Messi. Mbappé acha que o clube podia ter feito mais, podia estar a fazer mais, e parece que há aqui também uma cisão entre Mbappé e a equipa que o rodeia e o clube, o Real Madrid, e também os adeptos. Os adeptos não estão a gostar muito desta atitude de Mbappé, porque consideram, eu sei que para alguns jogadores será estranho, que nenhum jogador está acima do clube. Coisa estranha. Será que isto é inspirado noutras situações, noutras realidades? Não sabemos. Por último, eu tinha aqui uma notícia que era capaz de vos agradar, que tem a ver com a nova vida de Amber Heard, a ex-mulher do Johnny Depp. Muito conhecida depois de todos aqueles processos, dos vários documentários que se fizeram. Ela agora tem uma nova vida como desportista. Ela completou a meia maratona de San Sebastián e num tempo muito razoável. Vamos falar disso amanhã. Queria trazer Novak Djokovic, que ontem venceu o 102º título da carreira, o ATP de Pequim, prolongando também a invencibilidade neste torneio. Ele tem agora 34 vitórias consecutivas neste torneio de Pequim e aproximou-se de marcas históricas de Roger Federer, que tem mais um título do que ele, agora. Tem 103 títulos ATP e aproxima-se também do recordista, que ainda é, imaginem, Carla, este é do teu tempo, Jimmy Connors. Do teu tempo, quer dizer.
Eu ainda sou deste tempo.
Eu sei que tu és deste tempo, mas eu sei que tu dedicas uma especial atenção.
Tenho uma simpatia grande.
Por essas lendas dos anos 80. Eu também tenho. Mas quem diria que em 2026 estaríamos ainda a falar de Jimmy Connors como recordista de títulos da ATP?
Sim, incrível.
Novak Djokovic conseguiu aqui também um outro feito, que se tornou o primeiro tenista a vencer títulos em 21 épocas consecutivas. Este foi o primeiro título em 2026. Nunca nenhum jogador conseguiu isso. Aí está alguém que, apesar da sua idade provecta, continua a justificar em campo toda a sua qualidade. É uma lenda, Novak Djokovic.