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Não há que enganar. O apito está dado. Três toques com Bruno Vieira Amaral.
E com uma pergunta sobre basquetebol. Estão preparadas para isso?
Estavas à espera que o Paulo Ferreira estivesse de férias para fazer uma pergunta que ele sabe. Se ele tivesse ouvido.
Sobre basquete.
Sim, eu achava que o Paulo acompanha.
Não é mais automobilismo? Não sei.
Também. É um homem do desporto, na verdade. Como sabemos.
Sim.
Não pode ser o Lula.
Aliás, eu acho que isto nem faz sentido sem o Paulo. Três toques.
Sim, três toques. Tem que ser toque e meio. Toque e foge.
Toque e foge. Michael Jordan jogou. Sabem quem é o Michael Jordan?
Sim.
Ele até esteve no Porto e em Lisboa no outro dia, houve fotografias.
Calça o 35 e meio, não é?
Sim, o representante. Não chega às tantas mais altas. Tem esse problema. Ele jogou no Chicago Bulls, onde se celebrizou, ganhou os maiores títulos da sua carreira e os únicos. Mas jogou numa outra equipa também, na NBA.
Na NBA. É que devia ser lá na universidade.
Que equipa foi essa?
Boa pergunta. Grande pergunta, Bruno.
Posso dar aqui umas ajudinhas.
Está muito bem perguntado.
Está.
Tens muita qualidade a fazer perguntas.
Eu sei, Carla, eu trabalho muito para isso. Podia fazer uma ainda mais fácil, que era: em que equipa de beisebol ele jogou? Porque não sei se se lembram, em meados dos anos 90, ele interrompeu a carreira e experimentou o beisebol. E depois voltou. Aliás, isso está naquele documentário, "The Last Dance", que é extraordinário. Mas depois do Chicago Bulls, desse regresso, ele ainda voltou para jogar numa outra equipa. Que equipa era essa? Denver Nuggets, Los Angeles Lakers, Washington Bullets, Portland Trail Blazers, Miami Heat, Toronto Raptors ou Washington Wizards.
É o Washington qualquer coisa.
É o Washington.
Qual é a primeira que disseste?
Bullets.
Eu digo a última. Eu digo o Bullets.
Diz o Bullets? Ok. Então já vamos responder. Tem piada, de facto. Tem muita piada.
O Washington diz-me qualquer coisa.
Washington. Foi o primeiro presidente dos Estados Unidos. Agora vamos para o ténis, para Carlos Alcaraz, que ganhou o torneio de Roland-Garros. Sabem quanto é que ele ganhou com essa vitória?
Honra.
Não, dinheirinho. Estamos a falar de pilim. Pilim, dinheirinho, mari mari, pasta.
Não é importante.
Não é muito importante. Foram 2 milhões e 550 mil euros. Na verdade, ele vai ganhar um bocadinho menos do que isso, por quê?
Vai descontar. Vai passar um recibo verde.
Vai passar os impostos. Os impostos são 46% em Espanha. Coitadinho, vai ficar na miséria.
Pois vai.
46%.
Como é que ele vai de férias? Não pode apresentar faturas? Quilómetros?
Pois. Deslocações. Os quilómetros que ele correu.
Então não.
Estão aqui.
Trabalha em pé a correr.
Para todos. Do espaço. Mostra o telemóvel. Olha aqui, mais de 10 mil passos por dia. Este prêmio, em Espanha, é tributado uns tais 46%, referente ao IRS. Também há impostos em Espanha. Mas isto leva-nos a perceber porque é que há muitos tenistas, não só tenistas, mas muitos tenistas que optam por dar como morada fiscal ou optam pela morada fiscal do Mónaco, por exemplo.
Já não têm esta talhada.
Claro, para evitar.
Eu acho que o Sinas está registado no Mónaco.
No Mónaco são muitos automobilistas da Fórmula 1 e do ténis, sobretudo do ténis há muitos.
É um ambiente propício à prática desportiva.
Claro, é muito bom. Aquilo tem um ambiente que faz muito bem ao pulmão e à pele, ao skincare, eles gostam muito, e sobretudo à conta bancária. Imaginem, passar de 46%, sei lá, para 15%.
É uma diferença grande.
É uma motosserra. Isto não é para ninguém ter pena do Carlos Alcaraz, que ele está muito bem.
Está muito bem na vida.
Está muito bem, não tem problemas de dinheiro, mas, de facto, é ali uma talhada. Quando se diz: "Ganhou 2 milhões" e tal.
É praticamente metade.
É quase metade que fica para o Estado espanhol, à atenção dos nossos liberais. Agora vamos aqui a uma gafe, uma apresentação de um jogador português, Dário Essugo, foi apresentado no Chelsea.
Quem?
O Dário Essugo.
Esse é português?
É português.
Está bem.
Não parece o nome. Não é o João da Silva.
Não diria.
Mas é português. Pessoas que são portuguesas e que têm nomes.
Mas assim de repente não.
Não são Maria João.
Não reconheci o nome.
Pronto, é verdade.
Foi apresentado onde? No Chelsea?
No Chelsea. Ele foi apresentado no Chelsea e o que é que acontece? O Chelsea fez um daqueles vídeos que os clubes agora fazem de apresentação. Diz lá qual era teu ídolo de infância, essas coisas todas. E o Dário Essugo respondeu: o ídolo de infância dele era o William Carvalho, que joga atualmente no Betis. Já não vai à seleção há muito tempo, mas ainda está em atividade. E o Chelsea, o que fez? Em vez de pôr uma fotografia do William Carvalho, pôs do Ricardo Carvalho. Por quê? O Ricardo Carvalho jogou no Chelsea. Ficaram assim embaralhados. "Quem? Carvalho? Então é dos nossos". Ficou um bocadinho mal, porque deviam ter sido mais profissionais. Percebe-se também a inclinação.
E a reação dele?
O que é que ele vai dizer agora, coitado?
Olha, também gosto. Também é jogador.
Também não está mal escolhido. Mas percebe-se no Chelsea. Carvalho só deve haver um. E então puseram uma imagem do Ricardo Carvalho, também um excelente jogador, não é isso que está em causa, mas não é o ídolo de infância do Dário Essugo. Finalmente, vamos ao Michael Jordan, que está nas notícias não por ter aparecido numa esplanada no Porto, mas porque vai ser contratado pela NBC para ser comentador dos jogos da NBA.
Deve estar a receber uma ninharia.
Um cochinho.
Vales de refeições, provavelmente.
O Alcaraz, por ganhar em Roland-Garros, ganhou 2,5 milhões, um milhão e tal depois de impostos. O Michael Jordan vai ganhar 47 milhões de euros por temporada. 47 milhões de euros, é verdade.
É muito zero.
Não faço ideia.
Onde é que ele desconta?
Não faço ideia dos descontos.
Qual é a sede fiscal?
Eu acho que ele podia ir para Mônaco.
Mas também custa meia.
Sim.
Tem que encher.
Isto para terem uma ideia, Charles Barkley, que foi colega de equipe de Michael Jordan no Chicago Bulls, também é comentador, é saída profissional.
E sabe-se quanto ganha?
Ganha metade. O que não é pouco, 20 e tal milhões de euros por temporada para comentar não é nada pouco, mas Michael Jordan está de facto noutro-
É outro nível, outro patamar
...é outro patamar e 47 milhões, para além de tudo o que ele ganha.
Há de patrocínios, de tudo.
Os Air Jordan continuam a vender que nem pãezinhos quentes e que mudaram, revolucionaram o desporto e o marketing. E uma das histórias também é contada nesse documentário no HBO. Aliás, até há um filme ficção sobre o Air, sobre essa história de como os Air Jordan revolucionaram o desporto. Resposta à pergunta do dia.
Deixa ver que alguém acertou.
Alguém acertou. Quem é que disse Wizards?
Foi a João.
Então acertaste, Maria João, acertaste. Wizards. Agora, calma, na verdade, são a mesma franquia.
Mas foi uma passagem curta, não foi?
Foi. Acho que teve uma época, uma época e meia. A franquia era a mesma, só que mudou de nome em 1997. Eram os Washington Bullets e em 1997 passaram a ser os Washington Wizards.
Era sorte. Muito bem.
Por três anos, uns aninhos, porque ele esteve lá em 2010.
Muito bem, João.
Muito bem. Tu ouviste Washington e disseste qualquer coisa. Corretíssimo. Parabéns. Olha, não tens prêmio, por isso, pelo menos não descontas. Não descontas.
Está bem.
É verdade.