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Vamos ao menu para o "Três Toques". Hoje temos um incrível Afonso Eulálio, portugueses a brilhar no triatlo e um Paris Saint-Germain que se junta a uma elite muito exclusiva. E também têm lá portugueses. Hoje é só Portugal nestes Três Toques. Campeões tugas. Afonso Eulálio, vamos começar por ele, que entrou como um desconhecido para o Giro d'Italia e sai com o nome escrito na história. Venceu a camisola branca da juventude, aguentou na etapa de sábado, que era uma das mais difíceis. Resistiu, dizia-se que poderia perder a camisola da juventude nessa etapa para um italiano, mas não só resistiu como ainda ganhou tempo, conseguiu na parte final ganhar tempo ao seu principal rival pela camisola branca da juventude. É apenas o terceiro português a vencer uma das camisolas numa das três provas mais importantes. João Almeida tinha vencido esta mesma camisola da juventude em 2023 também no Giro, na Volta à Itália, e Rúben Guerreiro venceu a camisola da montanha em 2020 também no Giro. Afonso Eulálio tornou-se o quarto português a terminar a Volta à Itália no top 10, depois de Cássio da Silva, nos anos 80, José Azevedo, já neste século, e João Almeida. Mais recente. Mais recente e é repetente, mas já conquistou por mais de uma vez um lugar no top 10 no Giro. É também o décimo português a acabar uma grande volta no top 10. Não são muitos. Claro que Joaquim Agostinho continua a ser aquele que tem melhores resultados com 11 lugares dentro do top 10 das maiores voltas. No caso, ele nunca conseguiu no Giro, sempre na Vuelta ou no Tour. João Almeida continua a ser o único português que conseguiu acabar- Portanto, França e Espanha, Itália não era para ele. Itália não é com ele, ao contrário de João Almeida, que já conseguiu estar no top 10 nas três principais competições: Giro, Vuelta e Tour de France. Portanto, há aqui boas perspetivas para Afonso Eulálio, porque se deu a conhecer depois desta participação na Volta à Itália. Era relativamente desconhecido e com este resultado acaba por firmar o seu nome e despertar também muita curiosidade sobre o que poderá fazer a seguir. É verdade que conseguiu este resultado em circunstâncias inesperadas e acabou por beneficiar de uma fuga que lhe deu alguma vantagem. Aliás, fez com que fosse portador da camisola rosa durante alguns dias, não batendo mesmo assim o recorde do João Almeida, que teve mais dias com a camisola rosa. Mas a verdade é que demonstrou depois nas restantes etapas essa capacidade de resistência. E podemos estar aqui a falar do nascimento de mais um voltista, ou seja, mais um ciclista especialista nestas provas mais longas de três semanas. Vamos ver o que é que ele fará. Ainda não se sabe se vai participar no Tour, em princípio não. Vamos ver também o que é que acontecerá durante o resto da época. Para já, Afonso Eulálio está de parabéns e também de parabéns estão os portugueses no triatlo, os triatletas portugueses, também em Itália. É o epicentro. Foi o epicentro do sucesso português neste fim de semana. Em Alghero brilharam os triatletas portugueses. Vasco Vilaça ganhou a quarta etapa do circuito mundial, que se realizou precisamente nesta localidade italiana, e é a primeira a contar para a qualificação para os Jogos Olímpicos, o que também é importante. Portugal tem conseguido bons resultados, até já tivemos uma medalhada olímpica, Vanessa Fernandes, já em 2008, no triatlo, mas temos conseguido bons resultados. Aliás, conseguimos nos últimos Jogos Olímpicos de Paris no triatlo, mas estes resultados dão a entender que será possível aspirar a um pouco mais para os próximos Jogos Olímpicos. Para já, neste circuito mundial, o atleta do Benfica, Vasco Vilaça, ganhou a prova à frente do brasileiro Miguel Hidalgo. Eu estava a acompanhar a prova e iam os dois isolados já na parte final da prova de corrida, e ia o atleta brasileiro à frente e Vasco Vilaça a controlar. Durante algum tempo pensou-se que talvez não aguentasse o ritmo imposto pelo brasileiro. A verdade é que a estratégia dele era outra, era seguir ali atrás, na roda, como se diz no ciclismo, na roda do adversário, e depois na parte final lançou um ataque e Miguel Hidalgo, o atleta brasileiro, já não conseguiu responder. Em terceiro lugar, mais um português, Ricardo Batista, conseguiu completar o pódio. E ainda tivemos outro português, João Batista, em sétimo lugar. Portanto, de facto, isto abre excelentes perspetivas para a participação portuguesa nos Jogos Olímpicos de 2028. Eu sei que nós estamos sempre a pensar nos Jogos Olímpicos. Há aquela tendência muito portuguesa de quando os atletas conseguem bons resultados fora, claro, dos Jogos Olímpicos ou campeonatos do mundo, noutras provas, começamos a dizer logo: "Ah, pois e agora vamos ver como é que é nos Jogos Olímpicos." Claro que há essa tentação. As medalhas. As medalhas são muito importantes. E outra coisa, muitas vezes só ligamos estas modalidades na altura dos Jogos Olímpicos. E estes resultados também são importantes porque revelam consistência por parte dos atletas. Independentemente disso, abre, de facto, excelentes perspetivas para os Jogos Olímpicos, mas, em si mesmo, são excelentes resultados. Vamos continuar a acompanhar aqui também no "Três Toques" estes resultados no circuito mundial dos triatletas portugueses. Maria Tomé, no setor feminino, acabou em 20º, foi a melhor portuguesa nesta prova realizada em Itália.Vamos ao futebol. Também temos de falar de futebol. Nunca falamos aqui de futebol.

Nunca se fala de futebol. O Paulo estava a ficar impaciente. Estava a ressacar já. Há meses que não se fala de futebol. Nem no país se fala de futebol.

Ciclismo, triatlo. Temos de falar de futebol. Mas deixa-me ir ainda ao ténis.

Roland-Garros.

Roland-Garros. Todos os favoritos ou os grandes favoritos à partida já caíram. O último que, apesar de não estar na melhor fase da sua carreira, era o único detentor de um torneio do Grand Slam ainda a resistir em Roland-Garros. Novak Djokovic acabou por ser eliminado por João Fonseca, que ontem garantiu a passagem às quartas de final, eliminando o norueguês Casper Ruud.

O João Fonseca.

O João Fonseca.

Está-se a colocar ali na linha da frente.

Na linha da frente, mas tem aqui concorrência.

Ele é brasileiro.

Brasileiro, 19 anos, mas também há um jovem de 19 anos que ontem brilhou em Roland-Garros, o Rafael Rodar. Parece ser um dos nomes fortes da novíssima geração e impressionou ontem também eliminando o compatriota Carreño Busta. Vamos ver.

Estou muito confusa, eu não íamos falar de futebol?

Íamos, mas eu lembrei-me do ténis e pronto.

De facto, assim não se fala.

Vamos lá ao futebol muito rapidamente.

Tu disseste isto no menu.

O Paris Saint-Germain conseguiu revalidar o título de campeão europeu neste formato da Champions, ou seja, desde 1992, é apenas o segundo clube a conseguir revalidar o título.

Quem foi o outro?

O Real Madrid, claro. Real Madrid, senhores Champions, que entre 2016 e 2018 ganhou três, não duas vezes, mas três. Mas antes disso, neste formato, nenhum outro clube conseguiu revalidar o título. Sabias disso, não sabias, Paulo?

Tinha uma vaga ideia disso.

Tinhas uma vaga ideia.

Mas fala-se tão pouco disso.

Claro.

Uma pessoa tem é de pesquisar. Google. Nem a inteligência artificial te ajuda nisso. Não há nada no Google sobre isso.

A verdade é que se olharmos para a história da competição desde os seus primórdios, ainda no formato anterior, é apenas o décimo clube a conseguir dois títulos consecutivos. Real Madrid, Benfica, Inter.

O Benfica já ganhou dois?

O Benfica ganhou dois.

Parabéns.

Aliás, eu não sei se sabes, mas o Benfica, de todos os clubes que já ganharam a Taça da Liga dos Campeões, é aquele que não ganha há mais tempo.

Pronto, também é um recorde.

Também é um recorde. É um recorde desde 1962. Parabéns ao Paris Saint-Germain por revalidar o título nos pênaltis.

Os festejos foram fortes em Paris.

Eu acho que esses festejos não merecem grandes festejos, nem grandes celebrações, nem grandes parabéns, mas parabéns aos jogadores portugueses. Quatro internacionais portugueses que também revalidaram o título.

Isso pode dizer-se que Portugal também ganhou, até certo ponto.

Ganhou. João Neves, Vitinha, Gonçalo Ramos e Nuno Mendes e, além deles, também o diretor desportivo do Paris Saint-Germain, Luís Campos. Estão todos de parabéns, um grande abraço para todos eles.

Muitos parabéns e vamos continuar a falar deles, porque é preciso puxar por essas modalidades marginais e amadoras.

É verdade.