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Arranca agora o Três Toques, sempre com o Júlio Magalhães nas manhãs 360 e também em direto no Facebook d'O Observador. Júlio, quero pegar na bola desde já.

É justo. O teu e a Maria João é ele.

Exatamente. O estreante, o rookie.

Isto é hereditário, de alguma maneira.

É uma casta.

É uma casta.

O rookie aqui então a pegar na bola para notícias fresquinhas da NBA. Sei que tu é que és o perito aqui em basquete, até pelo teu passado desportivo. Aqui há uns dias disseste que só tu é que sabias quem é que ia à final da NBA, mas sei que acabaste por não revelar. De qualquer forma, eu como sigo atentamente o Três Toques, para não ficares com a informação toda para ti, fui pesquisar e já sei quem é que são essas duas equipas que disputam esta final, de resto, uma das mais importantes destes campeonatos de basquete um pouco por todo o mundo, mas também não te quero estragar a surpresa, portanto partilha lá com a Carla e com o Paulo, porque é uma informação decisiva para a cultura geral deles.

Se não fosse o Júlio, isso ia-nos

Isso é. Eu já sabia desde terça-feira, ninguém sabia, que eram os Golden State Warriors e os Celtics que iam à final.

Estás a revelar agora.

Estou a revelar agora.

Sentes o impacto que isto vai ter.

Exatamente, é verdade. Já estás a ver o que é que isto vai significar nos nossos ouvintes. Vai ser uma final à melhor de sete jogos. A única vez que jogaram foi em 64. Na altura, os Celtics ganharam, dominavam o basquete. Enfim, nos últimos cinco anos, desde 2015 a 2019, foram os Golden State quem foram a cinco finais e ganharam por três vezes. E esta final vai depender. Se houver alguém que tenha quatro vitórias seguidas, acaba já dia 10 de junho, porque agora vão jogar dois em dois dias. Se for a melhor de sete, por exemplo, fizerem sete, seis, só acabam dia 29. Querem uma notícia fresquinha?

Vamos lá.

Venha ela.

O primeiro jogo já foi esta madrugada, acabou às 4:00 da manhã, desta final. E portanto, os Celtics ganharam 120-108 aos Golden State Warriors. Portanto, neste momento, 1 x 0 para os Celtics. O primeiro jogo desta final foi esta madrugada, acabou às 4:00. Estive até às 4:00 a ver o jogo.

Tu viste, Júlio?

4h30.

Mas estás com bom aspeto.

4h30 foi. Teve que ser, alguém tem que trabalhar.

Eu ontem fiquei curioso com a história do Gareth. É Bale que se diz, não é?

Exato, Gareth Bale.

Gareth Bale. Atenção, eu sei perfeitamente quem é. Não estivesse de touca ontem o Júlio, eu já sabia. Ele vai ser condecorado pela Rainha neste jubileu, mas estive a ver e a história de amor e desamor dele com o Real Madrid tem outros contornos. Não é só aquilo que se vai sabendo.

Quase uma telenovela.

Calma. Portanto, Júlio, conta aí, porque eu não quero estar aqui a brilhar sempre. Gosto de partilhar o palco contigo, Júlio, agora é tua vez.

Vamos a isso. Ora muito bem, o Bale, como vos disse, vai ser condecorado pela Rainha Isabel II, por ter doado mais de 1 milhão de euros para obras sociais, de caridade. É o reconhecimento do seu altruísmo. Mas se virem os números, não é caso para ficarmos assim tão impressionados, embora seja sempre de louvar. Ele foi contratado pelo Real em 2013, por 100 milhões de euros, nessa altura com salário de 13 milhões por época, limpos. Já com os descontos, é limpos.

Mas tinha telemóvel também.

E seguro de saúde.

E carro de empenho.

E ticket refeição.

Tinha tudo.

Então era um bom contrato.

Era um contrato a sério. Mas melhorou, pois era a grande estrela do futebol europeu nessa altura. Ele é do País de Gales. Em 2016 ainda renovou o contrato até 2022, até este ano, com salário que subiu para 17 milhões de euros limpos. Aqui já a parte era com o cartão de supermercado.

Quem nunca teve um aumento para 17 milhões.

Que atire a primeira pedra.

O problema é que ele nesses quatro anos pouco ou nada jogou. Estava sempre lesionado, não queria nada com o futebol e começou aí o seu desamor com o Real Madrid. Foi quem, em 2019, num jogo da seleção, punha uma bandeira da seleção do Gales, num jogo que acabou com a vitória, estava eufórico, e na bandeira pôs esta legenda: "Gales, que é o país, golfe e Real Madrid, por esta ordem."

Isso magoa.

Os adeptos ficaram doentes. A partir daí, nunca mais se entenderam. Uma ocasião foi apanhado no banco de suplentes enquanto o Real Madrid jogava e ele estava no banco de suplentes a ver no telemóvel um jogo de golfe.

E mais emocionado.

O problema é que o Real Madrid não tem equipa de golfe.

Não, o problema é que estava a gastar muitos dados.

O problema agora é que ele esteve estes três anos sem jogar, mas a ganhar o mesmo. Agora foi embora, tanto ele como o clube deixaram mensagens de agradecimento um ao outro. O Real Madrid livrou-se dele, ele já deve ter o porquinho um bocadinho mais.

A gastar dados de qualquer maneira, não sei.

Ora bem. Uma coisa é ter telemóvel, outra coisa é gastar dados à fantasiada.

Os dados estão caros e os tacos de golfe também.

Sim. Não se faz. Eu também não sou capaz de me esquecer das coisas que são aqui ditas. Andaste a semana toda a prometer explicar, Júlio, o que é o Ultra Trail, por sugestão do nosso ouvinte. Como as terças-feiras, também já disseste, são dedicadas particularmente aos nossos ouvintes, estou aqui para te fazer cumprir todas as promessas. Eu já sei o que é o Ultra Trail. Não pratico, mas gostava. Por acaso é daquelas modalidades que eu invejo.

Já sabes o quê?

Já sei. É puxadinho, mas não quero estar aqui a passar por cima de ti, porque sou solidário e respeito-te muito. Tens, por isso, a oportunidade agora para fazer.

Para fazer o Ultra Trail agora?

Para explicar. Nós perguntamos, Júlio, e tu respondes. Está bem? Pode ser?

Vamos a isso.

Então, o que é o Ultra Trail?

Não sou eu que vou responder, é mesmo o nosso ouvinte, Diogo Gomes, que vai responder, que está ao telefone. Diogo Gomes, bom dia.

Olá, bom dia. Como estão? É um prazer estar aqui. Bom dia.

Surpresa para nós mesmos.

É uma grande surpresa aqui para os nossos companheiros. Temos de ser rápidos.

Se sabíamos, tínhamos que nos portar melhor, mas adianta.

Diogo, a Carla perguntou o que é o Ultra Trail. Vamos lá

Oko. O ultratrail é uma corrida, só que em vez de ser em estrada normal, é uma corrida em terreno natural. É uma corrida que pode ser em areia, em estrada de terra, em caminhos florestais, em single tracks, em trilhos de neve e por aí fora. E geralmente tem um grau elevado de verticalidade.

Portanto, é sempre a subir.

A subir ou a descer. É montanha.

É a subir ou a descer. E depois tem uma parte de estrada, que geralmente é 25%, que liga uns trails aos outros.

Portanto, é um desporto para praticantes corajosos.

Eu diria que é um desporto para um nicho muito específico de pessoas, que são aquelas pessoas um bocadinho malucas.

Então e esse nicho é composto mais ou menos por quantas pessoas? Fazemos ideia no nosso país?

Não faço ideia, mas pra lhe dar um exemplo, se estivéssemos falando de uma maratona ou uma meia maratona de Lisboa normal, podemos ter 10 mil ou 15 mil inscritos. Este ano, há quatro ou cinco semanas, houve uma prova muito importante para o circuito mundial de trail running, que é feita na Madeira, chamada MIUT, que é o Madeira Island Ultra Trail. E essa prova teve 970 inscritos.

Só uma pergunta: são quantos quilômetros? É definida a distância ou varia também consoante os trilhos?

Não há limites de distância, nem mínimos nem máximos, mas existem os trails, que vão até 21 km, o trail curto. O trail longo vai até 42 km, e depois a partir daí começa o ultratrail curto, que pode ir até aos 60 ou 70, o longo que pode ir até aos 100, e depois há o endurance, que vai acima de 100 km.

Para mim é o cheirinho. Já agora, os 42 km sabe mais ou menos em quanto tempo é que se faz? A maratona é o quê? Duas horas e pouco, não é? Na masculina.

Depende da verticalidade, depende do desnível, mas diria que um amador como eu pode fazer a prova em nove horas, oito horas, sete horas, por aí.

É incrível.

Mas depois cada evento tem várias distâncias. Eu posso me inscrever pra prova de cento e tal, pra prova de 80, pra prova de 100, pra prova de 40, depende. Por exemplo, a prova rainha desta da Madeira são 115 km com 7200 metros de desnível positivo, ou seja, só o acumulado a subir. Depois há o mesmo a descer, obviamente. E essa prova eu terminei em 29 horas e 20 minutos.

Sem dormir? Isso é desumano, quase.

Sem dormir.

A maior admiração por estes atletas. Eu já vi alguns documentários, a maior admiração.

Inclusivamente uns na neve. Incrível.

Diogo, temos que terminar. Parabéns, muito obrigado. Diogo, inscreva esta nossa equipa pro próximo ano. Somos quatro.

Na Madeira.

Com certeza.

Nós entramos naquela prova que é só 1 km.

Aquilo é uma experiência absolutamente indescritível.

Como é que se chama aquele português, eu estava a me tentar lembrar, que é altamente premiado.

Carlos Sá.

Como? Carlos Sá. Exatamente.

Mas não é nesta prova, é em iron... Como é que se chama?

Não, é ultratrail. Carlos Sá, exatamente. Vi um documentário com ele e maior admiração.

Carlos Sá, Armando Teixeira, Hélio Fumo, há grandes trailers em Portugal.

E o Diogo Lage Caré.

Obrigada.

O meu objetivo é acabar as provas, não é acabar em primeiro.

Muito bem. Diogo, muito obrigado, foi um gosto. Bom fim de semana. Abraço.

Igualmente. Bom fim de semana. Obrigado.

E pronto, já passamos o nosso tempo. Só pra falar dos palpites, amanhã falamos, na segunda falamos.

Espera os palpites.

A Carla acertou no resultado.

Está fechado.

A Carla foi a única que acertou no Portugal-Espanha. Comanda agora a classificação, 157 pontos, contra 156 da João e 152 aqui do Lucas. Passas pra frente.

Já não são 10 pontos?

Cinco pontos. Agora, Portugal-Suíça, vocês têm que pôr, é domingo, tem que pôr hoje. Como é que fica, Paulo, de Portugal-Suíça?

Portugal-Suíça é cá em Portugal o jogo. 2 x 2.

Carla?

2 x 1.

Estás a jogar pela João.

Estou a jogar pela João, então eu vou dizer 3 x 0.

3 x 0, muito bem. Vamos aguardar. Lembra-me na segunda-feira pra falar de um campeonato do mundo que se vai disputar este fim de semana. Sabem qual é? Não? Pesto.

Ótimo, esse é conosco também. Depois do ultratrail é o melhor.

Já passamos a hora.

Esse eu gosto.

Juli Magalhães e o "Três Toques" da Rádio Observador, que pode acompanhar no Facebook do Observador. Estamos live. Segunda-feira há nova edição pra acompanhar aqui nas manhãs 360.