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É uma noite quente de verão na boca do inferno. Uma chamada é feita do palacete cor-de-rosa para o Casino do Estoril. Passado algum tempo, duas mulheres entram na casa, em vestido de gala. É noite de jogo e as duas mulheres vêm para se juntar ao grupo. À mesa do bridge estão o banqueiro Ricardo Espírito Santo e a mulher. Um espanhol, que é conhecido entre os empregados da casa por ser batoteiro, e ainda um português baixo e gordo, que responde pela alcunha de Ganso e que é jogador profissional. Joga-se dinheiro e joga-se forte. O hóspede da casa cor-de-rosa, o Duque de Windsor, também esteve à mesa ao jantar, mas acabou por abandonar mais cedo por a mulher se estar a sentir mal. Teve de levá-la até à cama. Quando se é muito rico, como é o caso do banqueiro, não é preciso ir ao casino. Basta um telefonema e o casino passa a ser em casa. Mas Ricardo não é apenas rico, é um dos homens mais poderosos e influentes do país. É amigo de Salazar, dos maiores empresários e dos embaixadores. Em julho de 1940, onde quer que o Duque de Windsor esteja, Espírito Santo também vai estar. Não apenas com visita da casa de verão que agora cedeu ao antigo rei, mas também nos vários jantares e eventos que serão dados em honra de Eduardo. Ricardo é o português que mais acesso tem ao Duque e é também um dos melhores amigos do embaixador alemão em Lisboa. Com os nazis a porem em marcha um plano para usarem o antigo rei, o banqueiro português vai ser o alvo de todas as intrigas. No verão de 1940, todos têm uma jogada em curso em Portugal. Os alemães querem persuadir o Duque a colaborar e para isso precisam de o atrair de volta à Espanha. Os espanhóis querem agradar aos alemães e enviam vários emissários a Lisboa para o convencer a viajar. Os ingleses querem tirar o antigo rei o mais depressa possível da Europa e colocá-lo como governador de uma zona remota do império. E os portugueses estão no meio disto tudo. Um português em particular, o banqueiro Ricardo Espírito Santo, que tem boas relações tanto com os ingleses como com os alemães. E que tem também, acima de tudo, acesso direto a Salazar. O banqueiro é uma espécie de joker que pode virar o jogo. Mas para que lado vai pender no final? Este é "Um Rei na Boca do Inferno, uma série para ouvir em seis episódios que faz parte dos Podcast Plus do Observador. É narrada por mim, Soraia Chaves, com banda sonora original de Cláudio Pascual. Episódio quatro: o banqueiro no ninho dos espiões.
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Quando o pedido chegou, os espanhóis ficaram incrédulos. Foi o próprio Duque que pediu que alguém do Ministério dos Negócios Estrangeiros de Espanha fosse enviado a Lisboa. Não podia dizer do que se tratava, o assunto tinha de ser discutido pessoalmente. O ministro espanhol ficou em êxtase. Será que o Duque estava, ele próprio, a dar o primeiro passo para o regresso a Espanha, tal como queriam os alemães? Ia ser tudo muito mais fácil, afinal. O escolhido para ir a Lisboa é um velho conhecido do Duque, Dom Javier Bermejo, mais conhecido pela alcunha de Tiger. Há quem diga que a alcunha surgiu porque os ingleses nunca lhe conseguiram pronunciar bem o nome. Mas há também quem aponte como razão os olhos verdes felinos. Tiger tinha conhecido os Duques quando trabalhava como secretário da embaixada espanhola em Londres, no início dos anos 30. Conheceu Eduardo e Wallace em momentos diferentes, antes mesmo de os dois terem qualquer tipo de relação, e mantinha-se até hoje amigo do casal. Na verdade, o motivo pelo qual o Duque tinha pedido o emissário até era sensível Mas como vamos perceber, não era por nenhum desejo de regressar a Espanha ou por ter novas ambições ao trono. Os Espírito Santo vieram literalmente do nada. O nome da família nem sequer existia, foi fruto de um acaso. O pai de Ricardo, o homem que deu origem ao império, nunca soube ao certo de quem era filho, recorda José Maria Ricciardi.
O meu bisavô nasceu de pai incógnito. E foi batizado numa igreja, quem o trouxe foi uma parteira. E o padre, na altura, pensou e deu-lhe o nome de Espírito Santo. E o padrinho foi um empregado da igreja e a madrinha, Nossa Senhora. Dizem que ele era filho de um aristocrata, que tinha tido esta criança fora do casamento. Não se tem a certeza.
Conta-se que o pai teria sido o Conde de Randufe, que engravidou uma criada e depois abandonou o filho. Com apenas 19 anos, José Maria fundou uma casa de câmbios que acabaria por passar aos três filhos legítimos. A casa iria transformar-se em banco. Banco Espírito Santo, que a partir de 1932, passou a ser presidido pelo irmão do meio, Ricardo. E Ricardo valeu-se das ligações internacionais, em especial com os ingleses, para fazer crescer o banco.
O novo e o outro Zé também tinham muitos conhecimentos, que naquela época traziam mais depressa a tecnologia para o Banco Espírito Santo do que os outros conseguiam trazer para os outros bancos, que a certa altura passou a ser o banco privado maior do país.
Dias antes de o Duque de Windsor chegar a Portugal, o irmão, o Duque de Kent, também tinha ficado em casa de Ricardo Espírito Santo durante uma visita oficial ao país. Por isso, quando Eduardo vem com a mulher, Wallis Simpson, o banqueiro tem o perfil ideal para os entreter durante o tempo que ficassem em Portugal. É o que afirma Carlos Alberto Damas, investigador e antigo responsável pelo Centro de História do BES.
Com a capacidade que ele tinha, com o prestígio europeu que ele usufruía, sobretudo, repito, a nível dos ingleses, era a pessoa mais adequada e de maior confiança até mesmo dos ingleses.
Mas há outra história que é contada sobre a escolha do banqueiro e da casa da Boca do Inferno e que é totalmente oposta. É que Ricardo Espírito Santo aparece referido nos telegramas secretos alemães que foram recuperados após o fim da guerra. A 10 de julho, o ministro dos Negócios Estrangeiros alemão escreve ao embaixador em Madrid e refere que o duque está a viver em casa de um banqueiro português, que é dado como sendo amigo da Alemanha. Esta e outras referências que vão aparecer nos documentos nazistas, fazem com que autores como Andrew Lownie, autor do livro "O Rei Traidor", suspeitem que houvesse uma razão oculta para a escolha da casa da Boca do Inferno.
Penso que a razão pela qual o duque acaba em casa de Ricardo traver com o plano alemão em que eles controlavam o gerente do hotel onde o duque poderia ter ficado. E o gerente afirmou que o hotel estava cheio e que não o poderiam receber.
O duque não faz ideia de que os alemães têm um plano para o pôr de volta no trono. Nos dias que passa em casa de Ricardo Espírito Santo, há um outro assunto que o preocupa. Não é política, nem é espionagem. São lençóis e porcelanas. Foi tudo feito à pressa. Embora tivessem trazido dezenas de malas quando foram forçados a fugir de França após a invasão alemã, os duques deixaram todo o recheio dentro das duas casas. Uma na Boulevard Suchet, em Paris, e outra em La Croe, perto de Cannes. À passagem por Madrid, o duque já tinha usado os contactos espanhóis para pedir proteção aos alemães para as casas. E os alemães acederam ao pedido. Mas naquela altura, a intenção ainda seria voltar quando as coisas acalmassem. Só que agora, em Lisboa, o problema já era outro. Mesmo descontente, o duque decidiu aceitar a saída proposta pelo governo britânico e partir para as Bahamas para assumir o cargo de governador. Mas não quer ir embora sem todas as coisas que deixou para trás. É esse o pedido que Eduardo faz a Tiger, o amigo de longa data que o Ministério dos Negócios Estrangeiros de Espanha envia a Portugal, a pedido do próprio duque. Wallis, em especial, está obcecada em ter de volta tudo o que deixou para trás. A mulher do Duque de Windsor terá movido a influência do embaixador norte-americano em Lisboa para recuperar um fato de banho verde-nilo que tinha ficado em Cannes. Ficou conhecida como a Operação Capricho de Cleópatra. E a preocupação dos duques em recuperar os bens não demorou também a chegar a Berlim 16 de julho de 1940. Telegrama do embaixador alemão em Madrid para o Ministro dos Negócios Estrangeiros em Berlim. Storck informa Rio Antrópio dos desenvolvimentos após o regresso do emissário espanhol que esteve com o Duque em Portugal. Comunica que o Duque pede a colaboração dos alemães. Quer enviar à França a criada do Wallis, mademoiselle Molichon.
Por esta altura, os alemães controlavam a propriedade dele em Paris e eles permitiram à criada do Duque viajar e recolher as roupas, louças e lençóis de que eles poderiam precisar nas Bahamas.
O embaixador vê aqui uma oportunidade. Os alemães podiam autorizar a viagem, sim, mas também podiam, depois, reter a criada em Paris de forma a atrasar a partida do Duque para as Bahamas e com isso, ganhar mais tempo para o trazer para a Espanha. Berlim adorou a ideia. Na mesma altura, as comunicações entre a Embaixada Britânica e Londres também são intensas, e também envolvem o Duque. Um telegrama enviado a 19 de julho mostra que os ingleses estão preocupados com o facto de o anfitrião ter um contacto próximo com a embaixada alemã. Há apenas três dias, garante uma fonte credível, Ricardo Espírito Santo teve um encontro de três horas com o embaixador alemão. O embaixador da Alemanha em Lisboa tinha o título de barão. Fazia parte da aristocracia alemã, que não se identificava com Hitler e com os nazis, mas tinha de os tolerar. Foi nomeado para Lisboa ainda antes de a guerra começar e na altura ficou satisfeito, porque iria ter pouco trabalho. Mas em 1940, vê-se mergulhado numa cidade que se tornou um centro internacional de espionagem e os próprios corredores da embaixada, antigamente tranquilos, transformaram-se em locais de intrigas. Foi em Lisboa que se tornou amigo do banqueiro Ricardo Espírito Santo, com quem partilhava muitos interesses, entre eles, o gosto pela arte.
O Ricardo era muito amigo do Reinigen June, que também era um colecionador de arte e tinha uma relação também especial e que se manteve até a posteriori. Ele tinha uma grande ligação e recebia-os em casa dele, quer aqui em Lisboa, na Lapa, quer em Cascais, e chegou a juntar o embaixador alemão com o embaixador britânico e francês nos seus jantares, nos seus eventos sociais.
O investigador Carlos Alberto Damas recorda como o banqueiro e o embaixador se encontravam com frequência. No começo, isso não levantou suspeitas, num país que, para todos os efeitos, era neutral e fazia negócios com os dois lados. Mas anos mais tarde, quando os telegramas alemães forem revelados, surgirá a dúvida: seria Ricardo Espírito Santo um agente dos alemães? No início dos anos 40, ao mesmo tempo que a guerra destrói a Europa, a economia de Portugal cresce. A posição de neutralidade de Salazar dá resultado. O país faz negócios com os dois lados. Um exemplo é o volfrâmio, um metal indispensável para o esforço de guerra, abundante em Portugal, como explica a investigadora Marília Filipe.
Nós vamos vender volfrâmio aos dois lados da guerra, só que as condições de pagamento são muito diferentes. Enquanto os alemães nos pagam imediatamente com ouro, e isto vai dar aquela célebre história do ouro nazi, porque de facto a Alemanha não tinha minas, e portanto nós podemos supor de onde é que terá vindo o ouro, mas não há provas. E depois também havia a venda do volfrâmio aos ingleses, só que os ingleses não dependiam tanto do volfrâmio nacional, como dependiam os alemães.
O advogado José António Barreiros afirma que o Banco Espírito Santo serviu para diferentes tipos de transações, até mesmo para os alemães pagarem aos agentes.
Sim, servia. Muitos pagamentos foram feitos através de dinheiro depositado no Banco Espírito Santo. Não excluo que, enfim, nunca fiz essa investigação cruzada ao ponto de ficar se por ali passavam contas. E admito que sim, passavam contas um bocadinho de toda a gente, mas era o banco, de facto, que era privilegiado pelos alemães para fazer os seus pagamentos.
Se é verdade que o banco também beneficiou dos negócios com os alemães, o investigador Carlos Alberto Damas rejeita que esse tenha sido o fator fundamental.
Dizer que o Ricardo Espírito Santo e o banco enriqueceram por causa da ligação à Alemanha nazi não tem consistência e eu provei-o na história do Banco Espírito Santo com todos os quadros de balanços, quer do Espírito Santo, quer dos outros bancos, provei que isso não tem nada a ver. Tem a ver com a grande rede internacional que o banco tinha e que captava a maior parte dos negócios, e não a ver com um privilégio especial.
O Banco Espírito Santo negociava com os alemães, mas exatamente da mesma forma que negociava com todos, reforça José Maria Ricciardi, neto de Ricardo Espírito Santo. E não era apenas uma política interna do banco, era uma imposição do próprio regime.
O que se passava com os bancos é que não era o Banco Espírito Santo, eram todos os bancos. Por indicações, para não dizer outra coisa, do Salazar, começaram a emprestar dinheiro aos alemães e ao mesmo tempo aos aliados. Isto era típico do Salazar, porque o Salazar achava que isto é que era, ele chamava-lhe a neutralidade ativa
E a certa altura, quando percebeu que os alemães iam perder a guerra, começou a dizer: "Bom, agora emprestem sobretudo aos aliados".
Quando dava indicações a Ricardo Espírito Santo, Salazar não estava só a falar com um banqueiro, estava a falar com um amigo. Era uma tradição quase religiosa. Para além de se cruzarem na missa, todos os domingos à noite, Salazar recebia Ricardo Espírito Santo em casa. Os encontros estão documentados na agenda do ditador. O banqueiro era um dos principais conselheiros quando a questão era a política económica.
O Ricardo tornou-se o financial advisor de Salazar em muitos aspetos, porque quando o Salazar pretendia saber informações de política financeira de Inglaterra, para além da parte diplomática, tinha um informador privilegiado que vinha fora da diplomacia, que lhe dava a informação mais fidedigna, ou pelo menos o Salazar assim o considerava. E ele tinha todas as razões para confiar em Ricardo, porque o Ricardo sempre se pautou, mesmo na gestão do Banco Espírito Santo e Comercial de Lisboa, por um grande rigor.
Mas não se tratava apenas de conselhos em finanças. Ricardo era um homem cosmopolita, conhecia pessoas de todo o mundo e isso era útil a Salazar, que era precisamente o oposto. Só andou uma vez de avião para fazer um voo de Lisboa a Porto e à chegada disse apenas: "Meus senhores, tenho a dizer que não gostei." Salazar nunca mais entraria num avião, mas Ricardo era um homem muito diferente e isso trazia uma experiência que o ditador nunca poderia ter. O advogado José António Barreiros recorda como a relação evoluiu para uma amizade próxima. Eram confidentes. E tem a certeza de que Salazar foi decisivo para o duque ir parar à mansão da Boca do Inferno.
A presença do Duque de Windsor, precisamente na vivenda Espírito Santo, não pode ter sido apenas uma trovai do embaixador, teve com certeza o agremiação de Salazar, até porque a mobilização da PVD também pressuporia o conhecimento de Salazar.
De facto, quando os duques se hospedaram na casa cor-de-rosa, Salazar enviou agentes da Polícia Política, mas o principal informador dele era o dono da mansão. Catorze de julho de 1940. Um dia depois de um primeiro emissário espanhol regressar a Madrid, o segundo chega a Portugal para falar com o duque. Desta vez é enviado pelo Ministro do Interior e o escolhido é também um velho conhecido do antigo rei. Miguel Primo de Rivera é filho do antigo ditador com o mesmo nome e um amigo pessoal do duque. Tinham-se conhecido na primeira visita de Eduardo a Espanha, quando era ainda o jovem príncipe de Gales. E mais recentemente, estiveram juntos na passagem dos duques pela capital espanhola, antes de chegarem a Lisboa. Miguel é escolhido pela relação próxima com Eduardo, mas é visto com desconfiança nos corredores do poder em Madrid. É sabido que tem duas grandes paixões: bons vinhos e a companhia de mulheres elegantes. Entre a classe política, tem a imagem de um irresponsável com uma grande propensão para se meter em escândalos. Mas a sugestão de o enviar vem do embaixador alemão. E nem o governo espanhol nem Franco o contrariam. Miguel e a mulher jantam duas vezes com os duques em Lisboa e as informações que levam no regresso a Madrid vão deixar os alemães entusiasmados. Aparentemente, tudo está a correr como previsto. O duque aceita regressar a Espanha. Agradece até a hospitalidade manifestada pelo governo espanhol. É essa a garantia que o embaixador alemão em Madrid dá ao ministro Ribbentrop, num telegrama enviado para Berlim a 23 de julho. Diz que o duque se sente um prisioneiro em Portugal. Está constantemente rodeado de agentes. Politicamente, sente-se cada vez mais afastado do irmão Jorge VI e planeia até fazer uma declaração pública a demarcar-se da atual política inglesa e do rei. Tudo isto, garante o embaixador, são informações que o emissário espanhol trouxe de Lisboa. Só havia um problema. Era um pouco como o jogo infantil do telefone estragado. O duque falou com o enviado a Lisboa, que falou com o ministro espanhol. O ministro espanhol falou com o embaixador alemão e o embaixador alemão falou, finalmente, com o ministro dos Negócios Estrangeiros em Berlim. A probabilidade de alguém ter acrescentado um ponto à história era grande, mas o ministro nazi nem pensou nisso O duque aceita regressar a Espanha. Era tudo o que queria ouvir. E se o duque queria mesmo voltar a Espanha, então era preciso garantir que nada ia falhar. Na mesma noite em que recebe o telegrama de Madrid com as boas notícias, Ribbentrop, o homem que nunca precisava marcar hora para falar com Hitler, reúne de emergência com o ditador. Diz-lhe que agora os sinais são finalmente positivos. Não se pode facilitar. É preciso enviar um agente a Lisboa para garantir que nada vai correr mal. São três as missões que o agente tem de cumprir. A primeira é assegurar que o duque é efetivamente trazido em segurança para a Espanha. A segunda é travar as esperadas contramovimentações dos serviços secretos britânicos. E a última é abordar, finalmente, o antigo rei em representação do governo alemão. O alvo passa a ter o nome de código. Está em curso a Operação Willy. É uma tarefa difícil, mas Ribbentrop conhece o homem certo para executá-la. É alguém com provas dadas, o agente ideal para concretizar o plano. Mas essa é uma história para o próximo episódio. No próximo episódio: Schellenberg é frio e calculista. Gosta de dizer que a maior arma de qualquer agente não é uma pistola, é a subtileza. Está sempre preparado para que nada falhe e tem sempre planos alternativos, até para a própria morte. Tem um dente falso de cianeto que pode partir caso seja capturado pelo inimigo. E se o dente não funcionar, tem ainda uma cápsula de veneno escondida num anel. "Um Rei na Boca do Inferno" é uma série em seis episódios e faz parte dos Podcast Plus do Observador. É narrada por mim, Soraia Chaves, e tem banda sonora original de Cláudia Pascual. O guião e as entrevistas são de João Santos Duarte. A sonoplastia deste episódio é de Artur Costa. O design gráfico é de Miguel Ferraz Cabral. A edição é de Tânia Pereirinha e João Santos Duarte. A coordenação é de Miguel Pinheiro, Filomena Martins, Pedro Jorge Castro, Ricardo Conceição e Sara Antunes de Oliveira. Neste episódio, ouvimos sons retirados do YouTube. Podcast Plus do Observador é mais do que um podcast. Os Podcast Plus do Observador têm o apoio da Kia.
