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E começa agora o Jornal de Desporto da Rádio Observador. Hoje a edição é do Carlos Pedro. Muito bom dia, Carlos.
Viva! Bom dia, Miguel.
E segue tudo igual no topo da tabela da Primeira Liga Portuguesa. Futebol Clube do Porto, Sporting e Benfica venceram os respectivos jogos este fim de semana, ambos pela margem mínima.
Os Leões foram os últimos a jogar. Desta vez os adeptos não tiveram de esperar pelo tempo de compensação, mas só aos 82 minutos o nulo foi desbloqueado graças a um cabeceamento de Daniel Bragança. Foi o primeiro gol de cabeça da carreira, confessou o próprio, que se revelou surpreendido.
Como profissional, eu acho que sim. Acho que na formação também não me recordo de marcar nenhum gol. Acho que marquei um, mas como profissional, acho que é o primeiro.
Acabou por surpreender tudo e todos ali a aparecer ao primeiro poste. É um cabeceamento à ponta de lança.
É verdade, até me surpreendi a mim próprio, para ser sincero.
Aqui Daniel Bragança à Sport TV. A verdade é que foi assim que o médio fez suprimir os efeitos da ausência do avançado Luís Suárez. Ausência essa que se fez notar, e muito, na equipa do Sporting, admite Rui Borges.
Em alguns momentos faltou-nos essa referência para conseguirmos ligar de melhor forma, para conseguirmos finalizar de melhor forma situações de perigo sobre a baliza do Famalicão. Até mesmo em zonas de cruzamento, às vezes houve hesitações claras para mim nesse sentido, porque olhávamos e falta a referência, apesar de tudo. Mas é o que é, e foi opção nossa, opção minha, neste caso, até pela ausência de, se calhar, do Fótis, não tanto até do Luís, mas do Fótis, que me levou a deixar o Nelo para a segunda parte e não começar com ele de início.
O técnico do Sporting, Rui Borges, que alcançou mais um recorde, chegou às 13 vitórias consecutivas em casa e igualou os feitos de outros treinadores como Jozef Szabo e Mário Lino. Há 52 anos que um treinador do Sporting não ganhava tantas vezes seguidas perante o anfiteatro de Alvalade. Já o Famalicão somou a segunda derrota consecutiva fora de portas. O treinador Hugo Oliveira considera que a equipa forasteira não merecia ter perdido.
Nós encolhemos um bocadinho a capacidade de sair, mas na primeira parte tivemos situações, inclusive fizemos um gol, estivemos também perto de fazer outras. As principais oportunidades foram nossas. E na segunda parte é óbvio que o Sporting teve mais caudal, andou mais à nossa volta, mas a verdade é que criar situações para fazer, ficamos por estar mais ou menos a controlar. E repito, não deveríamos ter perdido o jogo, porque não podemos perder estes jogos.
Leituras dos técnicos ao triunfo caseiro dos Leões. Dizer ainda que o Famalicão queixa-se da arbitragem no lance do gol anulado a Ibrahima Ba. O central marcou logo aos oito minutos, mas o gol acabou anulado por falta sobre Maxi Araújo. Ora, o áudio árbitro da Rádio Observador não concorda com as queixas dos famalicenses. Pedro Henriques diz que há duas irregularidades no lance.
Foi só por fora de jogo, o VAR não podia intervir, mas de qualquer maneira, era um gol precedido de fora de jogo, que o árbitro assistente não teve essa capacidade de analisar. E depois, a falta atacante é muito clara e óbvia. E não é uma questão de parar imagens, nem de fazer frames e frames. É uma situação em que o Pedro Santos, por trás, acerta com o joelho esquerdo na coxa e joelho esquerdo, quando digo joelho, parte de trás do joelho do jogador do Sporting, tira do controle da bola e da jogada. É uma falta atacante bem assinalada.
Sem infração, a análise completa da arbitragem de Daniel Silva, disponível no podcast Sem Falta, no site do Observador.
O Sporting que venceu em Alvalade o Famalicão e o Futebol Clube do Porto voltou às vitórias para a Liga Portuguesa na Madeira, 1x0 diante do Nacional.
Valeu o cabeceamento certeiro de Ewan Bennedek à passagem da hora de jogo. Madeirenses e Dragões dividiram posse de bola, remates, oportunidades e até faltas. A diferença esteve mesmo na bola parada azul e branca. Os Dragões vinham de derrota com o Casa Pia e empate com o Sporting, conseguiram agora voltar aos triunfos. No final da partida, Francesco Farioli mostrou-se satisfeito com a vitória e aproveitou a data para recordar o antigo presidente Pinto da Costa.
Acho que jogamos bem, merecemos a vitória. E acho que especialmente num dia tão especial para o clube, ter a oportunidade de dedicar esta vitória ao antigo presidente é uma forma de honrar o legado dele. Por isso, acho que é uma boa combinação de coisas.
Farioli e a vitória para Jorge Nuno Pinto da Costa, quando se assinala um ano desde a morte do antigo presidente dos azuis e brancos. Do lado do Nacional, Tiago Margarido lamenta os detalhes que resolveram o jogo para os Dragões, mas elogia a capacidade da equipa.
Nós sabíamos das dificuldades que iríamos ter pela frente, porque estamos a jogar contra o líder do campeonato. Contudo, conseguimos nivelar o jogo, nivelamos a posse de bola, nivelamos os remates à baliza. Temos uma grande oportunidade na primeira parte e o Porto tem outra na segunda, que consegue materializar. Penso que o detalhe é que fez a diferença, mas eu sei que é verdade, os jogadores foram brinhosos, trabalharam, tentaram fazer o nosso jogo. Criamos dificuldades ao Porto, anulamos muito bem aquilo que era o jogo ofensivo do Porto e, como eu disse, foi um jogo decidido em detalhes.
Leituras dos técnicos de Nacional e Futebol Clube do Porto à vitória azul e branca na Choupana. Os Dragões seguem líderes do campeonato com 59 pontos, têm mais quatro do que o Sporting e mais sete do que o Benfica, que na sexta-feira derrotou o Santa Clara por 2x1 nos Açores.
E esta jornada, Carlos, fica marcada pela primeira vitória do AVS no campeonato.
Foi preciso esperarmos meio ano até à jornada 22 para o AVS saber o que é vencer na Liga. E que vitória 3x0 perante o Estoril. Diego Duarte, Tomané e Ángel Algobia marcaram para o conjunto de João Henriques, que segue, ainda assim, no último lugar do campeonato. Destaque também para o triunfo do Gil Vicente em casa contra o Braga. A equipa de César Peixoto venceu por 2x1 de reviravolta e regressou ao quarto lugar da Liga. Ainda nesta ronda, Casa Pia 3, Arouca 2, Vitória 2, Estrela da Amadora 1, Tondela 1, Alverca também 1. Fica a faltar apenas o Rio Ave-Moreirense, agendado para esta noite.
Falamos também do Benfica, que defronta amanhã o Real Madrid para a Liga dos Campeões e já há árbitro para este encontro.
Trata-se do francês François Letexier. Foi ele o escolhido para apitar o duelo da primeira mão do playoff da Champions. Será a quarta vez que Letexier vai dirigir um jogo dos encarnados. Até agora, duas vitórias e uma derrota. De resto, José Mourinho e um jogador do plantel fazem hoje a antevisão do duelo de amanhã às 14h. Um jogo que poderá ouvir na Rádio Observador amanhã a partir das 20h.
E a jornada 22 voltou a provar que a Segunda Liga, Carlos, é mesmo um dos campeonatos mais equilibrados da Europa.
É o Marítimo quem lidera a prova com 44 pontos, mais seis do que o Sporting B e o Académico de Viseu, mas o equilíbrio sente-se a partir do quarto lugar, que é ocupado pelo Torreense. Do quarto ao 15º, o lugar do Avarense, distam apenas nove pontos. Por exemplo, na Primeira Liga, entre o líder FC Porto e o quarto classificado, Gil Vicente, a diferença só aí é de 19 pontos. E do Gil ao 15º, o Rio Ave, a diferença é de 20. Até mesmo além-fronteiras é difícil encontrar paralelo. No Championship, a segunda divisão do futebol inglês, que é jogada a 24 equipas, entre o sexto lugar, o último lugar de playoff de subida, e o 21º, a diferença não é grande, é de 15 pontos, mas ainda assim superior.
E já vamos ao futebol internacional, mas ainda na Segunda Liga, o Vizela continua num mau momento e o clube quer demissões na SAD.
Vão a cinco jogos sem saber o que é vencer para os adeptos vizelenses. Ontem perderam com o líder Marítimo em casa por 3 x 0 e viram o técnico Nuno Silva ser despedido no final do encontro. O emblema minhoto vai para o terceiro técnico da época, mas há quem queira mais cabeças a rolar em Vizela. É o caso do presidente do clube, João Madureira, que em comunicado manifestou o mais profundo descontentamento com o que diz ser o estado de deriva que atravessa o Vizela. O clube queixa-se de uma crise de identidade que vai para além da crise de resultados e diz também que a paciência dos sócios já se esgotou. Na mesma nota publicada no Facebook, é exigida a demissão do treinador, que já está concluída, do diretor desportivo Toni Dal Vale e do presidente da SAD, Pedro Rodrigues.
E lá fora, Carlos, temos de falar de um português que ontem brilhou, e de que maneira, na Escócia.
Youssef Chermiti brilhou na vitória do Rangers por 4 x 2 contra o Hearts. O português natural da Ilha de Santa Maria, nos Açores, assinou um hat-trick e deu uma vitória importante aos católicos perante o líder do campeonato. Do lado do Hearts, destaque também para outro golo português, o de Cláudio Braga, que até inaugurou o marcador. E ainda o brasileiro Alison Santos, que já dá cartas à Itália, estreou-se ontem a marcar com a camisola do Nápoles, um golo importante que impediu a derrota napolitana num empate a dois com a Roma no final dos 90 minutos.
E ainda Cristiano Ronaldo, que regressou aos jogos e aos golos.
Marcou o primeiro da vitória por 2 x 0 contra o Al-Fateh do português José Gomes. Chegou aos 962 gols, está a 38 dos 1000. Cristiano não jogava há três jogos, 15 dias, devido a um braço de ferro com o Fundo de Investimento Público Saudita. Braço de ferro esse que tem merecido comentários por parte de Jorge Jesus. No final da partida deste fim de semana, o técnico português lembrou as passagens pelo rival para admitir que o Al-Hilal tem maior poder financeiro do que o Al-Nassr. Quanto a contas, o Al-Nassr alcançou a oitava vitória consecutiva no campeonato, ocupa a segunda posição com menos um ponto do que o Al-Hilal.
No ciclismo, destaque para António Morgado. O português venceu a Clássica da Figueira da Foz pelo segundo ano consecutivo.
Foi a quarta edição da prova. António Morgado revalidou o título numa corrida decidida nos momentos finais, num sprint referente ao espanhol Alex Aranburu, da Cofidis. Levou a melhor o português da Team Emirates, que tem já dois títulos esta temporada, depois do Troféu Calviá conquistado em Maiorca. O ciclista de 22 anos estreia-se esta temporada no Giro de Itália.
E fica por aqui este "Vamos à Bola", o jornal de desporto da Rádio Observador, que regressa apenas na quarta-feira contigo, Carlos.
Exatamente.
Bom feriado.
Bom feriado, Miguel.