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O Jornal do Desporto da Rádio Observador começa agora o Vamos à Bola, com edição do jornalista Carlos Pedro. Bom dia, Carlos.
Viva Nadine, bom dia.
Já vamos aos jogos de ontem na Liga Europa, com a vitória do Futebol Clube do Porto e a derrota do Sporting de Braga. Antes disso, olhamos para as eleições no Sporting. Ontem à noite, Bruno de Sá e Frederico Varandas estiveram frente a frente.
No Museu do Sporting, o local escolhido para este debate único com vista às eleições de amanhã, os candidatos à presidência dos Leões discutiram finanças, património, vida associativa e modalidades, com destaque para o futuro do clube, João Lourenço. O debate trouxe nomes como Rúben Amorim e até José Sócrates.
O programa apontava para uma hora e meia de debate, mas o único frente a frente entre Frederico Varandas e Bruno de Sá arrastou-se até bem perto da meia-noite. No apito inicial do debate, esteve a área financeira. O empréstimo de €225 milhões contraído pela atual liderança traz algumas reticências a Bruno de Sá, que lembram os pedidos de ajuda externa de José Sócrates.
Tenho receio que eu tenha que ser a troika do Sporting, que o Frederico faz-me lembrar uma pessoa que esteve no governo, que empurrava sempre a barriga para a frente, teve maioria absoluta, mas depois tivemos que chamar a troika. Esta é a minha grande preocupação.
A lista B, de Frederico Varandas, revela que o Sporting podia ter angariado mais dinheiro e afirma que o futuro está salvaguardado.
Recordo que desses €225 milhões, o Sporting teve procura de nove vezes mais, cerca de dois bi.
Dos números das finanças para os números do futebol, a lista A, de Bruno de Sá, olha para a equipa leonina depois da saída de Rúben Amorim como uma equipa sem rumo.
Agora em dezembro, estamos nas três frentes e parece que aqui o doutor Frederico Varandas fala tanto em vitórias, e nota-se claramente que há ausência de um rumo.
Varandas torce o nariz, diz que a formação leonina está em todas as frentes e um possível fim de ciclo ainda está longe.
Hoje, a esta jornada, temos mais três pontos do que tínhamos no ano passado, no ano em que fomos bicampeões. Isto é um fim de ciclo? Taça de Portugal, onde é que estamos? Meia-final. Liga dos Campeões, 16 melhores equipas da Europa.
Depois de falar de infraestruturas, dos ordenados dos dirigentes e do futebol feminino, foi tempo de Bruno de Sá dizer que, caso não vença, vai andar por aí.
Quero ser vigilante nos próximos quatro anos. Acredito que posso ganhar, estou preparado para ganhar. Espero tomar posse segunda-feira, terça-feira, espero já ser presidente.
Frederico Varandas reafirmou que quer os sócios como donos do clube, pois são eles que cuidam dos destinos do Leão.
Mas nunca se esqueçam que quem cuida do Sporting são os sócios.
No dia 14 de março, quase 75 mil sócios vão poder escolher o próximo presidente do Sporting.
O jornalista João Lourenço com os destaques deste primeiro e único debate para as eleições do Sporting, que terminou com uma diferença de 33 minutos e três segundos nas intervenções dos candidatos. Amanhã, as urnas em Alvalade abrem às 9h.
A esse pretexto, a Rádio Observador falou com antigos dirigentes leoninos. José Dias Ferreira aponta para a continuidade de Frederico Varandas, mas afirma que a atual direção tem cometido algumas falhas.
Esteve nas direções do clube de Alvalade na década de 80. Ouvido agora pela Rádio Observador, o advogado diz sim a Varandas e esclarece o voto.
Tanto no futebol como nas outras secções, altos e baixos, o que é natural e que mereceram algumas críticas. No meu caso, sobretudo com espírito construtivo, nada com espírito destrutivo, mas espírito construtivo. Mas depois, e sobretudo desde 2022 para 2026, eu acho que foram postas na gestão do clube e da SAD, assumidas posições que estão muito perto daquelas que eu defendo.
Numa liderança de quatro anos, nem tudo é um mar de rosas. Por isso, Dias Ferreira acredita que as assembleias gerais deviam ter outro ânimo.
Acho que as assembleias gerais perderam, e eu falo porque fui presidente da Assembleia Geral do Sporting, e portanto acho que as assembleias deixaram de ser aquilo que deviam ser.
Por culpa de quem, já agora?
Eu acho que não é por culpa de ninguém, acho que é culpa de todos nós. Uma assembleia geral é o órgão que representa todos os associados e é composto por todos os associados. Portanto, todos nós somos responsáveis, efetivamente, pela maneira como funciona.
José Dias Ferreira, que quanto à continuação de Rui Borges no comando técnico do Sporting, pede que se espere pelo final da temporada.
Ouvimos também Jaime Marta Soares, que tem uma opinião bem mais vincada sobre o tema. Defende que Rui Borges não deveria continuar no comando técnico dos Leões.
O antigo presidente da Mesa da Assembleia Geral defende que o próximo presidente do Sporting deve procurar outro treinador.
Eu tenho uma admiração pessoal por Rui Borges enquanto cidadão, enquanto bom profissional, enquanto uma pessoa até acolhedora, agradável até, mas na minha opinião, e entendam o que eu quero dizer, não tem estatuto à dimensão daquilo que tem que ser um treinador do Sporting.
O que é que lhe falta?
Falta-lhe efetivamente uma certa visão estratégica e ambição. E ambição em ele próprio. Talvez esteja a essência disso ou o erro disso está na sua própria humildade, que é um homem humilde, não ter a dimensão de arriscar nos momentos em que efetivamente se tem que arriscar.
Já sobre a vida política do clube, Jaime Marta Soares diz que esta é a altura ideal para rever os estatutos do Sporting.
Acho que é nesta altura que efetivamente as coisas se devem fazer e dentro daqueles valores que o Sporting sempre defendeu, a liberdade de cada um para colocar em cima da mesa aquilo que vai no coração e na alma, sem nunca pôr em causa aquilo que são os valores da defesa do Sporting. E há que, efetivamente, acompanhar os tempos e os tempos que aí vêm. Já hoje não são os mesmos tempos, então os tempos de futuro são muito complicados e temos que nos antecipar a essas coisas que possam vir menos boas. E o Sporting sempre foi capaz de se sobrepor a esses problemas.
Jaime Marta Soares e José Dias Ferreira, ouvidos pelo jornalista da Rádio Observador João Lourenço, na antecâmara das eleições no Sporting. As urnas abrem amanhã às 9h e fecham às 20h. A Rádio Observador vai lá estar com reportagem em direto.
Agora sim, olhamos para os oitavos de final da Liga Europa. O Futebol Clube do Porto foi à Alemanha vencer o Estugarda por 2 x 1.
Tal como já tinha acontecido no Luz, os Dragões foram mais fortes na primeira parte. Duas recuperações no meio-campo ofensivo resultaram em dois gols. Primeiro Taremi a estrear-se a marcar de azul e branco, depois Rodrigo Mora a fazer o 2 x 0. O Estugarda ainda reduziu dentro dos primeiros 45 minutos, por intermédio de Denis Undav. Os alemães ainda introduziram novamente a bola na baliza de Diogo Costa, mas o lance foi anulado por fora de jogo do avançado português Tiago Tomás. Confirmada a vitória azul e branca, nada está decidido e nada vai mudar, diz Farioli.
Acho que temos de ter a consciência certa para preparar a segunda mão. De certeza que vamos encontrar um jogo que vai ser idêntico em termos de abordagem, mas também com algumas adaptações dos dois lados, agora que nos conhecemos um pouco melhor. Vai ser um bom estudo e uma boa estratégia, portanto temos de estar preparados para diferentes possibilidades e diferentes cenários.
Francesco Farioli no final deste Estugarda 1, Futebol Clube do Porto 2. Com este triunfo, Portugal subiu ao sexto lugar do ranking da UEFA e confirmou assim que voltará a ter três equipas na Liga dos Campeões na temporada de 2027/2028. Duas equipas entram diretamente na prova e uma entra na segunda pré-eliminatória.
Isto apesar do Sporting Braga ter perdido na Hungria. Os Guerreiros do Minho complicaram as contas do apuramento para os quartos de final.
Perderam por 2 x 0 no terreno do Ferencváros, na Hungria. Os bracarenses estiveram longe das boas réplicas já demonstradas durante esta temporada. Carlos Vicent pede mais à equipa.
Seguramente ter mais controle sobre o que acontecia no jogo. É verdade que sabíamos que seria um jogo onde a pressão ia ser muito forte, muito corpo a corpo, e sabíamos que também por ser os oitavos de final da Liga Europa, não teríamos 15 oportunidades de golo, mas as oportunidades que provocássemos, teríamos de ser capazes de acertar, porque tudo muda muito numa eliminatória. Se tivéssemos aproveitado uma das oportunidades que tivemos na primeira parte, se tivéssemos sido um pouco mais precisos e conseguido empatar o jogo ou marcar um gol, tudo mudaria um pouco neste jogo.
Ninguém desiste apesar deste mau resultado, alerta o treinador do Braga, Carlos Vicent. A segunda mão é já na quinta-feira da próxima semana em Braga. De resto, nos restantes jogos, destaque para os portugueses em prova. O Lille de Félix Correia perdeu por 1 x 0 em casa com Aston Villa. O Panathinaikos de Renato Sanches venceu o Betis também por 1 x 0. Já o Lyon de Paulo Fonseca e Afonso Moreira empatou a um golo no terreno do Celta de Vigo e o Nottingham Forest de Vítor Pereira perdeu em casa com o Midtjylland por 1 x 0.
No Benfica, José Mourinho vai falhar os próximos dois jogos na sequência do cartão vermelho visto no clássico. O Benfica já anunciou que vai recorrer desta decisão.
Os encarnados falam numa decisão profundamente injusta, injustificada, desproporcionada e persecutória, motivo pelo qual o clube vai recorrer de forma a ser reposta a verdade dos factos e feita justiça. É o que escreve o Benfica em comunicado na reação a esta decisão, que descreve como lamentável. O clube da Luz reitera ainda o total apoio ao técnico José Mourinho, que hoje volta a não fazer a conferência de imprensa de antevisão do jogo de amanhã em Arouca.
E na origem da suspensão estiveram os episódios ocorridos no clássico de domingo, nomeadamente a confusão criada junto aos bancos.
Depois do gol de Leandro Barreiro, o segundo gol do Benfica, o Conselho Disciplinar da Federação Portuguesa de Futebol considera que o técnico agiu de forma provocatória, pontapeando uma bola na direção do banco portista. Mourinho também foi punido por 11 dias e mais de €3.800 de multa na sequência do bate-boca com o dirigente portista Lucio González. Para além do jogo de amanhã contra o Arouca, Mourinho falha também a receção ao Vitória no dia 21 deste mês.
Tempo ainda para falar de atletismo, nomeadamente de salto com vara, um novo recorde e do suspeito do costume.
Armand Duplantis, sempre ele. O sueco conseguiu saltar agora 6 metros e 31 centímetros no meeting de Uppsala, na Suécia, mais um centímetro face à marca alcançada nos Jogos Olímpicos de Tóquio, em 2025. O atleta de 26 anos bateu o recorde do mundo pela 15ª vez. A primeira foi em 2020, quando superou a fasquia dos 6 metros e 17 centímetros. Na altura, a marca era do francês Renaud Lavillenie.
Foi o "Vamos à Bola" de hoje, sexta-feira, com o jornalista Carlos Pedro. O Jornal de Desporto da Rádio Observador regressa na próxima segunda-feira. Carlos, um bom fim de semana.
Bom fim de semana, Nadine.