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Está no ar mais uma edição do Vamos à Bola, o jornal de desporto da Rádio Observador, hoje com o jornalista Miguel Pina Andrade. Muito bom dia, Miguel.
Olá, Carlos, bom dia.
Vamos começar pela vitória do Benfica no campeonato. As Águias foram passear a Rio Maior, golearam o Casa Pia por 7x0.
Não foi a Odisseia de Homero, nem a de Christopher Nolan, que está agora nos cinemas, foi sim o espetáculo de Vangelis Pavlidis. Foram três gols em sete minutos, aos 47, 49 e aos 54. Prestianni abriu o marcador logo aos três minutos de uma noite que à partida podia parecer complicada. As Águias não ganhavam ao Casa Pia há dois anos. Com o mesmo 11 da primeira jornada e depois de eliminar o Hearts, o Benfica quis resolver rápido o jogo. Rafa fez o segundo aos 14, um gol que fez as contas do intervalo. Voltaram as equipes das cabines e o desenrolar do jogo foi o mesmo, mais gols. Depois do hat-trick supersônico de Pavlidis, houve tempo ainda para um autogolo de Ofori, que completou a meia dúzia. O novo reforço John Duran fechou as contas aos 58, de uma noite para esquecer dos gansos. Depois do jogo, na zona de entrevistas rápidas e depois também de receber o prêmio de homem do jogo, Pavlidis mostrou-se feliz com o resultado e destacou a entrada forte das Águias na segunda parte.
"Marcamos o gol logo muito cedo e criamos muitas oportunidades na primeira parte, mas temos que marcar mais gols nos primeiros 45 minutos. Eles praticamente não apareceram. Na segunda parte entramos com a mesma energia, boa pressão e boa finalização. E depois, 10, 15 minutos, fechamos o jogo. Começamos agora a entender-nos, a perceber as ideias do treinador, como ele quer que nós corramos, para onde ele quer que nós corramos. Estamos a melhorar e queremos continuar com melhor energia."
Vangelis Pavlidis aos microfones da Sport TV, na flash interview. Por lá também passaram os treinadores. Marco Silva destaca a reação do Benfica ao empate da primeira jornada.
"Depois de um resultado bem negativo para nós no começo do campeonato, a reação tem que ser assim, chegar e ganhar o próximo. Não estou a falar sequer dos números, mas chegar e ganhar o próximo jogo e falar dos nossos adeptos também. Acredito que a grande diferença do jogo da primeira jornada para este esteve realmente aí. É óbvio que jogamos fora de casa, mas praticamente jogamos em casa e há que realçar o apoio desde o primeiro minuto, empurrar a equipe pra frente e fazem a diferença. Ficou bem provado hoje que fazem toda a diferença para nós e retiraram-nos isso na primeira jornada e por culpa nossa não ganhamos aquele jogo, mas retiraram-nos algo que é a força deste clube, a grande força deste clube, e hoje conseguimos demonstrar isso com o apoio deles."
Já do lado do Casa Pia, falou o treinador adjunto Alexandre Santana, que olha e destaca duas partes diferentes e sobre a derrota, faz parte do processo.
"Duas partes distintas. Uma primeira parte onde sentimos que apesar dos dois gols sofridos da forma como os sofremos e apesar do ascendente do Benfica, estávamos no jogo, estávamos minimamente organizados, controlados e com as coisas bem estabelecidas. Uma segunda parte onde em sete minutos acabamos por jogar pro lixo o restante momento do jogo. E aqui sim, digo jogar pro lixo no sentido de que se calhar não chegaríamos à vitória, mas queremos criar uma identidade, queremos criar um caminho."
As declarações de ambos os treinadores, o treinador Marco Silva e o treinador adjunto do Casa Pia, Alexandre Santana. Ouvimos aqui registros e declarações à Sport TV. O Benfica soma assim quatro pontos no campeonato. Segue-se agora, na quinta-feira, o jogo frente ao Aarhus da Dinamarca, no Estádio da Luz. É um jogo a contar para o playoff de acesso à fase de liga da Liga Europa.
E um jogo pra acompanhar com relato e análise aqui na antena da Rádio Observador. E Miguel, o Benfica e Braga começam esta semana a derradeira eliminatória de acesso às competições europeias. Já se conhecem os árbitros que vão arbitrar os jogos de quinta-feira.
Começamos pela partida entre o Benfica e o Aarhus, da primeira mão do playoff de acesso à Liga Europa. O escolhido para apitar o encontro no Estádio da Luz é o italiano Marco Guida. Vai ser assistido por Michael Fabbri no VAR. Vai ser esta a segunda vez que o árbitro internacional de 45 anos apita um jogo do Benfica. No ano passado esteve na recepção ao Nice, jogo esse a contar para a terceira pré-eliminatória de acesso à Liga dos Campeões. Já na Liga Conferência, a UEFA indicou o nome de Ismael Barbara para apitar o Sporting Braga-Austria de Viena. Este jogo da primeira mão do playoff de acesso à fase de liga da Liga Conferência. Esta será uma estreia do árbitro natural de Malta arbitrar uma equipe portuguesa na visita dos Guerreiros a solo austríaco na próxima semana. No final do mês, o responsável pela equipe de arbitragem vai ser Nikola Dabanovic. No mesmo dia, mas na Dinamarca, para apitar o Aarhus-Benfica, foi escolhido o alemão Daniel Siebert.
Vamos falar de mercado de transferências, Miguel, nas movimentações. A imprensa nacional e internacional dá Rodrigo Mora como certo na Roma.
Tem sido uma das novelas deste mercado. Ano passado, o jovem de 19 anos também esteve de malas feitas para a Arábia, acabou por ficar. Na época passada, fez 44 jogos de dragão ao peito, marcou cinco gols, fez duas assistências, num papel de menos destaque no sistema de Francesco Farioli. Ao que tudo indica, o futuro do jovem português não vai ser na Invicta. A imprensa italiana avança com o negócio que vai valer, no imediato, cerca de 25 milhões de euros à SAD portista por 50% dos direitos econômicos. Os Dragões garantem assim 50% de uma futura venda de Rodrigo Mora, uma cláusula que pode ficar sem efeito já no próximo ano, por um valor entre os 20 e os 25 milhões de euros. Ora, para o comentador da Rádio Observador, Augusto Inácio, este é um negócio que beneficia tanto o jogador português como o Futebol Clube do Porto.
Não joga, não tem oportunidades. O Porto tem que olhar para esse lado da valorização do jogador
Vendendo ou emprestando, ou emprestando com obrigação de compra. De qualquer maneira, eu acho que o Rodrigo Mora tem que sair do Futebol Clube do Porto para poder jogar, mas tem que ir pra uma equipe que também tenha um sistema que se adapte ao jogo do Rodrigo Mora, porque se vai por um sistema que o Rodrigo Mora não está habituado, não vai crescer. Por isso acho que há ali um problema, é verdade. E para bem do Porto e para bem do Rodrigo Mora, era melhor que ele saísse, ou sendo vendido ou emprestado.
E a partida vai mesmo acontecer. Esta venda, aqui a análise do comentador Augusto Inácio no "E o Campeão É?", da Rádio Observador. A novela Rodrigo Mora já está em fase de conclusão. O Zero Zero diz que a Roma e o Futebol Clube do Porto já estão a trocar os documentos necessários para concluir a transferência do jovem de 19 anos. Os azuis e brancos avaliam o total da transferência entre os 45 e os 50 milhões de euros.
Vamos continuar a falar de mercado, Miguel. O Barcelona começa a época a ganhar ao rival Real Madrid fora das quatro linhas. Isto porque garantiu a contratação do Bola de Ouro em 2024, Rodri.
E ganhou, Carlos, porque o médio espanhol foi muito associado ao emblema de Madrid. O negócio acabou mesmo por cair para o lado blaugrana do maior clássico do futebol espanhol. O Bola de Ouro em 2024, o melhor jogador e campeão do Mundial dos Estados Unidos, México e Canadá, volta assim a terras de nuestros hermanos. Rodri foi formado no Villarreal e jogou também pelo Atlético de Madrid antes de seguir carreira em solo britânico. À chegada a Espanha, o médio de 30 anos deixou os objetivos claros: ganhar tudo o que há para ganhar.
"Ha sido unos días intensos, pero ya feliz de que esté resuelto todo y nada, encantado de conoceros a todos y muy feliz de estar aquí. Jugar en el Barcelona para mí es un sueño. Tengo muchas ganas de estar con mis compañeros, que a la mayoría les conozco. Así que nada, ahora toca trabajar y dar lo mejor. Por todo, por la Champions, por todo lo que se pueda por delante."
"Pela Champions e por tudo o que há para ganhar", são as declarações de Rodrigo Hernández, pouco depois de aterrar na Catalunha. Vai reforçar o Barcelona num negócio que deve valer aos cofres do Manchester City cerca de 70 milhões de euros.
Vamos continuar a falar do Barcelona. João Cancelo já está na Catalunha e para assinar a custo zero.
Ou vinha pro Barcelona ou ficava um ano sem jogar. Foi isto que o lateral português disse a Deco, o diretor desportivo dos blaugrana. Depois de duas passagens pelo clube da Catalunha, a terceira parece ser para ficar. João Cancelo rescindiu o contrato com o Al-Hilal e vai por isso assinar pelo Barcelona, em solo espanhol. Em declarações aos jornalistas ainda no aeroporto, o internacional de 32 anos afirma que está feliz e que a única opção era mesmo jogar com as cores do Barcelona.
"Sí, muy feliz. La verdad es que ya lo estaba esperando, pensaba que iba a ser más fácil, pero al final se dio. Y bueno, estoy donde quiero estar. O venía aquí o estaba un año ahí sin jugar y a cobrar mi salario, y al final se dio. Sí, la verdad es que me gusta mucho este club, no de ahora, pero ya de antes, de los tiempos de Dani Alves, de Messi, de Ronaldinho, de Deco también. Es un club muy especial que me identifica mucho con mi fútbol. Estoy aquí para ayudar y esperamos ganar muchos títulos."
João Cancelo aos jornalistas à chegada a Barcelona para assinar a custo zero com o campeão espanhol. O internacional português salienta ainda que fez muitos esforços para conseguir sair como jogador livre do Al-Hilal, que numa primeira fase pretendia receber entre 10 a 15 milhões de euros com a saída do lateral português.
Tempo ainda para olharmos para o ciclismo. O dinamarquês Jonas Vingegaard vai falhar o resto da temporada devido a lesão.
Uma clavícula fraturada devido à queda que o deixou de fora da Volta à França. Em comunicado divulgado pela equipe, o ciclista de 29 anos afirma que a recuperação depois do Tour já estava planeada, mas devido a esta lesão já não vai conseguir, não vai ser possível voltar ao mais alto nível esta temporada. Jonas Vingegaard falha assim os Mundiais de Estrada em Montreal, no Canadá, que estão marcados para o final do próximo mês. No mesmo comunicado, o dinamarquês diz que o foco neste momento é preparar a próxima época e que os objetivos específicos ainda vão ser discutidos com a equipe. Vingegaard caiu na etapa 15 da última Volta à França, fraturou a clavícula. Era segundo, na geral estava a quatro minutos e meio do líder e vencedor do Tour, Tadej Pogačar.
Ponto final nesta edição do "Vamos à Bola", hoje com o jornalista Miguel Pina Andrade.