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Olá, bem-vindos de regresso à ViciSuave. Demorámos alguns dias a reabrir as portas depois da passagem de ano, porque a ressaca do pessoal de cozinha não permitiu abrir mais cedo. Pedimos desculpa por isso. Mas agora já cá estamos com o orçamento em plena discussão na especialidade, com o CDS a preparar-se para eleger novo líder, com o Livro nas confusões do costume e também à beira de um congresso. E nós aqui a sentirmos a concorrência cada vez mais apertada da Cristina Ferreira, que não só continua a abrir a porta aos políticos como já está a posicionar-se como candidata às presidenciais do futuro. E quem recebeu esta semana Cristina Ferreira?

A questão ainda não está colocada, mas tenho a consciência de que a questão do secretário-geral do PCP não vai ser um problema no Congresso. Não vai ser um problema. E mais não digo.

Porque senão já sabe que vão aproveitar isso, não é?

Jerónimo de Sousa com uma pianada por baixo a esclarecer que problemas de liderança no PCP não haverão quando essa questão se colocar. Ora, a liderança, precisamente e no caso do PSD, tem estado mais agitada. Há diretas decisivas já este sábado e é sobre isto que vamos falar hoje aqui na ViciSuave, com a Rita Dinis, o Rui Pedro Antunes e o João Alexandre, editor da rádio. Eu sou o Pedro Benevides, editor de política do Observador. Eu, por acaso, não tinha ouvido este som, senão tinha escolhido termos aqui um piano assim de fundo para esta conversa também serena, que queremos serena, sobre aquilo que se vai passar já este sábado e sobre o futuro depois de ter sido eleito um líder do PSD. Bem-vindos de regresso a todos. Eu começaria por distribuir aqui uma sopa, como estamos aqui no arranque, eu distribuiria aqui pra já um fundinho de sopa. Alguém tem algum comentário a fazer sobre este fundinho de sopa que vamos servir aos nossos fregueses para começar?

Já que é um diminutivo. Peço desculpa.

O Rui ainda está em modo passagem de ano.

Ainda está com ressaca.

Não, o fundinho, vou aproveitar o diminutivo para a curta diferença que o Rui Rio não conseguiu despachar as diretas à primeira volta. E também, por diminutivo, acho que vou aproveitar aqui a deixa do Zequinha. Queria contar aqui uma anedota.

Tens os botões preparados, João Alexandre?

Ficou o Rui Antunes: "Tenho sempre."

É uma anedota a Rui Rio que quando acaba de contar ninguém se ri ou ninguém vá, mal a abrir eu é capaz de se rir. E então é mais ou menos assim: o menino Zequinha, um militante social-democrata desde a barriga da mãe...

Deixa-me só tomar um ansiolítico que eu tomo sempre quando tu começas a dizer essas coisas, mas agora continua.

Então a professora perguntou: "Menino Zequinha, como é que se chama um político que fica em segundo, mas quer juntar os votos do terceiro para governar?" E responde o menino Zequinha: "Chama-se Luís Montenegro." E a professora .

Ainda não era.

Ainda não era agora.

Está errado, por quê? Porque uma piada sendo uma anedota de Rui Rio, ninguém se ri no fim.

E aqui temos Rui Pedro Antunes também a fazer...

Não, então vocês interrompem.

Depois.

Ainda isto continua. Isto é daquelas anedotas que vai demorar.

Vou reformular. Se puderem não meter sons pelo meio, isto era capaz de ser um bocadinho mais rápido, entretanto chega o nosso convidado. Então pergunta: "Menino Zequinha, como é que se chama?", dizia eu, "um político que fica em segundo, mas quer juntar os votos do terceiro?" O menino Zequinha responde assim é quê: "António Costa." E diz a professora: "Não, não, chama-se Luís Montenegro." E depois a professora faz outra pergunta: "Menino Zequinha, qual é a diferença entre um economista e um político?" E o menino Zequinha responde: "O economista sabe a diferença entre porcentagem e pontos percentuais. O político faz desses números uma anedota." Agora sim.

Podemos agora?

Sim. O que eu quero dizer com isto?

Podíamos ter tirado os grilos, também ficava bem agora aqui.

Rui Rio fez esta semana um tweet a sinalizar que, de facto, o Luís Montenegro ficou a uma grande distância dele. E ele, que é um economista que faz sempre questão de ter as contas certas e não errar nesse ponto, que é a profissão dele, confundiu porcentagem com pontos percentuais. É um erro comum para muitas pessoas, mas num economista não é assim tão comum. Pode ter sido propositado para chegar de uma forma ou de outra.

Já agora, o Luís Montenegro também respondeu a esse tweet do Rui Rio. Vamos só ver o que é que disse o candidato.

Infelizmente, parece que a candidatura do doutor Rui Rio e o próprio preferem andar em diálogo nas redes sociais e em piadolas de mau gosto nas redes sociais, em vez de se concentrarem naquilo que é o essencial, que é debater ideias para o futuro do país.

E para terminar aqui, de facto, as contas foram muito más para o Luís Montenegro, e aí Rui Rio tem toda a razão. Por um bocadinho não passou logo a líder do partido, ou melhor, não evitou uma segunda volta. E pelas contas, neste momento, e agora num registo mais sério, parece muito difícil Rui Rio perder esta eleição, ou seja, não ganhar, porque de facto são 2400 votos.

Ele próprio já ontem vinha dizer que a probabilidade de perder estas eleições era muito pequena e na própria noite das diretas, no passado sábado, exibiu exatamente as contas de que falavas e que em linguagem não econômica pode traduzir-se desta forma.

Pelas regras antigas, isto estava arrumadíssimo, mas comigo nada é fácil. São tão pouquinhos que são precisos, que quase se eu for bater à porta, é quase que bato à porta de um a um. Matematicamente, bastava até alguns do doutor Miguel Pintos nem votarem, que automaticamente o denominador altera-se e automaticamente a porcentagem altera-se a meu favor.

É engraçado porque Rui Rio aparece aqui muito bem disposto a fazer muitas graças no discurso da vitória no sábado passado, mas a verdade é que eu estive lá e o ambiente que se vivia na sala do hotel era muito pouco festivo.

Mas conseguiste perceber se foi pouco festivo porque faltou um pouquinho, foi mesmo por causa disso?

Sim, era um sentimento muito agridoce.

A diferença teria sido maior se houvesse a vitória à primeira volta, que arrumava o caso rapidamente.

No fundo, estiveram ali com a vitória quase na mão e deixaram-na fugir, na altura por 344 votos. Agora já foram refeitas as contas e foram contabilizados os tais votos da Amadora e, portanto, a diferença já não é de 344, mas sim de 600 e poucos. 622, precisamente, era o que o Rui Rio precisava para ganhar à primeira volta. Foi assim um bocadinho que ficou ali muito agridoce. No corredor do hotel no Porto, até apanhei uma militante a abordar Salvador Malheiro. Encontrou-se com ele no corredor e disse-lhe: "Ó Salvador, vai mas é lá dentro dizer às pessoas para arrebitarem, porque isto não é nenhum enterro. Nós ganhamos, caramba".

Efetivamente, foi uma boa noite para Rui Rio. A verdade é que o Rui Rio estava mesmo muito bem disposto.

Ele estava.

Pelo menos quando surgiu no púlpito.

Mas só surgiu perto da meia-noite.

Estava muito bem disposto, estava muito solto. Disse logo aos jornalistas: "Eu fico aqui o tempo que vocês quiserem, dentro do que é razoável, mas eu respondo às perguntas todas que quiserem."

E foi o único.

Ao contrário de Luís Montenegro, que chegou a haver um sorteio. Rui, tu estavas lá.

Sim, houve um sorteio de perguntas para ver qual das televisões e qual era a ordem, mas não houve perguntas. Houve uma breve declaração.

O que é sempre um sinal. Quando há uma noite eleitoral e quando há um candidato que decide fazer apenas uma declaração e não responder a perguntas. Não foi o único, o Miguel Pinto Luz fez o mesmo, também escolheu fazer uma declaração sem responder a perguntas dos jornalistas e Luís Montenegro, surpreendentemente, fez o mesmo. Aliás, ele no dia seguinte voltou a usar a estratégia de comunicação que é não haver jornalistas à frente, fez um vídeo nas suas redes sociais e foi através disso que quis relançar a sua candidatura para esta segunda volta, onde efetivamente tem hipóteses muito complicadas. Eu tinha posto aqui até uma sopa de restos, que é o que ele neste momento vai ter de lutar pelos restos que sobram de Miguel Pinto Luz e eventualmente por tentar convencer aqueles que não foram votar. É uma tarefa claramente difícil e eu diria que tem estado a ser dificultada até pelos seus apoiantes, que ainda ouvimos esta semana, há uns dias, Carlos Carreiras, que foi apoiante de Miguel Pinto Luz, ele é de resto o presidente da Câmara de Cascais, onde Pinto Luz é o seu vice-presidente, onde conseguiu um feito inédito. Eu não sei se aquilo é o chamado beijo da morte, qual é a expressão usada para isto, que é declarar o seu apoio ao candidato e dizer ao mesmo tempo que acha que ele vai perder.

Sim, isso é estranho. E deixa-me só dizer uma coisa sobre os apoios. Embora Rui Rio também tenha tido apoios importantes, desde logo o Francisco Pinto Balsemão reiterou o apoio, o Luís Mira Amaral, que apoiava Pinto Luz, também é um notável, um antigo ministro do cavaquismo. E esses apoios são importantes, mas os apoios de Luís Montenegro são mais pragmáticos ou valem mais votos. Só que a distância é muito grande. Ou seja, se nós formos olhar, por exemplo, aqui em Lisboa, o Paulo Quadrado, o Luís Newton, são pessoas que levam com eles muitos votos e estavam com o Pinto Luz. Mesmo aquele eixo de Cascais, o Nuno Pereira Lopes e todas aquelas pessoas que circulam à volta da Câmara de Cascais, neste momento passaram para o Luís Montenegro, e o próprio Carlos Carreiras. Portanto, do ponto de vista pragmático, o Luís Montenegro está a recuperar muito mais votos e é provável que ganhe a distrital de Lisboa, que mesmo assim é uma distrital muito grande.

Ficou em segundo.

Mas Rui, tu que já foste fazendo mais ou menos as contas, consegues perceber se isto é uma questão de abstenção também neste sábado? Ou seja, se aqueles que apoiaram Miguel Pinto Luz não cederem. Já houve algumas vozes, até, por exemplo, o próprio porta-voz do Miguel Pinto Luz já disse que não iria votar na segunda volta, mas falando dos outros militantes, se houver uma abstenção muito baixa por parte dos apoiantes que estiveram com Pinto Luz, Montenegro tem aqui uma grande hipótese de vencer ou nem por isso?

Não.

Se a abstenção for baixa, se todos os que votaram em Pinto Luz forem votar na segunda volta, Montenegro tem boas hipóteses ou nem por isso?

Tem mais hipóteses do que havendo uma abstenção grande. E também é preciso perceber se os que foram votar em Rui Rio e em Luís Montenegro na primeira volta se mobilizam de novo, que não é nada fácil.

Ainda ontem o Rui Rio dizia isso na SIC, que pode ser difícil voltar a mobilizar essas pessoas, voltarem a sair de casa pela segunda vez.

Até porque pode haver uma espécie de desgaste de eleições. Tivemos eleições legislativas há pouco tempo, este ano foi ano de europeias, duas voltas nas eleições do PSD. Ouvi que aqui falamos de militantes e não falamos de eleitores. É um eleitorado um bocadinho diferente, que aparentemente estará mais mobilizado. Mas há um dado que eu acho que é interessante. Não foram muito mobilizadoras as diretas do PSD. Sim, eu acho que apesar de tudo, a taxa de participação foi bastante elevada, mas eu acho que todas essas matemáticas são muito complicadas para Luís Montenegro. Há uma série de condições que ele terá de cumprir e terá de ser bem-sucedido nelas para conseguir virar o resultado. E, por outro lado, e eu acho que isto se nota na forma como esta segunda semana de campanha, ou esta primeira semana da segunda volta das diretas decorreu, que é: sabemos que há a dinâmica do vencedor, Rui Rio foi o vencedor, Luís Montenegro tem que ir atrás porque foi o derrotado dessa noite. Mas há também outro fator que é: quem é que domina a narrativa? E há um elemento que nós fomos vendo esta semana, que foi uma espécie de insinuação que o Rui Rio foi lançando logo até na própria noite das diretas, que tinha a ver com a distribuição de lugares que supostamente a candidatura de Luís Montenegro estaria a fazer

Isso é uma prática que não é assim tão fora do comum dentro dos partidos e dentro do PSD também, que eu acho absolutamente lastimosa. Isso tem a ver com o facto de eu nunca na vida fiz uma coisa dessas. Já assisti outros a fazerem isso e recuso terminantemente fazer uma coisa dessas. E portanto, as pessoas que me apoiam, particularmente aqueles que me são mais próximos, conhecem bem, já estão comigo, já me conhecem bem e eu acho impossível que isso esteja a acontecer, sendo que eu ouço histórias do lado lá ao contrário. Ouço histórias esquisitas que nem vou aqui dizer.

Ora, foi com esta declaração de que ouve histórias esquisitas do outro lado e Rui Rio a falar da distribuição de lugares para garantir apoios para a candidatura de Luís Montenegro. E eu dou este exemplo por quê? Porque isto obrigou, de facto, o adversário do Rui Rio a ir atrás, ou seja, Rui Rio conseguiu aqui dominar a narrativa, obrigou a que este fosse um tema de campanha e Luís Montenegro não teve outro remédio senão justificar-se e tentar contribuir.

Mas é curioso, porque Rui Rio até disse que: "Eu não disse nada disso, eu não mandei nenhuma indireta. O que eu disse na noite eleitoral foi: eu não faço isso, os meus votos são todos por convicção. Eu nunca ofereci lugares a ninguém. Se eles enfiaram a carapuça", então foi exatamente isso que ele disse e isso originou depois todo um bate-boca.

E enfiou mesmo a carapuça.

Eu não convidei ninguém, eu não ofereci lugares a ninguém, mas não estou certo que o doutor Rui Rio e os seus apoiantes não andem a fazer isso um bocadinho por todo o país, porque tenho relatos de pessoas que me têm feito chegar algumas abordagens nesse sentido. E sou muito claro, não tenho nenhum problema em dizer isto, porque eu não gosto de ver pessoas a lançarem suspeitas e insinuações para os outros, que é para esconder, se calhar, aquilo que fazem.

Isso foi onde? Em que zonas do país?

Em várias.

Em várias zonas. Pronto, ficamos assim com uma certa...

Nenhum dos dois concretizou exatamente do que é que estava a falar. Ficamos sempre por esta troca de insinuações.

Certa indefinição. Rita Dinis, agora deixa-me aproveitar para entrar com uma sopa que tu própria sugeriste, que é uma sopa congelada, que temos desde sábado passado.

Eu furrei um bocadinho as regras e o nosso editor estava com algumas liberdades criativas.

Eu não escolhi nenhuma sopa congelada, portanto, vou na onda.

Eu pensei numa sopa congelada por causa de Miguel Pinto Luz, que perdeu a primeira volta das diretas e ficou agora no congelador para voos futuros. A questão aqui é que podem de facto estar reservados alguns voos para ele, e ele está certamente a pensar nisso, porque esta candidatura não era de todo para ganhar, mas sim para ganhar notoriedade. E a verdade é que se Luís Montenegro ganhar as diretas, Miguel Pinto Luz pode muito bem ser um bom candidato à presidência da Câmara de Lisboa, por exemplo. E digo Luís Montenegro, porque a relação entre os dois parece ainda assim um bocadinho mais saudável do que com Rui Rio. Se Rui Rio for presidente do partido, parece-me pouco provável que escolha um nome como Miguel Pinto Luz como candidato a uma câmara como a de Lisboa. Mas se não for a Câmara de Lisboa, de certeza que num futuro, daqui a dois anos, quando houver novas diretas, nova disputa de liderança do PSD, Miguel Pinto Luz pode muito bem aparecer novamente.

Certo é que se especulava muito que esta candidatura de Miguel Pinto Luz servia, sobretudo, para marcar posição para o futuro, e ele acabou por confirmar isso mesmo naquele discurso onde não quis responder a perguntas dos jornalistas, preferiu fazer apenas uma declaração.

Minhas amigas e meus amigos, quero vos dizer que marcamos a diferença nesta candidatura pelas ideias. E conseguimos. Marcamos a diferença pelo nosso reformismo, pelo nosso inconformismo permanente. E também conseguimos. Marcamos a diferença pelo nosso arrojo, pela nossa agenda, pelas nossas prioridades. E também conseguimos. Partimos com as expectativas modestas, todos sabemos, mas eu penso que hoje podemos dizer com propriedade que surpreendemos todos, mesmo aqueles que tentaram a todo o custo uma bipolarização nestas eleições.

Ora, e com esta declaração de Miguel Pinto Luz, passamos muito rapidamente à última sopa deste menu, que apesar de tudo é bastante recheado, que é uma sopa que regressa ao menu, precisamente. Rui Pedro Antunes.

Deixa-me só dizer isto muito rapidamente, duas coisinhas muito rápidas. Essa que é o regresso de Pedro Passos Coelho, que já se está a falar no PSD, o que é normal. Só eram três candidatos, três candidatos a uma troika. A seguir à troika já se sabe que o melhor para governar é Pedro Passos Coelho.

Risos novamente.

Não estava preparada agora. Está sempre com o botão negativo.

Só queria dizer uma coisa sobre Freixo de Espada à Cinta.

Quando o Rui Pedro Antunes começa a falar temos de estar sempre prontos.

Só uma coisa sobre Freixo de Espada à Cinta, que é: Rui Rio deve ter confundido Freixo de Espada à Cinta com o Zé Freixo.

Já agora eu queria dar só essa nota para aqueles que ainda não leram, leiam o artigo do Rui Pedro Antunes, chama-se "O estranho caso de Freixo de Espada à Cinta". Nunca falámos tanto desta localidade. É o sítio onde militantes votaram sem sair de casa e há também outras histórias do PSD neste artigo do Rui. Muito interessante.

Não, é só muito rapidamente dizer que o Rui Rio ontem confundiu Freixo de Espada à Cinta com o Zé Freixo, do Donaldinho.

Exatamente. O ventríloquo.

A maneira como às vezes reagem aos casos é culpar os jornais. E isso é como se os jornalistas fossem ventríloquos que estão ali a falar com a mão de uma candidatura qualquer, que não é o caso, obviamente. É mesmo Freixo de Espada à Cinta e não o Zé Freixo do Donaldinho.

Está feita a defesa da honra.

E não conseguimos falar desta sopa que regressa ao menu. Vamos falar provavelmente com o nosso convidado, que podemos dizer, é um convidado de peso e que já está aqui pronto para se juntar a nós à mesa. Até já. Bem-vindos de regresso e numa semana em que se prepara um braço de ferro decisivo no PSD, tínhamos de trazer, naturalmente, aquele que já foi considerado o deputado mais fit da nação, aquele que provavelmente é capaz de derrotar qualquer adversário, pelo menos num braço de ferro literal. Não sabemos se é assim ou não. Já falaremos sobre isso também. Duarte Pacheco é apoiante de Rui Rio nestas diretas. Bem-vindo ao "A Vixi Suave". Gostava de começar por lhe perguntar como é que tem achado esta campanha. Acha que tem sido feito um debate com elevação ou acha que nesta segunda semana a coisa resvalou um bocadinho?

Em primeiro lugar, muito boa tarde e muito obrigado pelo convite para aqui estar. Como social-democrata, eu gostaria que o debate fosse diferente, sinceramente, porque alguma da especulação que tem existido acaba por sempre afetar a imagem do partido. E nós podemos discutir ideias e projetos sem atacar da forma como está a ser atacado os nossos adversários, esquecendo que, no dia seguinte, temos o dever de estar todos juntos a remar no mesmo sentido. E quando fazemos a campanha que tem vindo a acontecer, isso acaba sempre por deixar algumas sequelas, algumas feridas, as pessoas mesmo que digam: "Vamos todos cooperar", a mágoa está lá dentro e não é fácil que isso aconteça.

Mas acha que quem foi Rui Rio não gostou de o ouvir a fazer aquelas insinuações sobre a distribuição de lugares ou é sobre Montenegro que está a falar?

O doutor Rui Rio, naquela noite eleitoral, fez, sobretudo, uma apologia daquela que é a sua postura. Efetivamente, a partir daí, outros enfiaram a carapuça, como já aqui foi dito, e começaram a troca de acusações. E eu costumo também dizer: quem vai à guerra, dá e leva. Se me acusam de alguma coisa, eu tenho que ter as armas preparadas para responder. Como cristão, devemos dar a outra face, mas tem limites.

E numa segunda volta é natural que aconteça?

Não era necessário que acontecesse, porque aquilo que nós esperávamos é que fosse pela positiva, ou pelo menos que eu gostaria, que fosse pela positiva, dizendo cada um aquilo que pretende para o partido, para poder ganhar eleições ao doutor António Costa daqui a alguns anos. Se passamos a denegrir o adversário, estamos a dizer às pessoas: "Votem em mim porque sou o mal menor. Não votem em mim porque eu tenho o melhor projeto para vencer". E infelizmente, foi essa a postura que eles tomaram.

Mas a verdade é que os dois últimos anos foram um bocadinho marcados por este tom muito crispado dentro do PSD. Por que a campanha seria diferente, digamos assim?

Eu pensei que isso já tivesse ultrapassado, mas pelos vistos ainda não está. E aí eu costumo sempre dizer: há culpa de todos os lados. Ninguém é perfeito, ninguém faz tudo bem feito. Eu não o faço. De certeza que as pessoas que nos estão a ouvir, se olharem para trás, olham para a sua vida e identificam coisas que fizeram bem feitas e coisas que não fizeram bem feitas.

Reconhece erros a Rui Rio, então?

E reconheço também que houve ali alguma postura que poderia ter sido de forma diferente, não tenho dúvida. Se é verdade que logo no congresso houve um braço que surpreendeu toda gente, um braço estendido que surpreendeu toda a gente ao fazer a inclusão de apoiantes do doutor Santana Lopes nas listas oficiais, houve depois algumas afirmações que não foram nesse mesmo sentido. Mas do outro lado também. E do outro lado, aquilo que eu senti até como deputado, muitas vezes, no nosso grupo parlamentar, é que bastava o presidente do partido propor uma coisa para logo alguém dizer que discordava daquilo que ele estava a apresentar. Ora bem, isso já aconteceu no passado. Se me perguntar se como deputado, eu concordei com tudo aquilo que Pedro Passos Coelho fez durante aqueles anos da Troika. Não, concordo achei que o rumo era certo. Ele próprio reconheceu posteriormente que havia coisas que se calhar tivesse recuado, não teria feito daquela forma. Mas isso não significava que no dia em que o governo Passos Coelho apresentasse uma medida, parte do grupo parlamentar dissesse: "Eu discordo daquilo que está a ser apresentado." Ora bem, agora aqui a mesma coisa. Quer dizer, o presidente do partido ganhou, com uma noção de estratégia aprovada por unanimidade, sem votos contra, com alguns votos brancos, mas sem votos contra. Ele propunha a intenção orçamental: "Vamos propor esta medida." Logo metade do grupo parlamentar, ainda por cima há reuniões à porta fechada, o que significa que aquilo que saía era de propósito e que muitas vezes nós tínhamos a consciência que as afirmações que estavam ali a ser feitas, estavam a ser feitas para se poder dizer cá fora que tinham sido feitas, a dizer: "Nós discordamos da estratégia que o presidente apresentou. Nós discordamos desta medida que ele apresentou." Ora bem, depois, claro, cria-se um clima que não favoreceu, de forma alguma, a divulgação daquela que era a mensagem.

E acha que isso contribuiu para que precisamente Luís Montenegro, que era o rosto preferido pelos críticos da direção de Rio, todas essas estratégias que agora denunciou podem ter contribuído para que dentro do partido Luís Montenegro não tenha tido o resultado que eventualmente esperava nesta primeira volta?

Eu penso que sim, porque o doutor Luís Montenegro tem enormes qualidades. Ele é o líder parlamentar que esteve mais tempo em funções. Se olharmos para os 40 anos da história da nossa democracia, nunca tivemos um deputado que tivesse tanto tempo à frente do grupo parlamentar. E isso não aconteceu por mera acaso. Aconteceu porque tem qualidades de liderança, é um bom tribuno e consegue conciliar posições, etc. Portanto, tem qualidades, não tenho dúvida alguma sobre isso.

Não suficientes para o apoiar.

Mas isso não significa que ao fazer esta estratégia que fez de desgaste do líder, muitos dos nossos militantes que porventura até poderiam gostar do Luís Montenegro dizer: "Não é o momento certo, quer dizer, há momentos próprios, deixem o homem trabalhar e no final avaliaremos." Eu ouvi muito disto de pessoas que não eram apoiantes do Luís Montenegro. Quando em janeiro passado houve aquela situação de golpe de Estado. Eu recordo que ouvi pessoas que efetivamente não tinham apoiado Rui Rio, mas que disseram: "Mas isto não se faz. Isto faz lembrar aquilo que António Costa fez a António José Seguro." Ouvi muitos desses comentários.

A derrota do sábado que começou aí, a derrota de Luís Montenegro.

Eu penso que sim, porque as pessoas identificaram muito esse tipo de comportamento com aquilo que António Costa tinha feito a António José Seguro e que nós tínhamos criticado. E, portanto, independentemente das qualidades, a estratégia que foi desenvolvida acabou depois por o penalizar no momento decisivo.

Rui Rio, já há pouco referi que acha que vai conseguir, mas é possível unir o partido tanto as coisas estão crispadas desta forma e indo o partido ser partido ao meio, mais ou menos. Já com Santana Lopes ficou 54.

54, 46.

Será qualquer coisa parecida, provavelmente?

Eu tenho essa expectativa. Eu espero que todos tenham aprendido a lição. Isso não significa inclusão de pessoas que não concordam comigo nas minhas listas. Eu, por exemplo, tive muitas dúvidas sobre essa estratégia.

Do Conselho Nacional da divisão das listas.

No congresso, digamos, quando conflituou Santana Lopes.

Eu posso dizer que eu tive muitas dúvidas. Então quer dizer, o doutor Santana Lopes que até apresentou a sua lista própria até para ter autoridade para poder continuar a dizer dentro dos órgãos próprios aquilo que discordava. Todos devem aprender. O líder do partido tem a obrigação de estender a mão, naturalmente. Eu recordo que isso aconteceu no passado com outros líderes. Durão Barroso, quando concorreu, os seus adversários, por exemplo, foram Santana Lopes e Marques Mendes. Depois de ganhar as eleições, Marques Mendes foi para o governo com Durão Barroso e Santana Lopes foi para vice-presidente do partido. Significa que Durão Barroso teve essa perspectiva. Passos Coelho combateu a liderança com José Pedro Aguiar Branco e com Paulo Rangel. A seguir, trouxe o José Pedro Aguiar Branco para o governo e Paulo Rangel para líder ao Parlamento Europeu, cabeça de lista ao Parlamento Europeu. Portanto, aquele que vence tem que dar esse sinal, mas do outro lado tem que existir lealdade e tem que existir capacidade de dizer: "Ok, ele ganhou democraticamente, esta é a vontade dos militantes, isto não foi imposto, ele não foi imposto, foram os militantes que o escolheram, até pelo respeito que os militantes nos merecem, vamos deixar o homem fazer aquilo que ele tem que fazer."

Doutor Pacheco, mas uma das perguntas que os militantes do PSD podem estar a fazer nesta altura é também, caso haja uma vitória de Montenegro este fim de semana, se não vai haver mais alguns anos de convulsão dentro do grupo parlamentar do PSD, por exemplo. Uma vitória de Montenegro não pode significar um partido a seguir o mesmo caminho que teve com Rui Rio durante os últimos tempos e estar mais fragilizado para fazer oposição, por exemplo?

Eu penso que o cenário não se vai pôr porque o doutor Rui Rio vai ganhar as diretas no próximo sábado. Mas eu costumo dizer, quando entramos em campo, todos os cenários são possíveis. Eu espero que o Benfica ganhe logo, mas tem que esperar, tem que ter a expectativa que também pode isso não acontecer. Ora bem, embora o Rui Rio tenha a maior probabilidade de ganhar as diretas, porventura poderia não acontecer. Eu acho é que neste momento, todos nós que estamos no grupo parlamentar percebemos que se perspectivarmos a mesma estratégia que foi desenvolvida nos últimos dois anos de combate interno, em vez de estarmos a digladiar-nos com aquilo que é o nosso adversário, que é o Partido Socialista e o doutor António Costa, e aquilo que achamos que ele está a fazer de mal para o país, as pessoas não olham para nós como uma alternativa credível. E portanto, essa lição tem que ser aprendida também por todos os que estão no Parlamento nesse cenário, se isso viesse a acontecer.

E acha que há alguma lição a ser aprendida no estilo de liderança? Acha que o Rui Rio deve manter o estilo de liderança que executou até agora, ou acha que em um novo mandato há ali alguns aspectos que deve melhorar?

Quem sou eu para dar conselhos ao líder do partido.

Mas tem as suas convicções.

Mas há algo que eu acho que é muito positivo no doutor Rui Rio, e outra situação que porventura pode fazer diferente. Acho que é muito positivo a credibilização que ele conseguiu na sociedade portuguesa. As pessoas percebem que estamos perante alguém, e isso quer em conversas com não militantes, quer nos estudos de opinião, evidenciam que uma das qualidades que lhe reconhecem é a seriedade e a credibilidade. E que, portanto, ele não está à frente do PSD para fazer jogos ou para defender pura e simplesmente os interesses do partido, se ele entender que esses interesses não coincidem com os interesses do país. Isso é um capital que não pode ser desfeito. É um capital que deve ser preservado e que ele deve manter. E portanto, se ele alterasse de repente a sua postura com discursos mais populistas, porventura mais mobilizadores do eleitorado social-democrata, é verdade, mas mais populistas e com medidas diferentes a propor em sede orçamental, por exemplo, podia até agradar mais aos laranjinhas. Mas perdia aquele capital de credibilidade que tem vindo a consolidar na sociedade portuguesa e que é o seu grande ativo. Do outro lado, pode ser sempre melhor. E eu não tenho dúvida, nós precisamos ter sempre os nossos soldados também motivados. Precisamos ter os nossos soldados conosco, porque quando vamos para o terreno, por muito que o líder faça, o líder não pode ir a todo lado, o líder não consegue ir a todo lado. E por isso tem que ter uma equipe, e uma equipe não se resume pura e simplesmente à equipe da nacional, aos seis vice-presidentes, ao secretário-geral, ao líder parlamentar. Significa que são as dezenas de dirigentes distritais, as centenas de dirigentes concelhios que têm que estar mobilizados e motivados para ir para a rua defender aquilo que o PSD está a propor.

Falando em lideranças, aproveitando esta deixa, quem foi capaz de agregar as hóstias social-democratas foi Pedro Passos Coelho durante alguns anos

Tem-se falado do regresso de Pedro Passos Coelho. Carlos Carreiras já falou disso, outros excelsos social-democratas já falaram também desse regresso de Pedro Passos Coelho. Como é que olha para um eventual regresso do antigo líder a breve trecho ou a médio trecho?

Estamos a escolher agora o líder do partido e temos dois candidatos e esses dois candidatos são Rui Rio e Luís Montenegro.

Mas por que acha que o nome de Pedro Passos Coelho surge neste momento?

Eu penso que o PSD tem sempre saudades do poder. Durante muitos anos sentimos isso com o professor Cavaco. Ele saiu e volta e meia aquilo que nós sentíamos junto dos militantes era o desejo que Cavaco regressasse. Eu penso que estamos aqui a repetir o mesmo síndrome. Infelizmente, o doutor Passos Coelho está a viver, como todos sabemos, momentos muito complicados do ponto de vista pessoal e duvido que ele tenha sequer disponibilidade mental para fazer essa reflexão.

Deixe-me só perguntar-lhe mais uma questão para encerrarmos aqui este capítulo das diretas do PSD. Rui Rio dizia ainda esta semana num evento em Lisboa que era preciso ganhar por muitos e não apenas só por mais um, e vou citar palavras dele: "Para neutralizar os que infernizaram a vida." Pergunto-lhe se acha também isso, que é preciso ganhar por muitos para então conseguir essa tal unidade e essa tal estabilidade no partido, que tem sido difícil nos últimos dois anos.

Ganhar por muitos ajuda.

Mas é fundamental, é necessário?

Não é fundamental, mas era importante. Se ganhar com 50,5 contra 49,5, significa que de facto temos o partido ao meio. Se repetisse um resultado próximo do que alcançou há dois anos atrás, com sete ou oito pontos de vantagem face ao seu adversário, isso já lhe abre mais espaço para pedir àqueles que foram seus adversários: "Deixem-me trabalhar, deixem-me pôr a minha estratégia em prática" e até chamá-los a colaborar. Portanto, compreendo essa mensagem e os militantes também espero que tenham compreendido.

Portanto, será um líder com mais força e eu vou aproveitar esta deixa para lhe perguntar sobre uma questão que não tendo a ver com a política propriamente, é também uma questão que vai marcando a sua vida, que é a sua forma física. É provavelmente o único político que já foi capa da revista Men's Health. Quer explicar qual é a importância que tem o facto de fazer questão de manter um físico em forma? É para aguentar aqui a dureza da vida política ou não?

Também. É preciso descarregar energias, não é? Mas é aquilo que eu tenho dito, cada um tem os seus hobbies. Há quem possa gostar de caçar, possa gostar de praticar golfe ou jogar ténis. Eu gosto de ir para o ginásio manter-me em forma. Agora, não tenho dúvida que aquela hora que passo praticamente todos os dias, me deixa com a energia reforçada para depois apressar as outras tarefas com uma garra maior.

E então antes de terminarmos este bloco, o Rui Pedro Antunes tem aqui uma pergunta preparada para lhe fazer precisamente sobre a questão do ginásio e sobre a questão de eventualmente se tiver ambições de outro cargo de poder.

Não, se algum dia tiver um cargo de mais poder, por exemplo, presidente da Assembleia da República, se vamos estar a caminho de uma democracia musculada.

Essa era divertida. Essa é uma hipótese que nunca se porá.

Qual delas? A democracia musculada ou a de ser presidente da Assembleia da República?

A de ser presidente da Assembleia da República.

E a liderança parlamentar, daqui a uns tempos que terá de ser discutida também?

Daqui a um mês, a pouco mais de um mês.

É um lugar que ambiciona?

Ora bem.

Sim.

Não sei.

Mas sentia-se em forma para essa tarefa?

Eu penso que todos aqueles que estão há muitos anos no Parlamento, com experiência parlamentar, poderão ser candidatos a esse lugar.

Toda a gente fala do deputado Duarte Pacheco como um deputado muito organizado e muito respeitado.

Tento ser organizado, sim, e há pequenas coisas que me deixam com orgulho. Por exemplo, agora quando fui eleito para a mesa, eu tive 181 votos, em voto secreto. O PSD tem 79 deputados. Eu não sei se os 79 votaram em mim, porque dentro de casa há sempre um ou dois que nós não agradamos a todos. Mas mesmo se os 79 votaram, houve 102 das outras bancadas que o fizeram em voto secreto. Pequenas coisas que me deixam com orgulho.

Muito bem, Duarte Pacheco, terminamos aqui este segmento da "VigiSuave". Como isto é uma refeição completa, vamos para o segundo prato. São perguntas muito rápidas e espero que as respostas também o sejam. Vai ter de escolher ou a carne ou o peixe. Agora está com ar intrigado.

Esqueci-me o que é a carne e o peixe.

Vamos ver. Não vai custar muito, só lhe peço é que dê as respostas o mais rapidamente possível e que responda, escolha uma das opções para não ficar com fome. Vamos a isso. Duarte Pacheco, quem é que precisa mais de explicações do regimento da Assembleia da República: André Ventura ou Joacine Katar Moreira?

Joacine.

Quem é que desafiava para uma série de flexões: Mário Centeno ou António Costa?

Mário Centeno, claro.

E quem é que ganhava entre si e Mário Centeno?

Espero que ganhasse eu.

Já fizemos aqui mais ou menos, mas vá. Preferia ser ministro num governo PSD ou presidente da Assembleia da República?

Eu gosto muito do Parlamento, talvez presidente da Assembleia.

Se tivesse de escolher numa segunda volta entre Miguel Pinto Luz e Luís Montenegro, quem escolheria?

Essa é a pergunta mais difícil.

Não fui eu que a escrevi.

Entre Miguel Pintos e Luís Montenegro?

Estou a ver que nunca perdeu muito tempo a pensar nisso.

Não. Sinceramente, não.

Ele tem uma resposta. Já respondeu a três.

É mesmo por empate.

Fica um empate. Então deixamos passar esta. Vamos à sobremesa. A sobremesa é sempre escolhida pelo nosso convidado. Fez uma escolha que eu diria surpreendente, até eventualmente se podia fazer aqui uma leitura política, de uma cantora muito famosa e muito popular. Vamos a isto. Não, isto é o Titanic, não é esta música que escolheu. Isto devia haver aqui leituras políticas, mas não eram essa.

Não.

A música que escolheu.

O PSD não está a naufragar.

Não está a naufragar. Mas é a Celine Dion, que de facto escolheu para encerrarmos este programa, mas com uma música mais espiritual. Acha que é preciso esse momento na política? Ou não fez leitura política desta música? É porque gosta.

Pediram-me que indicasse algo pessoal. E eu achei que isto era o mais pessoal que eu podia ter. Eu todos os dias peço ajuda a Nossa Senhora. Eu tenho a certeza que sem a sua ajuda não estava onde estou e espero que me possa acompanhar e ajudar todos os dias. E a voz cristalina de Celine a cantar esta Ave Maria, fascinante.

E é precisamente assim que acabamos. Começamos com Cristina Ferreira, acabamos com Celine Dion. A Vici & Suaves está disponível em permanência em observador.pt e também nas plataformas de podcast. Regressaremos para a próxima semana. Celine, agora é contigo, até ao noticiário.

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