Esta transcrição foi gerada automaticamente por Inteligência Artificial e pode conter erros ou imprecisões.
Olá, seja bem-vindo ao último episódio do podcast Viver num Bairro Feliz, em que descobrimos como pequenos grandes gestos e projetos locais conseguem transformar realidades e trazer mais felicidade e bem-estar à vida das pessoas. Este programa conta com o apoio do Pingo Doce e chega numa altura decisiva. As candidaturas para a sexta edição do programa Bairro Feliz estão na reta final. Se a sua associação ainda não se candidatou, o momento é agora. Hoje olhamos para o desporto como uma poderosa ferramenta de inclusão e de terapia. E para falarmos sobre este tema, estão comigo Catarina do Carmo, responsável pela área de responsabilidade social e atual responsável pelo Bairro Feliz do Pingo Doce, e Ronaldo Luís, presidente da Associação Faisão Jujitsu para Todos. Olá, bem-vindos aos dois. Obrigada.
Olá, obrigado. Muito obrigado pelo convite.
Catarina, o desporto, a saúde e a inclusão social andam de mãos dadas no Bairro Feliz. Com as candidaturas à sexta edição prestes a fechar, qual tem sido o balanço dos projetos que usam a atividade física para gerar este impacto terapêutico e social nas comunidades?
É verdade, é sabido que o desporto tem um papel fundamental na vida das comunidades e nós temos a sorte de contar com associações e projetos locais que fazem um trabalho verdadeiramente incrível nesta área, como é o caso da Associação Faisão, entre muitas outras, que diariamente promovem a inclusão, a saúde e o espírito de comunidade através da atividade física. No Bairro Feliz, as causas que temos vindo a apoiar refletem essa mesma realidade. Ou seja, muitos dos projetos passam pela aquisição de equipamentos desportivos, que fazem toda a diferença no dia a dia dos clubes e das associações e, como é este caso que vamos conhecer hoje, dos tapetes de jiu-jitsu. Portanto, ao longo destes cinco anos, o Bairro Feliz já apoiou mais de 100 projetos no âmbito do desporto, mas é sem dúvida uma área com muito mais potencial. Pode parecer simples, mas este acesso ao equipamento é muitas vezes o que acaba por desbloquear a participação, sobretudo dos mais jovens, porque é aí que tudo começa, no incentivo à prática desportiva, na criação de hábitos saudáveis e também na promoção de valores como a cooperação, o respeito. E depois acabamos por ver este impacto alargar-se ao nível da saúde mental, da inclusão social, do sentimento de pertença de cada um destes jovens. Por isso, o desporto continua a ser uma categoria com enorme potencial no Bairro Feliz e gostávamos muito de desafiar, desde já, as associações e clubes de todo o país a participar.
A Associação Faisão é uma das causas vencedoras que personifica esse impacto de que a Catarina falava, utilizando o jiu-jitsu com fins terapêuticos e comportamentais para crianças com autismo. Ronaldo Luís, como é que uma arte marcial se transforma numa terapia e quais são os benefícios para o desenvolvimento e integração dessas crianças?
Essa é uma pergunta muito crucial. Onde se inicia ou a falta de conhecimento deixa de colocar os filhos para essa prática. Na verdade, quando a gente fala em jiu-jitsu, nós utilizamos como ferramenta pedagógica e terapêutica. É cuidadosamente adaptada às necessidades de cada criança. Então, dentro do tatame, torna-se o quê? Um ambiente estruturado, previsível e muito seguro, onde cada exercício é pensado em estimular competências essenciais e até mesmo o desenvolvimento cognitivo das crianças. Então, dentro das artes marciais, no caso, na modalidade do jiu-jitsu, a gente utiliza como fins terapêuticos para as crianças dentro do espectro autismo. Claro que a gente tem hoje mais de 130 crianças atendendo aqui em Amarante, com projeto de quatro anos, mas visando para os fins terapêuticos, trabalhamos o quê? Muito a coordenação motora, o equilíbrio, consciência corporal, autorregulação emocional, que é muito importante para as crianças dentro do espectro autismo, e a atenção, o controle dos impulsos, a capacidade de interação social. Então, quando a gente fala em arte marcial, com fins terapêuticos, a gente aborda todos esses quesitos. É muito além de ensinar técnicas de derrubar, de queda, mas a gente ensina o quê? Competência para que ele possa desenvolver, principalmente, autonomia e a inclusão com qualidade de vida. Claro, quando se fala em famílias, e a gente sempre tem um projeto de atrair as famílias, tem o objetivo, claramente, para que toda a família seja atingida.
Para estarem envolvidos também, não é?
Sim, estar envolvido. Nós realizamos alguns trabalhos dentro de hipermercado, já realizei um trabalho dentro do Pingo Doce. Então não é só dentro do tapete. É uma ferramenta que inicia dentro do tapete, porque é um ambiente controlado e, consequentemente, diante do convívio com o pai, estabelecendo algumas dificuldades que os pais têm, nós trabalhamos dentro de hipermercado, trabalhamos dentro do McDonald's, enfim, dentro de outras áreas, para que a criança, num contexto geral, tenha uma qualidade de vida bem significativa. A nossa função é que a sociedade tenha mais conhecimento da causa, para que possa receber não só os nossos alunos, mas todas as crianças que estão dentro do espectro.
Catarina do Carmo, o pedido da Associação Faisão foi muito concreto: adquirir mais tapetes, os tatames de luta, para conseguirem acolher mais crianças. Ver que o donativo do Pingo Doce vai direito à raiz daquilo que as associações precisam para crescer e tirar crianças da lista de espera, é a grande eficácia do programa Bairro Feliz, não é?
É verdade. Este é um exemplo perfeito daquilo que torna o Bairro Feliz tão eficaz. O pedido da Associação Faz-Um é muito concreto, mais tatames de luta para conseguir acolher mais crianças, mas o impacto disso é enorme. Ou seja, mais uma vez estamos a falar de dar uma resposta direta a uma necessidade concreta, que neste caso é tão simples quanto aumentar a capacidade de inclusão. E, portanto, quando nós vemos que um donativo como o do Pingo Doce vai exatamente à raiz daquilo que está a limitar o crescimento de uma associação, de a impedir de chegar a mais pessoas, percebemos o verdadeiro valor deste programa. Estes equipamentos não são apenas materiais, são oportunidades. Oportunidades para acolher mais crianças, para os integrar numa prática desportiva regular e para lhes dar um espaço seguro onde eles podem desenvolver competências físicas, emocionais e sociais. Nós sabemos o trabalho extraordinário que estas associações fazem no terreno, muitas vezes com recursos limitados, mas com um impacto absolutamente transformador. E isto é especialmente visível nas associações que trabalham a inclusão, seja com crianças em contextos mais vulneráveis, com necessidades especiais ou simplesmente com acesso limitado a atividades que estejam devidamente estruturadas. Estas associações são verdadeiros pontos de encontro e de crescimento para toda a comunidade, não apenas para as próprias. No fundo, o Bairro Feliz funciona porque está a escutar quem está no terreno. As associações sabem exatamente o que precisam.
As necessidades.
Exatamente. E quando nós conseguimos dar uma resposta de forma direta e eficaz, o impacto que estas associações têm multiplica-se. Nas crianças, nas famílias e em toda a comunidade, a bem dizer.
Ronaldo, estamos a terminar, mas gostava de saber, na prática, o que é que significou para a Associação Faz-Um receber estes novos tatames e conseguir dar uma resposta global a mais famílias. E já agora, que mensagem gostaria de deixar para motivar outras associações desportivas e inclusivas a aproveitarem os últimos dias de candidaturas à nova edição do Bairro Feliz?
Claro, com muito gosto a gente fala sobre isso. Inclusive, a gente tem o cheque dentro da associação, como evidência de tudo aquilo que a gente está construindo. Eu posso dizer que de uma área de 30 metros quadrados, hoje a gente está com 110 metros quadrados. Então de cada metro quadrado é uma criança a mais que a gente pôde atender, é uma peça como puzzle. Eu tenho agradecimento imenso, porque a gente saiu de uma média de 30, 40 alunos, hoje a gente tem 130 alunos. Ainda é só o começo. A gente agradece muito. No dia da abertura da urna, a gente estava lá, todos os alunos, fizemos uma festa no Pingo Doce, paramos tudo, vem a serpentina, vem música, dançamos. Eu acho que esse envolvimento da sociedade amarantina, toda a comunidade, é um trabalho nosso, de trazer realmente tudo. O Pingo Doce vem um divisor de águas para o nosso projeto e eu tenho certeza que as pessoas que aderirem esse projeto Bairro Feliz, se tiver uma proposta realmente que venha fazer a diferença na vida das crianças, ou qualquer outro projeto que venha fazer, o Pingo Doce está sendo um divisor de água para a gente.
As candidaturas para a sexta edição do Bairro Feliz estão a terminar, por isso não deixe de inscrever a sua causa. Catarina do Carmo e Ronaldo Luís, muito obrigada pelo vosso trabalho fantástico e pela partilha.
Obrigado, agradecemos.
Obrigada.
Muito obrigada. Quanto a mim, obrigado pela companhia ao longo destes oito episódios de "Viver num Bairro Feliz". Estamos de volta assim que tivermos mais uma causa que mexe com o nosso bairro. Até lá, já sabe, cuide de si e dos seus vizinhos.