No ano em que comemora meio século de vida, o Festival Internacional de Música de Espinho (FIME) continua a apostar na diversidade. As escolhas do diretor artístico resultaram em 13 momentos musicais, entre os quais um concerto de Richard Bona Group e uma recriação do grupo vocal Comedian Harmonists, que fez furor entre os anos 20 e 30 do século passado.

Após um fim de semana de arranque bem composto em termos de público, o FIME continua na quinta-feira com um concerto do quarteto de cordas Brodsky Quartet, às 22h00. O programa conta também com música de câmara, um concerto de orquestra, outro de música barroca, dois concertos de world music, um concerto de humor e ainda o festival júnior, dedicado aos mais novos.

João Pedro Santos, diretor artístico do FIME desde 2007, explicou ao Observador que a edição de 2014 dá continuidade à aposta na diversidade. E destaca dois momentos: o concerto da Orquestra Gulbenkian com o oboísta francês François Leleux, a 17 de julho, e a fusão entre música a música e o jazz proporcionada pelo concerto de Richard Bona Group, a 24 de julho.

Destaque ainda para o “júnior”, um festival dentro do festival, pensado para crianças entre os seis e os 11 anos. Este ano, o FIME recorreu a uma produção da Casa da Música, “Bach Be Cure”, que é “um casamento entre Bach, panelas e culinária”, descreveu João Pedro Santos ao Observador. O primeiro espetáculo sobe ao palco do Auditório de Espinho no domingo, 6 de junho, às 11h30. O segundo e último momento do “júnior” chama-se “Babar, o pequeno elefante” e pode ser visto no domingo seguinte, 13 de julho, à mesma hora.

No dia 10 de julho, cruza-se música e humor com estilo. Os Berlin Comedian Harmonists são a versão moderna dos Comedian Harmonists, grupo vocal de Berlim que fez furor na Alemanha entre 1928 e 1934. De acordo com a organização, os Berlin Comedian Harmonists irão contar a história desse grupo através das suas canções mais emblemáticas, num espectáculo intitulado “Veronika, der Lenz ist da“, que conta com a narração de Jorge Prendas (Vozes da Rádio).

Apesar dos 50 anos desde a primeira edição, o FIME vive este ano a 40ª edição, após algumas interrupções ao longo do percurso. O FIME está cá para durar? “Sim. Esperemos que sim!”, responde João Pedro Santos, adiantando que o orçamento foi de 120 mil euros este ano. Com a crise o festival foi alvo de cortes, mas a receita do diretor artístico tem sido “diminuir o número de concertos mas não abdicar da qualidade”.

Os bilhetes para cada concerto custam sete euros, três euros, no caso dos espetáculos inseridos no festival júnior. O encerramento está marcado para 25 de julho, com a Orquestra Clássica de Espinho e Carel Kraayenhof a atuarem juntos, ao ar livre, num concerto que terá entrada gratuita.