Mais de 300 bombeiros voluntários ficaram feridos em serviço este ano, a maioria no combate aos incêndios rurais, segundo um balanço hoje feito pela Liga dos Bombeiros Portugueses (LBP).
A LBP ressalva que os números podem ser maiores, uma vez que o reporte não é obrigatório, sendo a informação prestada pelo Fundo de Proteção Social do Bombeiro, gerido pela Liga para proteger os bombeiros e famílias.
De acordo com a LBP, 320 bombeiros ficaram feridos em serviço desde janeiro e um outro morreu em fevereiro em Campo Maior, no distrito de Portalegre, durante uma operação de patrulhamento devido ao mau tempo.
A LBP não tem estatísticas comparativas com 2025, mas um balanço feito pela LBP em agosto do ano passado dava conta de 213 bombeiros feridos, o que significa um aumento do número reportado este ano.
Em declarações à Lusa, o presidente da LBP, António Nunes, manifestou-se preocupado com estes números, salientando que o aumento está relacionado com as situações de risco que são cada vez maiores, nomeadamente a intensidade das chamas.
António Nunes afirmou que a maioria dos bombeiros ficou ferida durante o combate aos fogos rurais e incêndios urbanos, sendo poucos aqueles que sofreram ferimentos em acidentes rodoviários.
O responsável avançou que foi criado, no âmbito da Secretaria de Estado da Proteção Civil, um grupo de trabalho para rever os seguros a atribuir aos bombeiros voluntários em caso de acidente, tendo em conta que atualmente o limite de tratamento é 88 mil euros.