Uma higiene pessoal cuidada é uma das medidas mais importantes para evitar os maus odores produzidos pelo nosso corpo, no entanto uma escolha cuidada dos alimentos que ingerimos também pode ajudar. O alho provoca mau hálito, o álcool altera o cheiro do nosso suor e os espargos conferem um odor desagradável à urina. Escolhemos cinco tipos de alimentos que podem alterar os nossos odores corporais.

 

1. Alhos e cebolas

O hálito de quem come alhos ou cebolas é bem conhecido, mas o odor da transpiração também fica alterado. Após a digestão são libertados compostos sulfurosos voláteis – dito de outra forma, gases com cheiro a enxofre – que passam rapidamente para a corrente sanguínea chegando aos pulmões – onde é libertado com a expiração – ou às glândulas sudoríparas (que produzem o suor).

2. Álcool

Acontece muitas vezes nos transportes públicos. Pode sentar-se ao pé de alguém que aparenta estar sóbrio, que não tem o hálito caraterístico de quem ingeriu bebidas alcoólicas, mas cujo odor do corpo denuncia o consumo de álcool. Até pode nem ter sido naquele dia. O álcool que fica no sangue e que não é totalmente degradado acaba por ser expelido pelo suor criando o mau cheiro. Mesmo a urina pode ficar com um odor alterado. Neste caso a melhor solução é tomar um bom banho e beber muita água.

3. Café

Quem convive de perto com consumidores de café está familiarizado com o hálito destas pessoas. Como o café é diurético leva o corpo a perder mais água porque as pessoas que o consomem são obrigadas a urinar mais vezes. Além do odor que a urina emite quando elimina o café ingerido, também a boca fica cada vez mais mal cheirosa – as bactérias desenvolvem-se mais na boca ressequida. Experimente beber um copo de água depois do café e verá que parte do problema fica resolvido.

4. Caril e cominhos

O caril, os cominhos e outras especiarias podem rapidamente transformar uma refeição pelos sabores intensos que conferem aos alimentos. Mas transformam também a sua vida, porque o cheiro que lhe ficará nos poros, literalmente, durante dias. Um estudo da Universidade da Califórnia defende mesmo que uma dieta pré-natal rica em especiarias pode condicionar o cheiro do recém-nascido.

5. Espargos

Como é que um alimento aparentemente inodoro pode conferir um aroma a couve cozida à urina? Os responsáveis são os compostos ricos em enxofre que se degradam em moléculas mal cheirosas. Mas nem todas as pessoas sofrem deste problema odorífero, na ausência de um gene específico são incapazes de decompôr estes compostos de enxofre.

 

Pelo contrário, os legumes verdes ricos em clorofila, como os espinafres e os agriões, ajudam a refrescar o corpo e a prevenir os maus odores. Curiosamente, a clorofila foi administrada oralmente nos anos 1940 e 1950 como desodorizante interno de pacientes com feridas fétidas.

De qualquer forma a marca é sua e a origem possivelmente genética – uma assinatura odorífera que ficou definida num momento precoce da sua vida e que permitiu que os seus pais fossem capazes de o reconhecer pelo cheiro, para eles completamente diferente de qualquer outro bebé.