Arte

Concetta vê quase 100 milhões de cores e tenta pôr isso nos seus quadros

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É um fenómeno raro e mesmo as pessoas que o têm nem sempre se apercebem dele. Chama-se tetracromatismo e está a ajudar uma artista australiana a divulgar os seus quadros.

A artista pinta desde os sete anos

Do Facebook de Concetta Antico

Autor
  • João Pedro Pincha
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A folha de uma árvore é verde, certo? Para a esmagadora maioria dos seres humanos, verde é a única cor que é visível. Para Concetta Antico, uma artista australiana, cada folha é verde, vermelha, roxa: é “um mosaico de cores”. Ela é uma das poucas pessoas no mundo que têm a capacidade de ver perto de cem milhões de cores, quando a generalidade dos humanos vê um milhão.

Concetta Antico é tetracromata, ou seja, tem quatro tipos de cones oculares – células do olho que percecionam as cores -, em vez dos habituais dois ou três, que as outras pessoas têm. Isto permite-lhe captar mais variações de cores do que o olho humano geralmente consegue ver. Alguns animais, nomeadamente algumas espécies de aves e peixes, têm os quatro tipos de cones, mas nos humanos parece tratar-se de um fenómeno raro, que os cientistas acreditam verificar-se em cerca de 1% da população mundial, e que tem mais incidência nas mulheres do que nos homens.

“A diferença entre uma tetracromata e alguém com uma visão normal não é tão dramática como a diferença entre um daltónico e uma pessoa com visão normal”, explica Kimberly Jameson, da Universidade da Califórnia, nos Estados Unidos, que tem estado a estudar o caso de Concetta há mais de um ano. Segundo esta especialista, uma vez que o olho dos tetrocromatas tem quatro tipos de cones, a comunicação com o cérebro é ainda misteriosa, mas uma das hipóteses em estudo é a de que o cérebro tem de ser treinado para se aperceber de um espectro de cores maior. Parece ter sido o caso de Concetta, que pinta desde os sete anos e sempre foi “fascinada pela cor”, diz.

É muito difícil provar empiricamente a existência do tetracromatismo nos humanos, porque nenhuma pessoa tem uma noção exata do que os outros veem. Mas, no caso de Concetta, os testes preliminares parecem ter provado cientificamente o fenómeno e os seus quadros, muito coloridos, começam agora a ganhar fama.

“Um dos meus objetivos é levar as pessoas a gostarem da Terra. Fico feliz apenas por acordar e olhar para uma flor. O meu objetivo principal é divulgar a minha arte e ajudar as pessoas a olhar para o seu planeta. Quero que se preocupem com ele, que o amem e o salvem”, disse Concetta Antico ao Huffington Post.

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