O presidente do Governo da Madeira afirmou esta terça-feira que a Região vai receber 80 milhões de euros para compensar a perda de verbas do fundo de coesão, não antecipando qualquer problema quanto ao próximo Orçamento do Estado.
Miguel Albuquerque reuniu-se nesta terça-feira com o primeiro-ministro, Luís Montenegro, para negociar questões relacionadas com o Orçamento do Estado para 2027.
Em declarações aos jornalistas à entrada para o Conselho Nacional do PSD, o líder do PSD-Madeira afirmou que a reunião correu “muito bem”.
“A Madeira, neste momento, pela atual lei das finanças regionais, não tem direito ao fundo de coesão. E porquê? Porque o fundo de coesão, na atual lei, erradamente está indexado à subida do Produto Interno Bruto”, considerou.
O líder do Governo Regional entende que a Madeira deve continuar a ser compensada pelo custo da insularidade, através do Orçamento do Estado, visão partilhada pelo líder do executivo PSD/CDS-PP.
“Há sempre uma compensação que o primeiro-ministro decidiu e bem dar à Madeira nesse quadro. Essa compensação está assegurada e, neste momento, acho que as coisas estão bem encaminhadas”, afirmou, estimando esse valor em cerca de 79 milhões.
Na conversa, foi também abordada a necessidade de ser “aprovado rapidamente” o novo regime do Centro Internacional de Negócios da Madeira, outra garantia que disse ter recebido do primeiro-ministro.
Questionado se não antecipa então problemas quanto ao sentido de voto dos deputados do PSD eleitos pela Madeira no OE2027 – como já aconteceu em anos anteriores -, respondeu negativamente.
“Da minha parte, não há nenhum problema, desde que as coisas estejam a correr em conformidade com aquilo que foi acordado com o primeiro-ministro, não há nenhum problema”, disse.
Outro problema já resolvido, segundo Albuquerque, foi “a questão pendente do segundo helicóptero para os fogos”.
“O segundo helicóptero já está lá, graças à inteligência do primeiro-ministro e também do ministro da Administração Interna, e neste momento acho que a situação está mais ou menos resolvida”, afirmou.
[Annie está de volta a Havana. Apesar das relações privilegiadas com altas figuras do regime, quer viver como os cubanos, divertir-se como os cubanos e… sofrer como os cubanos. Mas continua a ser filha do diretor da PIDE. E Fernando Silva Pais e Armanda Palhota não estão dispostos a deixá-la passar tão facilmente para o lado do inimigo. Já pode ouvir o terceiro episódio de “Os Escândalos de uma Revolucionária”, o novo Podcast Plus do Observador. Está disponível no site do Observador, na Apple Podcasts, no Spotify e no YouTube.]