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Subir ao altar com pernas robóticas

Este artigo tem mais de 5 anos

Enquanto alguns fogem do altar, outros utilizam a tecnologia para conseguir chegar até lá. É o caso do americano Matt Ficarra que enfrentou a paraplegia com a ajuda de um exosqueleto robótico.

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Facebook, Buzzfeed/Eksobionics

Facebook, Buzzfeed/Eksobionics

Uma história de amor como muitas outras. Matt Ficarra conheceu Jordan Basile na faculdade há seis anos. Ele, frequentador assíduo de festas e jogador da equipa de lacrosse. Ela, uma estudante sonhadora em busca da independência. Ainda se encontraram depois da universidade, mas nada aconteceu. Até que em 2011, Matt envolveu-se num acidente de barco e partiu o pescoço ficando paralisado do peito para baixo. A partir de amigos comuns, Jordan reaproximou-se e pouco a pouco começaram a sair. Fim da história? Não para a ciência.

Em dezembro de 2013, Matt prometeu a Jordan que caminharia até o altar para casar-se com ela e segundo conta o Buzzfeed, ele conseguiu – com a ajuda de um exosqueleto robótico. A cerimónia aconteceu no último sábado na cidade americana de DeWitt, no estado americano de Nova Iorque, e contou com a presença de familiares e amigos.

Matt soube da existência do exosqueleto através do seu médico, que conhecia o projeto da clínica de reabilitação Good Shepherd Rehabilitation Center na cidade de Allentown, na Pensilvânia. Uma vez por semana, ele conduzia cerca de três horas para praticar com o modelo chamado EKSO, definido pela empresa homónima fabricante como um “wearable biónico”. Quarenta hospitais nos Estados Unidos dispõem da tecnologia e a maioria está destinado exclusivamente para militares veteranos da guerra.

Para Matt Ficarra a única dificuldade em usar o exosqueleto era a viagem até a clínica de reabilitação. “Foi surpreendentemente fácil e natural aprender a usá-lo. Era apenas horrível ter de conduzir três horas e meia em cada sentido, uma vez por semana, para caminhar durante uma hora”, afirmou ao Buzzfeed. Para o pai, Frank Ficarra, o filho é um exemplo de força de vontade. “É espetacular, estou muito orgulhoso. Ele é determinado e realiza tudo o que se propõe a fazer. Ele não desiste de nada”.

Os próximos planos? Conseguir o próprio modelo, já que o usado durante o casamento foi emprestado pelo centro de reabilitação. Matt já abriu um projeto de financiamento online e espera alcançar o valor equivalente a cerca de 78 mil euros. “Eu gostava que o máximo de pessoas possível soubessem que as coisas podem ser superadas e que deviam viver as suas vidas ao máximo”, conclui.

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Matt Ficarra e Jordan Basile casaram-se no último sábado na cidade de DeWitt.

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