A cerimónia de formalização da transferência inicia-se às 11h00, no número 64 da Rua do Açúcar, local onde se localiza o também denominado Centro de Apoio Social de Lisboa, sendo esperados o presidente da Câmara de Lisboa, António Costa, e o provedor da Santa Casa da Misericórdia de Lisboa, Pedro Santana Lopes.

Através desta escritura, os terrenos e os equipamentos do albergue passam para a gestão da Santa Casa, permitindo, assim, o início da reestruturação do espaço, que terá um custo inicial de 5 milhões de euros, suportado pela instituição.

O que a Santa Casa pretende é acabar com o estigma do albergue, conhecido por abrigar indigentes. “As pessoas em geral sabem o que quer dizer Mitra, têm ideia de um espaço para onde vão as pessoas que vivem muito mal. Isso tem acontecido ao longo dos anos. A nossa ideia é transformar este num espaço aberto à cidade e ajudarmos as pessoas que aqui vivem a integrarem-se mais e melhor na comunidade, a tratar da sua saúde, a tratar das suas condições básicas de higiene, de vida e depois dar-lhes ocupação e entretenimento”, afirmou Pedro Santana Lopes na cerimónia que marcou o lançamento oficial do projeto, em setembro.

Para isso, serão criadas infraestruturas como uma unidade de saúde aberta 24 horas por dia, um restaurante, residências, um centro de acolhimento de emergência, uma lavandaria e uma quinta, entre outras. Segundo Santana Lopes, a empreitada deverá demorar dois anos, mas as infraestruturas não abrem só no final da obra, mas antes à medida que estiverem prontas.

O Albergue da Mitra acolhe atualmente 76 utentes, 54 dos quais com dificuldade de mobilidade e quatro acamados, no Edifício Tejo. No pavilhão 4, estão 18 idosos nas mesmas condições. O objetivo é apoiar ao todo mais de 500 pessoas, residentes no albergue e não só.