A defesa do emprego, do trabalho com direitos, de aumentos salariais e do Estado social vai esta quinta-feira levar trabalhadores de todo o país a participar em ações de luta, que vão desde greves totais ou parciais a concentrações.

A CGTP convocou este “Dia Nacional de Indignação, Ação e Luta” para mostrar ao Governo e aos patrões que não aceitam a destruição da contratação coletiva, a destruição do emprego e a precariedade e prevê a participação de “muitos milhares de trabalhadores”.

O secretário-geral da CGTP, Arménio Carlos, vai acompanhar várias ações de luta, deslocando-se a várias empresas da zona da grande Lisboa, durante a manhã, cujos trabalhadores estão em greve.

Arménio Carlos vai juntar-se, nomeadamente, aos trabalhadores da SAINT GOBAIN SEKURIT, em Santa Iria da Azoia, que estão em greve pelo aumento dos salários e pela passagem ao quadro de pessoal efetivo dos trabalhadores das empresas prestadoras de trabalho temporário a laborar na empresa.

O sindicalista participa ainda no desfile dos trabalhadores do Arsenal do Alfeite e da Câmara Municipal de Almada, contra a privatização de serviços, pelo horário das 35 horas de trabalho, a reposição dos salários “roubados” e a defesa e melhoria dos serviços públicos prestados à população.

À tarde, Arménio Carlos vai participar na concentração, no Campo Grande, de trabalhadores dos Super e Hipermercados pelo aumento dos salários, defesa dos direitos e pelo cumprimento dos horários e descansos semanais.

O líder da Intersindical termina o seu périplo participando na concentração, junto ao Ministério da Economia, de trabalhadores da UNICER, que estão em greve para protestar contra os despedimentos na empresa.

Este dia de luta da CGTP privilegia os protestos setoriais e regiões numa tentativa de desbloquear processos de contratação coletiva que possam resultar em melhorar as condições de trabalho, nomeadamente os salários, disse à agência Lusa Armando Farias, do executivo da Inter.

Segundo informação da central, no setor da indústria “muitos milhares de trabalhadores vão estar em luta”, nomeadamente na Camo, no Porto, na Ct Cobert Telhas, em Torres Vedras, na EMEF, a nível nacional, na Inapal, no Complexo Auto-Europa e na Trofa, na Imprensa Nacional Casa da Moeda, em Lisboa, e na Petrogal, na refinaria de Leça da Palmeira e no Complexo de Sines.

Para o setor dos transportes está marcada uma greve de 24 horas na CP/Carga.

Nos setores do Comércio, Serviços, Hotelaria e Restauração, vão decorrer greves nas principais empresas que têm a concessão de cantinas e refeitórios das grandes unidades industriais, hospitais, escolas e Universidades e nos supermercados Pingo Doce.

Na Administração Local estão também previstas greves e manifestações em defesa da contratação coletiva e do horário de 35 horas em autarquias como Alcácer do Sal, Almada, Arganil, Barreiro, Batalha, Braga, Cantanhede, Cascais, Chamusca, Faro, Figueira da Foz, Grândola, Gondomar, Loures, Salvaterra de Magos, Santiago do Cacém, Santo Tirso, Seixal, Sertã, Setúbal, Sines, Sintra, Tábua, Tavira e Vila Franca de Xira.

A Federação Nacional dos Professores (FENPROF) também se associou à jornada de luta com o objetivo de repudiar a proposta de orçamento do Estado para 2015 e defender os serviços públicos, nomeadamente a escola pública.

Neste âmbito, os sindicatos da FENPROF vão realizar plenários e reuniões nas escolas e distribuir às comunidades educativas locais um texto informativo sobre a ação negativa do Governo na Educação.