Arte Contemporânea

Estátua do rei Juan Carlos censurada em Barcelona

217

A obra mostra o rei Juan Carlos numa posição submissa, o que levou o Museu de Arte Contemporânea de Barcelona a cancelar a exposição onde a estátua se incluía.

A obra pertence a Ines Doujak e a John Barker

O Museu de Arte Contemporânea de Barcelona (MACBA) decidiu cancelar a exposição “A Besta e o Soberano”, que incluía uma obra polémica da artista austríaca Ines Doujak. A estátua chama-se “Haute Couture 4. Transport”. A notícia foi publicada pelo El Mundo.

Feita de papel machê, a obra representa um pastor alemão a ter sexo com a líder boliviana Domitila Barrios de Chúngara, enquanto esta faz o mesmo a Juan Carlos I. O rei é apresentado de joelhos a cuspir um ramo de flores para um monte de capacetes nazis da SS. Na inauguração da obra, Doujak disse que a peça “joga com as relações de poder e subverte-as”.

Já o diretor do MACBA, Bartomeu Marí, admite que “é uma imagem muito sensível” cujo conteúdo “não se deve vincular ao museu”. Para ele, este não é um caso de censura, mas apenas de mera decisão da entidade. Ainda assim, os comissários da exposição recusam-se a retirar a obra da exposição no museu. Foi por isso que o Museu de Arte Contemporânea de Barcelona decidiu cancelar toda a exposição, onde constavam peças de 30 artistas internacionais.

“A Besta e o Soberano” recebeu o nome do último seminário liderado pelo filósofo francês Jacques Derrida, que se dedicava a estudar os limites da soberania política na tradição metafísica. Marí lamenta o cancelamento da inauguração e diz que “em 25 anos de carreira nunca tinha visto nada similar”. Apesar do mal-entendido, o museu pretende continuar a trabalhar com a artista.

Atualização (20/3/2015 às 21h20): A direção do MACBA voltou atrás e decidiu abrir a exposição, este sábado, com a polémica escultura. Bartomeu Marí, o diretor do museu, pronunciou-se através de uma carta aberta publicada pelo El País.

Partilhe
Comente
Sugira
Proponha uma correção, sugira uma pista: observador@observador.pt
Paris

A morte das catedrais

António Pedro Barreiro
476

A separação forçada entre a beleza e a Fé é lesiva para ambas as partes. O incêndio em Notre-Dame recorda-nos isso. Recorda-nos que as catedrais não são montes de pedras.

Mar

Bruno Bobone: «do medo ao sucesso»

Gonçalo Magalhães Collaço

Não, Portugal não é uma «nação viciada no medo» - mas devia realmente ter «medo», muito «medo», do terrível condicionamento mental a que se encontra sujeito e que tudo vai devastadoramente degradando.

Só mais um passo

1
Registo
2
Pagamento
Sucesso

Detalhes da assinatura

Esta assinatura permite o acesso ilimitado a todos os artigos do Observador na Web e nas Apps. Os assinantes podem aceder aos artigos Premium utilizando até 3 dispositivos por utilizador.

Só mais um passo

1
Registo
2
Pagamento
Sucesso

Detalhes da assinatura

Esta assinatura permite o acesso ilimitado a todos os artigos do Observador na Web e nas Apps. Os assinantes podem aceder aos artigos Premium utilizando até 3 dispositivos por utilizador.

Só mais um passo

Confirme a sua conta

Para completar o seu registo, confirme a sua conta clicando no link do email que acabámos de lhe enviar. (Pode fechar esta janela.)