A coreógrafa Olga Roriz revisita esta sexta-feira a peça “Propriedade Privada”, no Centro Cultural de Belém (CCB), em Lisboa, para assinalar os 20 anos da companhia em nome próprio.

Estreada em 1996, no Teatro Nacional São João, no Porto, no âmbito de uma homenagem aos 100 anos do cinema, esta coreografia assinala este mês, também, os 40 anos de carreira de Olga Roriz, um dos nomes mais destacados da dança em Portugal.

“Propriedade Privada” é “construída de uma matéria espessa proveniente da mistura de cimento, desejo, sonhos passados, mentiras, cal, jogos perversos, dor, uma câmara escondida, água, tempo que passa, sangue e perigo eminente”, sublinha um texto de Olga Roriz sobre a peça.

Com direção e figurinos Olga Roriz, cenário de João Mendes Ribeiro, colagem musical de Ludger Lamers e desenho de luz de Clemente Cuba, a interpretação é de Beatriz Valentim, Carla Ribeiro, Marta Lobato Faria, Sylvia Rijmer, André de Campos, Bruno Alexandre e Bruno Alves.

“Propriedade Privada” será apresentada novamente, no sábado, no CCB.

Nascida em Viana do Castelo, em 1955, Olga Roriz, estudou ballet clássico e dança moderna com Margarida Abreu e Ana Ivanova, ingressou na Escola de Dança do Conservatório Nacional de Lisboa e tornou-se primeira bailarina do Ballet Gulbenkian, onde foi depois convidada a coreografar.

Em 1995, viria a criar a Companhia Olga Roriz, que atualmente está instalada no Palácio Pancas Palha, cedido pela Câmara Municipal de Lisboa.