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Muito boa noite. Começamos este jornal com a atualidade internacional. Já são conhecidos os resultados finais das eleições em Israel, confirmam a vitória do Likud, partido de Benjamin Netanyahu, mas sem maioria no Parlamento. O bloco liderado pelo primeiro-ministro israelita conquistou 53 deputados, contra 48 da oposição, liderada por Gadi Eisenkot. Ambos ficam aquém dos 61 lugares necessários para garantir a maioria no Parlamento. Os partidos árabes conseguiram também um resultado histórico, com 19 deputados eleitos e podem ser decisivos para a formação de um novo governo israelita. Os resultados vão agora ser entregues, de forma oficial, ao presidente de Israel no dia 4 de novembro. A tomada de posse do novo Parlamento está marcada para o dia 10. Em Espanha, a colisão dos dois comboios de alta velocidade em Toledo aconteceu a uma velocidade estimada entre os 160 e os 200 km/h. Estes novos dados constam do primeiro relatório técnico sobre o acidente, citado pelo jornal espanhol "El País". No entanto, só será possível perceber a velocidade exata a que circulavam os comboios depois de analisada a caixa negra do comboio que estava em movimento. As autoridades espanholas sublinham que a investigação ainda está numa fase inicial e que as causas do acidente continuam em aberto. Entretanto, o Instituto de Medicina Legal de Toledo e Cidade Real já recebeu os corpos dos 69 mortos. Por cá, as escolas privadas continuam a dominar os rankings do ensino em Portugal. As classificações relativas a 2025 confirmam a tendência que se tem mantido nos últimos anos. Acontece tanto no ensino básico como no secundário. No ensino secundário, nota que o grande Colégio Universal, no Porto, lidera pelo segundo ano consecutivo. Das 50 escolas com melhores médias nos exames nacionais, apenas três são escolas públicas. No ranking da equidade, que avalia o sucesso escolar dos alunos mais carenciados, o número de escolas com resultados abaixo do esperado também voltou a aumentar. No nono ano, mais de metade das escolas melhoraram a média, ainda assim, foram menos que no ano anterior. Dar conta que também no sexto ano, a Matemática foi a disciplina com melhores resultados, à frente de História, Geografia e Português. Já no quarto ano, os alunos conseguiram melhores resultados em Inglês do que a Português e Matemática. Pode olhar com mais detalhe para os rankings completos no site do Observador, com os resultados por escola, conselho ou disciplina. Os polícias prometem voltar aos protestos caso o governo não apresente propostas de valorização salarial. Mais de mil agentes das forças de segurança manifestaram-se esta quinta-feira, em Lisboa, para exigir melhores condições de trabalho. Os polícias dirigiram-se ao final da tarde até à residência oficial do primeiro-ministro e foi aí que César Nogueira, presidente da Associação de Profissionais da Guarda, garantiu que as forças de segurança tencionam voltar aos protestos se o governo nada mudar.
Se as questões não ficarem resolvidas, no entanto, nesses próximos tempos ou para a semana, que foi pelo menos isso que nos indicaram, que nos primeiros dias de novembro, que é já para a semana, não houver essa tal reunião, a apresentação de uma proposta concreta pra podermos negociar, logicamente que iremos continuar com protestos. Podemos ser com ações de rua, como outras coisas que podemos avaliar. Não vamos baixar os braços à espera que, só porque marcamos esta última manifestação maior, que a partir daqui não vamos fazer mais nada. Logicamente que iremos continuar caso as coisas não mudem.
Garantia do presidente da Associação de Profissionais da Guarda, que apela ao executivo que apresente uma proposta de negociação já nos próximos dias. Sobre a atuação policial nas recentes manifestações, o presidente da Associação Sindical dos Profissionais da Polícia, Paulo Santos, saiu em defesa dos agentes.
As populações têm que entender, e normalmente quando se faz apreciações a quente, ficam sempre um pouco inquinadas. Mas a verdade é que a PSP, os operacionais da PSP, têm dado provas daquilo que é o seu profissionalismo e todos sabemos da complexidade e da exigência da missão. Mas não nos esqueçamos de uma coisa: os profissionais no terreno cumprem as ordens que são emanadas superiormente. Agora, se as ordens são dadas politicamente ou operacionalmente, isso caberá dizer ao senhor diretor nacional da Polícia de Segurança Pública.
Questão deixada por Paulo Santos, presidente da Associação Sindical dos Profissionais da Polícia, no final da manifestação desta quinta-feira. Continuamos a falar de protestos. Os manifestantes pela habitação, no Porto, querem reunir com o presidente da Câmara, Pedro Duarte, no dia 9 de novembro. Sugerem que o encontro aconteça no Teatro Rivoli. Os manifestantes aprovaram também esta quinta-feira uma concentração junto aos Passos do Conselho, marcada também para esse dia, 9 de novembro, dia em que está marcada uma reunião extraordinária da Assembleia Municipal do Porto para debater precisamente questões relacionadas com a habitação acessível na cidade. As propostas dos manifestantes foram votadas esta noite numa assembleia popular que juntou cerca de 300 pessoas na Praça Dom João I. Também na capital aconteceu mais uma assembleia popular no Rossio, desta vez com um registo diferente. Foram apresentadas várias propostas sobre a forma como o movimento se deve organizar e tomar decisões. Essas propostas só vão ser votadas hoje, sexta-feira. O principal destaque vai para a nova manifestação marcada para este sábado, às 16h, com partida do Largo de Camões em direção ao Rossio. À semelhança do que aconteceu no passado fim de semana, os manifestantes preveem voltar a montar tendas. Ainda assim, a decisão final sobre essa acampada só vai ser tomada na assembleia desta sexta-feira. A polícia já tem conhecimento destes novos avisos para as acampadas previstas para sábado. À Rádio Observador, o porta-voz da PSP, Sérgio Soares, reitera que a polícia tentou, em todas as ocasiões Dar primazia ao diálogo explica que já está a ser preparado o acompanhamento destes novos protestos.
Estamos a fazer a nossa avaliação, recolhendo informações, recolhendo notícias, para depois podermos fazer o melhor planeamento para acompanhar com segurança, garantindo a ordem pública. Nós, da nossa parte, esperamos que, e como temos feito, temos numa primeira fase, a nossa primazia tem sido pela via do diálogo. Nós esgotamos nas várias manifestações a via do diálogo. Aliás, encetamos esforços para levar até ao limite a via do diálogo, da mediação, da sensibilização, para mostrar aos promotores e aos manifestantes que se estavam a manifestar, tanto na Praça Dom João I, no Porto, como na Praça Dom Pedro IV, em Lisboa, que têm todo o direito à manifestação. Todavia, há limites impostos pela lei.
Sérgio Soares, o porta-voz da PSP, em entrevista à Rádio Observador. O primeiro-ministro diz que o governo não está pressionado perante a crise da habitação e quis passar novamente a mensagem de que o executivo está a trabalhar para resolver o problema.
Não é uma questão de sentir pressão, é uma questão de compreender, de ouvir, mas também de dizer às pessoas que nós estamos a resolver o problema. É que estamos mesmo. E eu acredito, com o tempo, que é necessário. Repare bem, se nós durante 10 anos praticamente não construímos casas, alguém, a falar verdade e com seriedade, consegue dizer que as casas estão prontas amanhã? Sinceramente. É que nós já entregámos, naquilo que depende de nós, em que somos nós os promotores, 32 mil casas.
Luís Montenegro, que foi recebido esta quinta-feira em Viseu com alguns protestos. O primeiro-ministro garante que o governo está aberto ao diálogo com os restantes partidos, mas que para tal é preciso haver cedências de ambas as partes. O ministro da Economia diz que a execução total do PRR é uma conquista nacional. Manuel Castro Almeida ressalva que falta ainda algum trabalho cirúrgico.
Eu gostava que este facto dos 100% de execução do PRR fossem encarados como uma conquista de Portugal. Nós agora temos um trabalho delicado, cirúrgico, que é avaliar os contratos que foram assinados e que não estão cumpridos. Nós vamos propor aos seus signatários, aos contratantes, um aditamento ao contrato, na condição de as partes se comprometerem a executar a obra, já não no prazo inicialmente previsto, mas até 31 de dezembro de 2027.
Declarações do Ministro da Economia na audição parlamentar desta quinta-feira. Manuel Castro Almeida explica que o governo vai ser flexível com os contratos do PRR já assinados e que ainda não foram cumpridos. No futebol, o Benfica venceu esta noite o Gil Vicente e vai marcar presença na Final Four da Taça da Liga. Os encarnados venceram os gilistas por quatro bolas a uma. Destaque para Lukebakio, que bisou. Sudakov e John Duran apontaram os outros dois gols para os encarnados. O Gil Vicente ainda reduziu por intermédio de Lawson, mas ficou então 4 x 1 para o Benfica, que segue em frente na Taça da Liga. No final do jogo, Luís Pinto, técnico do Gil Vicente, criticou a despenalização de John Duran, que depois de um recurso apresentado pelo Benfica, viu anulada a expulsão frente ao Santa Clara, o que fez com que pudesse jogar esta partida. Luís Pinto diz que ficou admirado com a presença do jogador na ficha de jogo e deixa duras críticas à Federação Portuguesa de Futebol.
Quero ver se agora para a semana tenho o Aisp disponível para jogar contra o Vitória na segunda-feira.
Acredita que isso vai acontecer?
Claro que não acredito nada, não vale a pena, mas temos o futebol que queremos ter. Nós temos o futebol que queremos ter. Temos a Final Four que querem ter, com três equipas grandes e com um outsider. Os parabéns ao Famalicão por ter passado. E o Benfica faz uma exibição muito boa, uma exibição que não deixa dúvidas daquilo que é quem é que devia ter sido o vencedor. Nós batemo-nos muito bem, mas temos aquilo que o futebol português quer ter.
Sobre o mesmo tema, Marco Silva não quis responder diretamente ao técnico do Gil. Frisou, no entanto, que o jogador do Benfica foi expulso injustamente e por isso concorda com a decisão.
Ganhámos por números expressivos, uma vitória justa. O objetivo era claramente estar na Final Four, uma competição importante para nós e lá estaremos. Em relação ao que disse ou às declarações do Luís, eu não vou comentar o que ele disse. Ele falou do estado do futebol português. Todo este barulho foi criado porque o João não devia ter sido expulso. Tão simples como isso. Vocês mostraram, eu falei convosco no final do jogo, se o jogador não deveria ter sido expulso, o Benfica não pode ficar calado.
Declarações de Marco Silva aos microfones da Sport TV depois de carimbar a presença na Final Four da Taça da Liga. Nota também para o Famalicão, venceu nas grandes penalidades o Sporting de Braga e junta-se assim aos três grandes nesta fase final da competição. É o ponto final neste jornal das 16h. A informação regressa à Rádio Observador às 05:00. Até lá.