Mesmo que não jogue videojogos – o que é pouco provável para quem tem um smartphone ou um tablet – possivelmente já ouviu falar ou leu alguma referência à E3 em Los Angeles, o evento de videojogos mais mediático, onde todos os anos são reveladas — com muito fumo e espelhos — as novidades que podemos esperar nesse ou no ano seguinte. Mas curiosamente, embora sendo o mais falado, a E3 não é o maior evento de videojogos do mundo. Para isso só precisamos de dar um salto até Colónia, na Alemanha.

A Gamescom é a maior celebração mundial dos videojogos, aberta ao público, à indústria e aos media. Na edição de 2014 contou com a presença de 335 mil visitantes ao longo de 5 dias. No interior de 10 enormes pavilhões do gigante complexo de congressos de Colónia, as editoras – dos colossos da indústria aos pequenos estúdios independentes – disponibilizam os seus próximos lançamentos para serem jogados por todos. E numa indústria que cada vez mais assenta no modelo das pré-reservas, experimentar as novidades vários meses antes de saírem para o mercado é extremamente apetecível para os consumidores.

O Rubber Chicken, parceiro do Observador na área dos videojogos, vai estar presente na Gamescom 2015 (de 5 a 9 de agosto) com seis especialistas, para aquela que vai ser a maior cobertura que um meio nacional alguma vez fez a este evento. Porquê seis pessoas? Porque vamos experimentar centenas de jogos e desta forma podemos dar atenção às editoras mais famosas mas também àquela equipa de 5 pessoas que está a tentar lançar um pequeno jogo inovador no mercado. As histórias sobre os grandes são as mais procuradas, mas são normalmente os pequenos que nos proporcionam as narrativas mais interessantes. O Rubber Chicken vai estar presente também na GDC Europe (3 e 4 de Agosto), um evento de dois dias anterior à Gamescom onde os criadores dos videojogos estão presentes em várias palestras que abordam todas as áreas envolvidas na criação dos videojogos.

Pequenos e grandes, todos vão apostar em grande numa feira cujas tendências deste ano, escolhidas pela organização, foram: a Realidade Virtual; os Videojogos como Estilo de Vida; e Ideias Criativas, Grandes Sucessos. Só a PlayStation se está a mostrar pouco interessada na Gamescom este ano – afirmando esperar pela Paris Games Week no final de outubro – mas queremos acreditar que a Sony não está é a querer admitir que não tem praticamente nada de relevante para mostrar ou lançar este ano.

Ao longo destes dias vamos produzir vários conteúdos exclusivos, sobre temas e histórias que interessam a todos, sejam ou não jogadores. Esteja atento.

Miguel Tomar Nogueira, Rubber Chicken