A Cimpor registou um prejuízo de sete milhões de euros no primeiro semestre de 2015, o que compara com os 200 mil euros negativos registados há um ano, segundo comunicou a empresa à Comissão do Mercado de Valores Mobiliários.

Ainda entre janeiro e junho, face a período homólogo, houve uma queda de 3,3% do EBITDA (resultados antes de impostos, juros, amortizações e depreciações) para 288,7 milhões de euros, o que a cimenteira atribui à “adversidade observada no Brasil”.

Já o volume de negócios subiu 4,8% para 1.243 milhões de euros, com o efeito da crise no Brasil a ser compensado pela “evolução favorável dos preços e câmbio médios”, assim como pela melhoria de mercados como Argentina, Paraguai, Moçambique e mesmo Portugal e África do Sul.

Apenas sobre o segundo trimestre, entre abril e junho, o resultado líquido foi positivo em 10,2 milhões de euros. Quanto à dívida, esta era de 3.450 milhões de euros no final do semestre, menos 3% do que em junho de 2014.

O relatório hoje divulgado, com os resultados do primeiro semestre, indica ainda que a assembleia-geral de acionistas propôs que não fossem distribuídos dividendos relativos a 2015.

Já para o período que terminou a 30 de junho de 2014, foi decidido pagar um dividendo de 0,0029 euros por ação, no total de 1,9 milhões de euros.

Também hoje a Cimpor informou que designou Paulo Sérgio de Oliveira Diniz para o Conselho de Administração da empresa, em substituição de Claudio Borin Guedes Palaia, que renunciou ao cargo. Paulo Diniz ficará também na Comissão Executiva.