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Informação. Notícias das 18h com o João Lourenço. E João, no Porto, a manifestação já chegou à Praça Dom João I.
Uma marcha que começou na Praça da Batalha, perto das 16h, já está no local onde estas manifestações pela habitação iniciaram há cerca de duas semanas. Laura Figueiredo, novamente em direto neste noticiário das 18h. O que dizem os organizadores da manifestação acerca desta tarde de sábado?
Já vamos ouvir, vamos falar aqui com um dos porta-vozes. Primeiro, só dar de conta de que quando o protesto chegou aqui, estavam já muitas pessoas nas partes laterais e também na parte superior da praça, à espera dos manifestantes. E são pessoas de todas as idades, famílias com crianças, vê-se de tudo um pouco. Agora, neste momento, estão a cantar "Grandola, Vila Morena", uma música que temos já ouvido aqui ao longo de toda a semana. E dar conta também de que aqui na praça estão já várias coisas da organização do protesto, muitas mantas empilhadas, colchões, cadeiras de campismo. Nota-se também o esforço da parte do movimento para que tudo esteja extremamente organizado. Hoje há mesmo placas a indicar as zonas das coisas. Vemos, por exemplo, placas a indicar as lonas, produtos de higiene, lixo. Está tudo organizado por secções e identificado. Vamos então ver aqui com um dos porta-vozes, Pedro Manuel. Boa tarde. Vemos então aqui tudo organizado. Preveem passar aqui a noite ou é uma decisão que ainda vai ser tomada?
Claro, a forma em que isto vai acontecer vai ser decidida em coletivo, mas a pretensão, a ideia, é passar cá a noite. Já temos, como bem disse, tudo organizado da forma que sempre foi desde o início esta manifestação. Cada vez mais pessoas juntaram-se, contribuíram com as suas ideias, habilidades e agora temos isto de uma forma linda, pacífica, limpa, organizada para cuidar desta praça que, como cantamos, tornou-se do povo novamente. Esta praça que estava morta, como o centro da cidade costuma ter estado com as políticas que empregam para o Porto e agora estamos a tratar do espaço.
Ao fim de 15 dias consecutivos de protesto, sentem que já começam a ser ouvidos pelo governo e pelo presidente da Câmara do Porto?
Ouvidos somos. O que temos sentido e que nos dá ainda mais força para continuar a crescer ainda mais, é que sabemos que eles estão a ignorar-nos, que as declarações deles, sem vergonha nenhuma de dizer que não querem e não vão ouvir o povo, ou a tentar pintar isto como um movimento minoritário, quando é uma causa da grande maioria dos portugueses, para proteger os interesses minoritários, econômicos, que nós sabemos que sufocam os portugueses. E isto dá-nos ainda mais força para continuar, porque um governo não pode decidir que não quer e não vai ouvir as ruas, a sua população. Portanto, vamos continuar. E o positivo é que estamos a pautar a agenda de quem não quer pautar habitação. Habitação voltou a ser o foco do debate público e não vamos permitir, enquanto pessoas afetadas por este problema, que eles mudem o foco, que desviem o foco e pautem qualquer outra coisa além incompetência e falta de vontade em tratar de habitação.
Mas e quais são os próximos passos do movimento? Vão continuar a vir para aqui para a Praça Dom João I todos os dias, como até agora?
Estaremos aqui na praça, estaremos a pautar, como já foi aprovado na Assembleia Popular, as articulações que estamos a ter para greve geral ibérica, em articulação com as outras acampadas em Portugal, em Espanha e os sindicatos, articulação com as associações de estudantes e o movimento que estamos a chamar o Natal em Casa, para que toda gente consiga encontrar um sítio, nem que seja nas acampadas, para passar o Natal em casa.
Muito obrigada. Fica aqui então o relato de Pedro Manuel, um dos porta-vozes deste movimento, a dar conta das intenções, os próximos passos do Movimento pela Habitação. Quanto à presença policial aqui hoje, diria que não está mais forte do que nos dias anteriores. Há alguns agentes da PSP junto ao Teatro Rivoli, também na parte superior da praça, mas não estão mesmo no interior da Praça Dom João I, como já aconteceu noutros dias. Para as 18h estava previsto um concerto, ainda não começou, deve começar daqui a pouco. Depois, então, a habitual assembleia popular, onde serão votados alguns pontos, ainda não nos revelados quais.
Jornalista Laura Figueiredo, na cidade do Porto. Passamos rapidamente para Lisboa. José Rafael Lopes, os manifestantes estão agora a chegar, creio que aos restauradores.
Já estão a passar. Os restauradores estão, neste momento, já a juntar-se na Praça do Rossio. E a verdade é que pode haver aqui um problema de falta de espaço, porque esta manifestação que começou no Marquês de Pombal, que veio a descer a Avenida da Liberdade para chegar ao Rossio, chegou agora, demorou uma hora a mais do que era suposto. O objetivo era estarem aqui por volta das 17h para começarem a montar tendas, com o objetivo de pernoitarem aqui na Praça Lisboeta. Chegaram com uma hora de atraso, o percurso foi lento, carregado de canções, também com vários apelos e mensagens para, sobretudo
Luís Montenegro e agora ao chegarem à Praça Lisboeta depararam-se com uma outra multidão que já cá estava, quase que a guardar lugar, digamos assim. A verdade é que não há espaço suficiente na praça para conter todos os manifestantes que já cá estão, que continuam a chegar e neste momento estão atrás de uma carrinha que liderava essa mesma manifestação. Está parada a carrinha porque literalmente não consegue avançar devido ao elevado número de pessoas que está aqui na entrada do Rossio. Neste momento, levantam uns molhos de chaves, chaves de casa. Tem sido também um protesto habitual que significa e simboliza esta luta por habitação. Estão chocalhando molhos de chaves, são milhares que estão a ser levantados. E João, a verdade é que há aqui quase que um problema, onde é que se vai acomodar estas pessoas todas, sendo que o objetivo seria montar tendas. Eu diria que neste momento não há espaço para montar tendas no Rossio.
José Rafael Lopes a acompanhar esta manifestação em Lisboa e que há pouco escutou uma das porta-vozes do movimento Acampada em Lisboa, a Adriana Lima, que espera que estas mesmas tendas voltem a ser montadas no Rossio ainda esta noite.
Aquilo que nós esperamos esta noite é que efetivamente haja uma acampada e que haja ainda mais adesão do que já houve até agora. Muita gente está também a ficar revoltada, não só pela questão da crise da habitação, mas também por sentir que de uma forma constante o governo está a tentar reprimir e tentar diminuir a nossa luta e a nossa voz. Eu acho que a forma como o governo está a dar resposta a estas manifestações é algo que também está a dar ainda mais vontade às pessoas de virem para a rua e lutar conosco.
Adriana Lima, que espera que a manifestação deste sábado contribua para acelerar as mudanças legislativas que reforcem a proteção dos inquilinos.
Em França, mais de 130 pessoas foram detidas nas manifestações.
A maioria por transportar objetos que podiam ser usados como arma. É pelo menos isso que adianta o governo francês. O ministro do Interior diz que foram apreendidos objetos potencialmente perigosos, incluindo morteiros e bolas de petanca, durante as verificações nas entradas para estes protestos. A Polícia de Paris adianta que só na capital francesa foram detidas 40 pessoas. Estima que estejam nas ruas da capital do país mais de 100 mil manifestantes.
O Presidente da República defendeu hoje que só a cooperação internacional pode resolver os desafios do mundo e que nenhum país faz nada sozinho.
António José Seguro afirma que reconhece as dificuldades enfrentadas pela ONU nos últimos anos, mas afirma que a organização é essencial para guiar os Estados nas relações internacionais. O Presidente da República lembrou ainda que Portugal começa o mandato de dois anos como membro não permanente no Conselho de Segurança do início do próximo ano. Afirma ainda que tem de ser um compromisso inabalável com o multilateralismo assente no direito internacional. São declarações de António José Seguro a propósito do Dia das Nações Unidas, que se assinala este sábado.
Fechamos com o derby feminino. O Benfica goleou o Sporting por 4x1.
No Estádio da Luz, o Sporting até entrou a vencer, com gol de Ana Dias à passagem do minuto cinco. A vantagem leonina foi curta, pois as encarnadas chegaram à igualdade ao minuto 11, com gol de Nícol Raslan. O Benfica ampliou a vantagem ainda no primeiro tempo para 3x1, fechou o resultado ao minuto 89. No final do jogo, o técnico do Benfica, Ivan Batista, considera que a equipa não perdeu confiança, apesar do gol sofrido.
A equipa estava muito confiante da forma como entrou. Esse gol podia ter afetado a equipa, felizmente não afetou. Acho que mostraram uma maturidade muito grande e acima de tudo é isso que me alegra. A vitória é importante, é importante por ser diante de um adversário, mas tal como disse na antevisão, são três pontos, uma muito boa exibição, que também para nós é importante ter boas exibições sobre as vitórias.
Já o treinador do Sporting, Mikael Sequeira, considera o resultado pesado e diz que a falta de concentração nas bolas paradas defensivas definiu o encontro.
Não podemos sofrer este tipo de gols, no momento em que é necessário haver mais concentração. Estávamos preparadas para isso, trabalhamos isso durante a semana. Sabíamos que o Benfica é forte nesses momentos, mas infelizmente não conseguimos anular.
Com este resultado, o Benfica sobe ao primeiro lugar da classificação com 12 pontos e menos um jogo jogado. Já o Sporting está na segunda posição com 10 pontos.
Notícia de fecho do Jornal das Seis.