Ciência

Prémios Pfizer 2015 para trabalhos na área da malária e da retinopatia diabética

O prémio Pfizer 2015 de Investigação Básica vai ser atribuído a investigadores do Instituto Gulbenkian de Ciência. O prémio de de Investigação Clínica vai ser atribuído à AIBILI.

STEPHEN MORRISON/EPA

Uma investigação na área da malária e outra na área da retinopatia diabética são as vencedoras deste ano dos prémios Pfizer de Investigação, que hoje serão anunciados em Lisboa.

O prémio Pfizer 2015 de Investigação Básica vai ser atribuído a investigadores do Instituto Gulbenkian de Ciência que descobriram que uma bactéria benéfica do intestino produz açúcar que gera uma resposta de defesa natural do organismo contra a transmissão da malária.

A investigação, liderada por Miguel Soares, veio demonstrar a existência de uma resposta imunitária, “induzida por componentes imunogénicos da microflora intestinal”, que confere proteção contra a infeção por ‘Plasmodium’, o parasita da malária. Esta resposta imune pode ser usada em potenciais vacinas contra a doença.

Os investigadores lembram que a mortalidade associada à malária tem decrescido também através de fármacos eficazes, mas ressalvam que o parasita tem uma capacidade inerente de se tornar refratário a drogas antimaláricas, o que vem “realçar a necessidade de desenvolvimento de uma vacina eficiente”.

O prémio Pfizer de Investigação Clínica vai ser atribuído a um trabalho sobre retinopatia diabética do AIBILI — Associação para a Investigação Biomédica e Inovação em Luz e Imagem.

A retinopatia diabética e das doenças vasculares da retina são das causas mais frequentes de perda de visão e têm uma relação direta com a alteração da barreira hemato-retiniana, um sistema essencial de proteção da retina.

O trabalho agora premiado apresenta um novo método de quantificar as alterações daquela barreira em que é usado um método não invasivo.

Atualmente, a monotorização da barreira hemato-retiniana faz-se através de uma angiografia que obriga à injeção de um corante, a fluoresceína, que tem riscos e pode causar reações alérgicas graves.

“Com esta inovação acessível a todos os centros especializados de oftalmologia é possível que 90% das pessoas que precisam de se submeter a este exame não necessitem de usar a injeção de contraste”, refere a entidade responsável pela atribuição dos prémios.

O mesmo comunicado explica ainda que “os 2 trabalhos vencedores dos Prémios Pfizer de Investigação 2015 que juntos vão receber um valor total de 40 mil Euros para desenvolverem os seus projetos”

Os dois trabalhos vencedores dos prémios Pfizer de Investigação 2015 vão receber, em conjunto, um valor total de 40 mil euros.

Os Prémios Pfizer, anunciados em conjunto com a Sociedade de Ciências Médicas, têm como objetivo distinguir o melhor trabalho de investigação básica e clínica em ciências da saúde.

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