O Japão registou em setembro um défice comercial de 536,5 mil milhões de ienes (3,02 mil milhões de euros), segundo dados publicados hoje, marcando o quinto mês consecutivo no vermelho, devido ao aumento do preço do petróleo.
Segundo os dados provisórios divulgados pelo Ministério das Finanças, o saldo negativo quase duplicou (mais 93,2%) em comparação com o registado no mesmo mês de 2025, quando se anotou um défice comercial de 277,7 mil milhões de ienes (1,56 mil milhões de euros).
As exportações subiram em setembro 16,7% em termos homólogos, até 10,9 biliões de ienes (61,4 mil milhões de euros), em particular graças aos combustíveis minerais (mais 52%), semicondutores (mais 49,4%) e outros componentes eletrónicos.
Entretanto, as importações aumentaram ainda mais, 18,9%, até 11,5 biliões de ienes (64,7 mil milhões de euros), devido ao crescimento das compras de petróleo (mais 51,1%), face à procura de fontes alternativas de crude após a ofensiva dos Estados Unidos contra o Irão.
Por países, o Japão registou com a China, o seu maior parceiro comercial apesar das tensões ocorridas no final de 2025 a propósito de Taiwan, um défice de quase 1,03 biliões de ienes (5,8 mil milhões de euros) em setembro, o que representa mais 32,5% em termos homólogos.
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Com os Estados Unidos, primeira economia mundial e segundo parceiro comercial, o país asiático obteve um excedente de 392,8 mil milhões de ienes (2,21 mil milhões de euros), menos 23,4% do que em setembro de 2025.
Com a União Europeia, terceiro parceiro comercial, o Japão registou um défice de 140,9 mil milhões de ienes (792,8 milhões de euros), uma diminuição interanual de 40,3%.
Com o Brasil, o país nipónico manteve um défice de 60,5 mil milhões de ienes (340,4 milhões de euros) anotado no mesmo mês de 2025.