Aos 49 anos, o russo Roman Arkadyevich Abramovich tem uma das maiores fortunas do mundo: a Forbes colocou-o no 139.º lugar da lista dos multimilionários do planeta, com uma riqueza avaliada em mais de 7 mil milhões de euros. O 12.º homem mais rico da Rússia é também o responsável pelo despedimento de José Mourinho. O de hoje, que acontece sete meses depois de o português vencer a Premier League, e o que aconteceu há oito anos.

José Mourinho foi o primeiro treinador a ser despedido por Abramovich, quando o russo já geria o clube londrino há quatro anos. À lista juntaram-se depois Luiz Felipe Scolari, André Villas-Boas (ambos sem darem títulos ao clube) e Roberto Di Matteo.

Abramovich foi criado por um tio a partir dos dois anos, quando ficou órfão. Ainda era estudante em Moscovo quando começou a construir um império — com a abertura de uma empresa de brinquedos — que havia de culminar na presidência do Chelsea Football Club, em 2003, e de uma empresa britânica de investimento privado, a Millhouse Capital. Quando ainda estava na Rússia, a empresa de brinquedos abriu-lhe portas para muitos outros negócios em áreas variadas, desde o ramo da alimentação até ao recrutamento de seguranças, passando pelas empresas petrolíferas: foi nas mãos de Abramovich que a Sibneft se tornou na quarta maior produtora de petróleo do mundo. Em 2005, esta empresa estava a ser vendida à Gazprom.

Entretanto, Abramovich já se tinha tornado no presidente do clube britânico e hoje já está há 12 anos na liderança do Chelsea FC. Quando chegou a Londres o treinador era Claudio Ranieri, um italiano que conquistara a Taça de Inglaterra. Depois, passaram pelo clube nove treinadores: José Mourinho seguiu do Futebol Clube do Porto na época 2004/ 2005, mas saiu em 2007 por ordem do presidente dos blues. Regressou em 2013 a Stamford Bridge, de onde voltou a sair esta quinta-feira, 17 de dezembro.