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A CNN e a MS NOW acusaram a Casa Branca de negar acesso de jornalistas das emissoras norte-americanas à chegada do chefe de Estado chinês, Xi Jinping, para um jantar com o Presidente Donald Trump.
A CNN disse na quinta-feira à noite que um repórter e um produtor tentaram aceder ao evento, mas funcionários da Casa Branca barraram a entrada, aconselhando-os a contactar o diretor de comunicação da Presidência dos Estados Unidos (EUA), Steven Cheung.
A emissora escreveu num blogue que a Casa Branca informou que só permitiria um fotojornalista e um técnico de áudio no evento.
Outra emissora, a MS NOW (antiga MSNBC), confirmou que a jornalista Laura Barrón-López também viu a entrada negada na cerimónia de receção, realizada no pórtico antes do jantar de Estado.
A chegada de Xi à Casa Branca foi coberta por dezenas de órgãos de imprensa que conseguiram entrar no local sem restrições.
Donald Trump alegou na plataforma que detém, a Truth Social, que as emissoras “recusaram-se a cobrir um dos maiores e mais belos eventos realizados em muitos anos… porque sabiam quão bom seria; não queriam que o crédito fosse dado a ‘TRUMP'”.
Isto horas depois de a CNN, a MS NOW e o jornal online Politico terem voltado a ter acesso à Casa Branca, após uma decisão judicial que ordenou a restituição imediata das credenciais de imprensa, retiradas por ordem de Donald Trump.
Trump anunciou em 18 de setembro um veto ao jornal Politico e às duas emissoras por alegadamente divulgarem “notícias falsas” e, mais tarde, acusou-os de porem em risco a segurança nacional com as suas reportagens.
No início da semana, os três órgãos de comunicação social apresentaram, em conjunto, uma queixa por violação da Primeira Emenda da Constituição, tendo o juiz federal Timothy Kelly ordenado que lhes fosse restabelecido o acesso, ao considerar que a proibição ocorreu “sem o devido processo legal”.
A ordem de emergência tem efeito temporário, vigorando até 08 de outubro, e determina o acesso desses meios de comunicação à Casa Branca, pelo menos “até que o tribunal emita outra ordem ou até que a medida anunciada esta sexta-feira caduque”.
O juiz do Tribunal Distrital de Washington DC deferiu, com a decisão, o pedido dos meios de comunicação afetados, que solicitaram essa ordem de emergência temporária enquanto se analisa o mérito do caso.
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Na sequência da decisão de Trump de vedar o acesso a CNN, Politico e MS NOW, as outras quatro estações membros do ‘pool’ televisivo da Casa Branca — CBS, ABC, NBC e Fox News — decidiram cessar a sua participação, num gesto de solidariedade sem precedentes.
No terceiro dia de boicote do fluxo de vídeo distribuído às emissoras de televisão, nem a Fox News, nem a CNN, nem a MS NOW transmitiram em direto as imagens da receção de Donald Trump ao Presidente chinês Xi Jinping, nos arredores de Washington.