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Jornal do Meio-Dia. Jornal do Meio-Dia com a edição do Miguel Videira. Miguel, em análise, o Ministro das Infraestruturas revela que o governo está a analisar as reivindicações dos empresários do setor da terraplanagem, que hoje estão em protesto para exigirem ajudas do Estado face às dificuldades causadas pela subida do preço dos combustíveis.
Vários caminhões seguem numa marcha lenta que começou em Paredes e vai terminar em Coimbra. Queixam-se de terem sido discriminados dos apoios concedidos pelo governo a outros setores de atividade. À margem de uma conferência promovida pela CNN Portugal, o ministro Miguel Pinto Luz salientou que o governo está atento e reconhece que os empresários em protesto têm razão num dos argumentos que invocam.
É um setor que, de alguma forma, tem sido esquecido e não pode ser esquecido. Deixe-me dizer de uma forma muito clara: o governo tem consciência das dificuldades e estará cá para ajudar as empresas e também os trabalhadores a ultrapassarem estas dificuldades. É legítima a forma de manifestação encontrada. Queremos que seja o mais ordeira possível. Claro que impacta na mobilidade do país, na capacidade do país fruir e, portanto, estamos a acompanhar e segunda-feira falaremos com estas empresas.
A declaração do ministro das Infraestruturas esta manhã, antes de ir a um encontro com estes empresários do setor da terraplanagem, agendado, como ouvimos, para o início da próxima semana. Boa parte destes empresários segue a esta hora numa marcha lenta com dezenas de caminhões. É um protesto que tem estado a ser acompanhado desde manhã bem cedo pelo repórter do Observador, Miguel Pinheiro Correia. Miguel, presumo que as palavras que acabamos de escutar do ministro das Infraestruturas já tenham sido ouvidas pelos empresários que acompanhas. Como foram recebidas?
Entre buzinadelas e alguma manifestação contra a subida dos preços dos combustíveis, é possível ter já uma reação às palavras do ministro, sendo que são mesmo centenas de caminhões. Havia uma estimativa de cerca de 400 caminhões, mas é possível que supere. Há muitos caministas que vão parando nas áreas de serviço e fazem uma paragem técnica, e quando retomam a viagem ainda se conseguem juntar à marcha, por isso, para termos noção dessa dimensão. Aqui em reação também a esse comentário, tenho comigo, está a dar boleia neste momento na A1, estamos perto da Mealhada, perto de Coimbra, Miguel Martins. Miguel, estas palavras do ministro de que tem sido um setor esquecido, para vocês não é uma novidade.
Não. Bom dia. Acaba por não ser uma novidade, porque já há algum tempo que tudo em si não é revisto. E esta manifestação serve também para isso, não só pelos combustíveis, mas também para o reconhecimento da nossa profissão e espero que sejam alguns pontos importantes revistos.
E agora, pelo menos com estas palavras do ministro, também com uma reunião agendada, notam que esta manifestação já está a ter o impacto que desejavam?
É assim, nós esperamos que sim. Vamos parar por essa reunião, vamos ver o que vai acontecer. Se tiver que ser feita outra manifestação, cá estaremos.
Aqui as palavras de Miguel Martins, como eu dizia, ao volante de um caminhão, ainda na A1, com destino a Coimbra. São muitos os caministas que se juntaram a esta marcha e também são muitos, temos ouvido já alguns, que acreditam que se esta manifestação não tiver o fim desejado, se não conseguirem cumprir as suas reivindicações, não descartam fazer novos protestos e até mais visíveis.
Para já, aparentemente, há alguma abertura do governo para acolher as reivindicações dos empresários deste setor da terraplanagem. É com estes empresários e no meio deste comboio de caminhões, perto de 400, referia o Miguel, que segue o repórter do Observador, agora na zona da Mealhada. O protesto vai terminar na cidade de Coimbra.
E ainda sobre combustíveis, a associação que representa o setor da distribuição, a ANAREC, antecipa uma descida do preço da gasolina e também do gasóleo na próxima semana.
A confirmarem-se as previsões, o gasóleo deve descer 0,75 € centimos, a gasolina também desce, mas de forma mais moderada, 0,35 €. É essa a previsão da Associação Nacional de Revendedores de Combustível, com base nas cotações semanais do barril de Brent.
E para controlar e evitar a especulação em torno do preço dos combustíveis, o primeiro-ministro defendeu ontem a criação de um mecanismo que permita a regulação de preços. O antigo secretário de Estado da Energia, Nuno Ribeiro da Silva, e também especialista neste setor, considera que a sugestão de Luís Montenegro é inviável.
E no Explicador desta manhã explicou porquê.
Há uma dinâmica mundial do mercado de petróleo que transcende qualquer país. Veja-se uma coisa: mesmo os Estados Unidos, que são, de longe, o maior produtor mundial de petróleo, 24 milhões de barris por dia, mais do que a Arábia Saudita e a Rússia produzem, não conseguem fazer esse controle, sendo os maiores produtores mundiais de petróleo e de gás natural. Os políticos gostam de mostrar algum músculo perante o mercado mundial do petróleo, bem podem bramar.
Em vão, conclui Nuno Ribeiro da Silva, que comentou também as declarações do secretário-geral do PS, que ontem acusou o governo de mobilizar parte das reservas energéticas de combustível para França e de comprar um tipo de crude que não é possível refinar em Portugal. O antigo secretário de Estado ficou de boca aberta.
São duas declarações absolutamente surpreendentes, eu diria, de uma ignorância e de uma irresponsabilidade notável. Mas enfim, não posso deixar de chamar notável como cidadão
Que alguém venha levantar estas lebres e de uma forma que obviamente preocupa as pessoas e lança suspeição sobre a boa gestão das reservas estratégicas do país, porque houve alguém que passou uma dica a dizer que isto estava a acontecer.
Nuno Ribeiro e Silva, convidado explicador desta manhã da Rádio Observatório.
Miguel, morreu a bombeira que ficou ferida na sequência do incêndio em Resende. A Presidência da República e a Liga dos Bombeiros lamentam a morte da jovem de 24 anos.
Em comunicado, a Liga de Bombeiros lembra que é a segunda morte este ano, que se vem juntar aos 257 bombeiros que morreram em combate a incêndios nos últimos 46 anos. O presidente da República também reagiu, através da página oficial da presidência. Sublinha que foi com profunda consternação que tomou conhecimento da morte desta bombeira, durante a madrugada, no Hospital de Lamego, depois de ter sofrido ferimentos graves durante o combate ao incêndio em Resende. Nesta nota, o chefe de Estado endereça condolências à família, amigos e aos bombeiros voluntários, também ao município de Resende. Fala no momento difícil. Esta bombeira de 24 anos foi vítima de uma árvore de grande porte que caiu e acabou por vitimar mortalmente esta bombeira que combatia o incêndio em Resende, que entretanto já foi dado como dominado.
É uma voz dissonante, o major-general Arnaut Moreira tem dúvidas que seja intenção da Rússia atacar alguns países do Mediterrâneo.
Foi o que noticiou ontem o jornal "El Mundo", deu conta que a CIA avisou Itália, Espanha e França da possibilidade de um ataque russo.
Desconfio muito que a CIA faça um relatório destes. Desconfio muito, porque todos os analistas de intelligence têm a noção clara de que uma coisa são capacidades e outra coisa é uma ameaça. Não é apenas a capacidade que se transforma numa ameaça, é a intenção. É preciso haver intenção para que uma determinada capacidade se transforme numa ameaça. Isto é uma operação que não parece assim muito credível do ponto de vista da coisa.
Por que isso está a acontecer?
Porque a notícia em si é que constitui a guerra híbrida.
Foi o que disse o major-general Arnaut Moreira, convidado do programa Domínio de Guerra, com
Apresentação, moderação da Maria João Sousa.
Era isso.
12h10, Miguel, que outras notícias estão a marcar esta sexta-feira?
Donald Trump autorizou a Ucrânia a produzir mísseis Patriot. Foi o que disse Volodymyr Zelensky, em Nova York, depois de um encontro com o presidente norte-americano. Os Patriots são dos sistemas de defesa aérea mais avançados do mundo. Por causa da intensa utilização, tanto na guerra da Ucrânia como no Médio Oriente, os stocks globais enfrentam uma pressão sem precedentes. Há já algum tempo que Zelensky pedia aos Estados Unidos para autorizarem a produção deste armamento. O Papa Leão XIV já chegou ao Palácio do Eliseu, em Paris, e é o rei de uma visita oficial de quatro dias a França, além das questões da paz, guerra, inteligência artificial, crises migratórias e a questão dos abusos sexuais na Igreja. Os abusos sexuais na Igreja também deve ser outro dos temas a abordar durante este encontro que começa esta sexta-feira.