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7 startups que não são ficção científica

Realidade aumentada, edifícios inteligentes ou Internet das Coisas eram, até há poucos anos, vislumbrados no argumento de um filme. Hoje, o ecrã invadiu o nosso quotidiano através destas 7 startups.

AFP/Getty Images

Nas últimas semanas, temos destacado startups que, pela sua capacidade de inovação e exequibilidade, foram recentemente integradas no programa Ativar Portugal Startups 2016, promovido pela Microsoft. Nesta lista de 31, deixámos para os derradeiros lugares as sete startups que desafiam os limites do que era impossível há uns anos. Qual filme de Steven Spielberg ou James Cameron, estas startups são sucesso garantido nas bilheteiras do ecossistema empreendedor. E ainda têm uma grande diferença: o argumento é mesmo real.

Edifícios inteligentes e segurança das redes – o Óscar vai para três startups

Na categoria de segurança das redes e das empresas, a solução Jscrambler está no pódio. A competitividade na área da programação, em particular nos códigos HTML e Javascript de aplicações inovadoras, é grande e geralmente associada a quantias avultadas de receitas. Não só os hackers podem roubar o código de uma aplicação, no qual a empresa investiu recursos humanos, tempo e dinheiro, e lucrar com ele ou mesmo disponibilizá-la gratuitamente no mercado. Por outro lado, nos casos de algoritmos específicos, os competidores podem aceder ao código e acelerar o desenvolvimento de um produto concorrente.

A solução Jscrambler, criada pela AuditMark, sedeada no Porto, aumenta a segurança das aplicações, protegendo-a de outros olhares, e garante a propriedade intelectual, ao mesmo tempo que otimiza a performance do código, tornando-o mais pequeno e rápido de executar.

Na categoria de edifícios inteligentes, a IsGreen faz jus ao seu slogan “We make buildings smarter”. Esta startup lisboeta desenvolve soluções que otimizam o consumo energético dos edifícios. A iluminação inteligente foi a primeira a ser desenvolvida.

Através de um simples smartphone e com tecnologia wireless, toda a iluminação de um escritório, um hotel ou garagem pode ser controlada à distância e automatizada: os equipamentos são ligados quando a energia é mais barata, a quantidade de luz é regulada consoante a hora do dia ou necessidade e todos os dados são agregados e enviados para um sistema neuronal alojado no Microsoft Azure, que os analisa e prevê perfis de uso e consumo. As vantagens deste novo conceito de iluminação são inúmeras, a começar pela redução da fatura energética, dos custos de manutenção e das emissões de gases de estufa de forma automática.

A terminar esta categoria, mas vocacionada para a fintech (tecnologias para a área financeira) apresentamos a Loqr, a heroína do nosso dia-a-dia contra as vilãs palavras-passe (e de quem as rouba). Quantas vezes nos esquecemos das mil e duas credenciais de acesso a um site com carateres maiúsculos, minúsculos, sinais complexos e várias letras impossíveis de decorar? E, mesmo assim, estes mecanismos de autenticação falham porque os utilizadores entram, por exemplo, através de canais inseguros.

A fraude está na ordem do dia, mas a Loqr conseguiu contornar esta falha de segurança. Trata-se de uma nova solução de autenticação, baseada na tecnologia QR Code, com apoio da criptografia e dos smartphones. Já em resposta aos céticos, tudo isto é feito de forma simples, intuitiva e segura. Com a respetiva app, o smartphone gere todas as palavras-passe, sem necessidade para o consumidor de inserir as credenciais de acesso.

Para as empresas da área financeira, a solução é ainda mais completa: os mecanismos de autenticação contam com várias funcionalidades, como reconhecimento facial ou inserção de impressões digitais. Os dados biométricos são, assim, potenciais substitutos de palavras-passe nas contas bancárias online, combatendo assim a fraude. Posto isto, todos os olhos estão postos na Loqr, até porque esta startup bracarense garantiu em fevereiro de 2016 um lugar na aceleradora do célebre evento South By Southwest, em Austin.

Internet das Coisas – dois vencedores ex-aequo

A expressão “Internet das Coisas” (IoT – “Internet of Things”, em inglês) rapidamente nos leva para um cenário onde os objetos inanimados ganham vida. Bom, na verdade, é quase isso. Trata-se de uma rede crescente de dispositivos que utilizamos no quotidiano e que estão ligados entre si através da Internet, como eletrodomésticos, meios de transporte e outros aparelhos eletrónicos.

A startup Sensefinity – Everything Connects quer, como a assinatura indica, ligar tudo – machine-2-machine – e levar a Internet das Coisas às massas. Da monitorização de rega ou gado à gestão de estacionamento, frotas ou monitorização de sistemas de refrigeração, a Sensefinity liga as “coisas” com o objetivo de recolher e enviar informação.

Tem o único sistema do mercado que integra os três pilares da Internet das Coisas: hardware, software e comunicações. Todas as máquinas podem ser monitorizadas por GPS, GSM, triangulação ou localização indoor e os dados podem ser acedidos através da cloud.

A startup, que foi criada em 2013, está incubada na Startup Sintra, mas tem parcerias em vários países, de Espanha e Inglaterra à Índia e Rússia. Foi recentemente considerada a melhor Startup IOT europeia da EIT Digital Idea Challenge.

MONUMENTO, PALACIO, Europhoto,

EUROPHOTO

E se a coisa mais banal da nossa casa, como uma mesa, o chão, a parede ou a janela pudesse ganhar vida, tornando-se uma camada interativa? Esta é a missão de outra startup dedicada à Internet das Coisas: a InteractiveTouch, que atua desde 2014 na área das tecnologias interativas e holográficas. Trocado por miúdos, a startup desenvolve sistemas de interação com o utilizador, através de gestos e toques, usando qualquer superfície. iWindow, iFloor, iKiosk, iCatalog e iSurface são alguns exemplos dos mais de 40 projetos já terminados.

No entanto, ainda vai mais longe: esta startup, sediada no Avepark – Ciência e Tecnologia, desenvolve já sistemas holográficos, uma técnica de registo de padrões de interferência de luz, que permitem apresentar imagens em 3D, projetos de realidade virtual e aumentada e aplicações móveis state-of-the-art. É caso para dizer que a InteractiveTouch toca no futuro das coisas.

Categoria “Admirável mundo novo” – Petapilot e Streambolico arrecadam galardões

A terminar a nossa viagem pelas startups há duas que certamente vão inspirar produtoras mundiais a adaptar a personagem da célebre série “Dr. House” ao mundo dos dados e da gestão de redes.

A PetaPilot descontroi a complexa expressão “Big Data”, desenvolvendo produtos e plataformas tecnológicas para análise de dados de grande dimensão e volume – que não caberiam fisicamente em alguns estádios de futebol. As suas soluções passam pelas esferas do Business Intelligence, Cloud Computing e deteção de fraude.

O produto de que a startup mais se orgulha chama-se Colbi (Collaborative Business Intelligence) – trata-se de uma solução que permite às empresas fazerem de forma simples um check-up à sua saúde financeira, legal e comercial, identificando inconsistências entre vendas e faturas ou impostos, como uma verdadeira auditoria interna.

O projeto teve início no Porto, mas já está lançado em grande ritmo em vários países da União Europeia. Recentemente, a PetaPilot abriu uma delegação na Lituânia, inaugurando o mercado báltico e da Europa Central em resposta às crescentes oportunidades de negócio.

Por falar em ritmo, há pouco mais de quinze anos, uma ligação à Internet marcava o início de uma viagem lenta e com muitas paragens ao universo maravilho dos bits. E ninguém podia lembrar-se de fazer uma chamada pelo telefone fixo ou a ligação cairia num ápice. Em 2016, a realidade é outra. Porém, se lhe dissessem que poderia ter uma velocidade de ligação à Internet muito superior à atual no seu telemóvel ou tablet, nós sabemos que resposta teria na ponta da língua: “Uau”.

A Streambolico promete precisamente isso. Esta startup, nascida na cidade invicta, dedica-se a tornar o presente mais rápido, isto é, a melhorar a comunicação em redes sem fios, de e para dispositivos móveis, tornando-a mais rápida, fiável e escalável. O upload e o download de dados, asseguram estes empreendedores, podem ser feitos a um ritmo até 10 vezes mais rápido – imagine que pode fazer o download de um documento de 300 MB em segundos – quer através de redes celulares quer através de Wi-Fi. Além disso, a Streambolico oferece também uma solução para streaming de vídeo para centenas de utilizadores por cada ponto de acesso Wi-Fi. É imperativo repetir “Uau”.

Chega ao fim esta viagem pelos perfis das 31 startups recentemente acolhidas no programa Ativar Portugal Startups 2016, promovido pela Microsoft. Não há dúvida de que poderiam entrar diretamente numa adaptação contemporânea do célebre livro de Aldous Huxley, “Admirável Mundo Novo”. E se fosse um filme, já estaria na corrida deste ano aos Óscares. Comecem as apostas.

Conteúdo produzido pelo Observador Lab. Para saber mais, clique aqui.
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