Prince morreu mesmo de overdose de medicamentos com opiáceos. A teoria começou a ganhar forma dias depois da sua morte, no passado mês de abril, e foi agora confirmada pela divulgação dos resultados da autópsia.

Os opiáceos reduzem a dor e aumentam a sensação de prazer e são altamente viciantes. Esta substância pode ser encontrada em analgésicos sujeitos a receita médica ou em drogas como a heroína. Quando tomados em excesso, debilitam a capacidade de respirar e podem matar.

O cantor tomava os medicamentos para aliviar dores crónicas. Depois da sua morte, surgiram informações de que teria contactado um especialista para lidar com o vício no dia antes da sua morte. Foi o filho do especialista, acompanhado por dois representantes de Prince, que encontrou o artista inanimado em sua casa e pediu ajuda.

A equipa de paramédicos que respondeu à chamada tentou reanimar o cantor no local, mas os esforços foram em vão.

Semanas antes da sua morte, Prince cancelou um concerto em Atlanta e teve que ser transportado de emergência para o hospital devido a uma overdose.

A substância que provocou a morte do músico foi fentanil, um analgésico que é geralmente usado em doentes com cancro e que é 50 vezes mais forte que a heroína. O medicamento é administrado através de um penso e é um dos medicamentos mais potentes do mercado, diz a Quartz.

As autoridades estão a investigar o caso e tentar perceber como é que o músico conseguia as receitas médicas que lhe davam acesso aos medicamentos. Os investigadores tentam apurar se alguém no círculo próximo de Prince terá providenciado as receitas.

Prince foi encontrado morto na sua propriedade em Minneapolis no dia 21 de abril. Tinha 57 anos.