A fadista Mariza vai atuar em Coimbra no feriado local, 4 de julho, acompanhada pela primeira vez pela Orquestra Clássica do Centro (OCC), no âmbito das Festas da Cidade e da Rainha Santa Isabel.

Entre 1 e 10 de julho, em diferentes espaços da cidade, atuarão ainda os artistas e grupos Diabo na Cruz (dia 1), Pedro Abrunhosa & Comité Caviar (3), Os Capitães da Areia (5), Orquestra de Sopros de Coimbra (6) e Anaquim (8), a que se junta a Festa do Folclore, no dia 2.

Em conferência para apresentar as Festas da Cidade de Coimbra, o presidente da Câmara Municipal, Manuel Machado, disse que a organização espera que a lotação de 1.400 lugares do concerto de Mariza com a OCC, no auditório do Convento de São Francisco, venha a ser esgotada.

Para que tal possa acontecer, não estando ainda garantido que o concerto seja repetido durante os festejos, as bilheteiras, incluindo com venda na internet, abrem na quinta-feira, às 15h00.

“Estamos cá para ver. É expectável que os bilhetes esgotem rapidamente”, disse Manuel Machado, quando questionado pela Lusa sobre uma eventual segunda edição do espetáculo inédito.

O governante admitiu, sem especificar, que a autarquia está a negociar com a equipa de produção da cantora “uma surpresa” que deverá contribuir para valorizar a relação milenar da cidade com o rio Mondego.

O também presidente da Associação Nacional de Municípios Portugueses (ANMP) frisou que esta realização bienal dos festejos de Coimbra, sempre nos anos pares, celebra os 500 anos da beatificação de Isabel de Aragão.

A Rainha Santa, “cuja beatificação foi imposta pelo povo de Coimbra”, que já a tinha venerado durante dois séculos, após a sua morte, “lutou mesmo pela paz, era uma senhora de Estado” que esteve ao serviço “da Pátria e da Humanidade”.

“Talvez pudesse ser hoje útil na República”, comentou o autarca do PS, sublinhando que a mulher do rei D. Dinis, que fundou o Estudo Geral — a primeira universidade portuguesa — em Coimbra, em 1290, foi também uma “figura relevante na vida da cidade”, onde mandou construir o Mosteiro de Santa Clara-a-Velha.

Promovido em conjunto com a Confraria da Rainha Santa Isabel, representada no encontro com os jornalistas pelo seu vice-presidente, João Teixeira, o programa conta com o apoio de empresas e outras entidades.

Em 2014, a autarquia teve uma despesa na ordem dos 163.800 euros com a organização dos festejos, a qual este ano deverá subir para cerca de 223.800 euros, nos dois casos já com Imposto sobre o Valor Acrescentado (IVA) incluído, segundo o presidente da Câmara.

O programa religioso, para assinalar os 500 anos da beatificação da Rainha Santa, compreende três procissões e não as duas habituais, realizando-se nos dias 7, 9 e 10, salientou João Teixeira.

Quanto ao programa cultural e profano, “é um dos melhores e variados de sempre”, afirmou, por seu turno, a vereadora Carina Gomes, que detém o pelouro da Cultura no executivo municipal.