Pokémon GO

11 factos que explicam o fenómeno Pokémon GO

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O "Pokémon GO" é o jogo do momento. Por isso, reunimos 11 factos ou curiosidades para que entenda a verdadeira dimensão deste fenómeno que está a conquistar milhões de fãs em todo o mundo.

Imagem ilustrativa

ESET/PokémonGO

O que é o Pokémon GO?

É um jogo de realidade aumentada, disponível para telemóveis Android e iOS. A ação desenrola-se no mundo real, mas os jogadores só podem ver os pokémons através do ecrã do telemóvel.

No jogo, os parques, as bibliotecas, os monumentos e outros locais públicos são convertidos em sítios onde os jogadores podem fazer determinadas coisas como apanhar pokémons ou recolher as pokébolas necessárias para capturar novas criaturas.

O jogo é gratuito, mas é possível fazer compras com dinheiro real no interior da aplicação. Foi lançado nos Estados Unidos, Austrália e Nova Zelândia no início deste mês de julho.

É a loucura total. São já aos milhões os jogadores de Pokémon GO, o novo jogo da saga Pokémon que convida pessoas de todas as idades a serem treinadores de Pokémon… na vida real. Isso mesmo: para jogar, tem de se sair de casa e andar muito. É na rua que estão os pokémons, as pokéstops, os ginásios de pokémon e essas coisas todas, visíveis apenas através dos ecrãs dos telemóveis graças a uma tecnologia chamada realidade aumentada.

Em muito pouco tempo, esta nova aplicação móvel tomou proporções gigantescas. Para entender a dimensão do fenómeno Pokémon GO, reunimos 11 factos e curiosidades que o ilustram. Conheça-os e surpreenda-se — e se não sabe do que estamos a falar, já aqui explicámos tudinho acerca deste jogo.

Já se joga Pokemón GO em Portugal

e o jogo ainda nem sequer foi lançado cá

Quando a procura é muito superior à oferta, o sucesso de um determinado produto está praticamente garantido. É o que está a acontecer com o Pokémon GO em Portugal, embora a oferta seja teoricamente nula. O jogo ainda não foi oficialmente lançado cá, mas a vontade de jogar é tanta que os portugueses já o estão a descarregar — e jogar — de forma não oficial. Fazem-no usando as lojas de aplicações estrangeiras, ou simulando que estão noutro país onde o jogo já foi lançado. É também a aplicação mais descarregada na loja norte-americana da Apple.

A aplicação já superou o Tinder

entre namoros e pokémons, há quem prefira os pokémons

Segundo os cálculos feitos pela SimilarWeb e citados pela Business Insider, o Pokémon GO já foi instalado em mais telemóveis Android (não há ainda dados para o iOS) do que a aplicação de encontros Tinder — ela própria um sucesso a nível mundial. Os dados dizem respeito apenas aos Estados Unidos da América (EUA), onde o jogo já estará instalado em mais de 5% dos telemóveis Android. O Tinder só é encontrado em 2% dos telemóveis Android nos EUA, referem ainda os dados.

Comparação entre as instalações do Pokémon GO e do Tinder em dispositivos Android e nos EUA, em percentagem, e entre 1 e 8 de julho deste ano. Créditos: SimilarWeb

Quase tantos utilizadores quanto o Twitter

e ainda só foi lançado há uma semana

Numa altura em que o Twitter suspira por novos utilizadores, o Pokémon GO está prestes a bater a rede social do pássaro azul — se é que não o fez já. Os dados mais recentes, também da SimilarWeb, mostravam que cerca de 3% dos proprietários de telemóveis Android usam a aplicação do jogo diariamente, contra 3,5% que usavam a aplicação do Twitter (dados referentes aos EUA).

Porém, tendo em conta que a informação só foi atualizada até ao dia 8 de julho, é bem possível que, em menos de um mês, o Pokémon GO já seja maior do que o Twitter, a rede social prestes a fazer 10 anos de existência, refere a Business Insider.

Comparação entre os utilizadores diários do Pokémon GO e do Twitter em dispositivos Android e nos EUA, em percentagem, e entre 1 e 8 de julho deste ano. Créditos: SimilarWeb

As ações da Nintendo dispararam

o valor mais do que duplicou este mês

O sucesso do Pokémon GO também se está a refletir nos mercados financeiros. O jogo foi lançado a 7 de julho e as ações da Nintendo na bolsa de Tóquio já valorizaram quase 60% desde o primeiro dia do mês até esta terça-feira, altura em que o valor atingiu 22.840 ienes, quase 200 euros por ação. Contudo, como refere a InfoMoney, o Pokémon GO poderá não representar uma fonte de receita imediata para a empresa japonesa, tendo em conta que foi desenvolvido em parceria com a Niantic e com a Pokemon Company.

Evolução do preço das ações da Nintendo na bolsa de Tóquio, em ienes. Créditos: Bloomberg

Já houve acidentes

e há quem arrisque a vida por um pokémon

O mundo dos pokémons era mais seguro quando se limitava aos ecrãs das nossas consolas Game Boy ou Nintendo DS. Mas isso agora é bem diferente: segundo a agência Reuters, citada pelo site UOL, o jogo já resultou em assaltos à mão armada no Missouri, na descoberta de um cadáver em Wyoming e em ferimentos sofridos pelos jogadores que se esquecem de olhar em frente quando estão a andar na rua. Há, por exemplo, relatos de pessoas que foram contra árvores.

Outro problema são as burlas informáticas que usam o jogo como pretexto, Vários utilizadores estão a descarregar versões falsas e corrompidas do Pokémon GO, que mais não são do que vírus para infetar e roubar dados dos aparelhos. Em Portugal, a empresa de segurança informática ESET até já emitiu um alerta:

O download de apps a partir de canais não oficiais – neste caso um ficheiro executável com o Pokémon GO para sistemas Android – acarreta riscos de segurança e este caso não é exceção.”, lê-se num comunicado enviado ao Observador.

O Japão ainda não tem o jogo

e foram eles os criadores da saga Pokémon

Isso mesmo. Oficialmente, o jogo ainda só saiu nos Estados Unidos da América, na Austrália e na Nova Zelândia. Nem mesmo as lojas japonesas, onde nasceu a saga Pokémon, disponibilizam ainda o Pokémon GO para download. Como referimos, os utilizadores têm encontrado outras formas de jogar, contornando esse bloqueio. Ainda assim, é previsível que o número de jogadores aumente significativamente quando o jogo for lançado neste e noutros países.

Criou um novo conceito de publicidade

e praticamente ninguém tinha pensado nisso

É possível aproveitar o fenómeno Pokémon GO para muita coisa. Inclusive, para atrair pessoas para cafés e outros estabelecimentos. É o que está a fazer uma cafetaria em Atlanta, de acordo com o site Adage. O Huge Café situa-se entre duas pokéstops e o jogo tem um item chamado Lure Module, que serve para atrair pokémons para uma determinada área durante 30 minutos.

Assim, a agência Huge, que explora o estabelecimento, tem vindo a comprar esses módulos no jogo, atraindo pokémons para o espaço. Vários jogadores acabaram por entrar e conhecer o café enquanto tentavam apanhar essas míticas criaturas. Uma maneira simples e criativa de atrair clientela.

Há pokémons em sítios improváveis

como museus e locais sagrados, por exemplo

Está-se a procurar pokémons em sítios muito improváveis e inconvenientes. Recentemente, a BBC dava conta de que há gente a jogar Pokémon GO no Museu Memorial do Holocausto norte-americano, em Washington D.C., e que, por isso, um porta-voz do memorial já tinha pedido aos visitantes que parassem imediatamente de o fazer. O mesmo se está a passar com outros locais nas redondezas, como o Cemitério Nacional de Arlington. Em todo o mundo, existem milhares de igrejas, monumentos e outros pontos de atração turística que foram, literalmente, convertidos em locais de peregrinação por parte dos jogadores. Existem alguns casos curiosos como, o do pokémon Squirtle que foi apanhado em cima de um bidé, reporta ainda a BBC Brasil. Mas sobre isto, vale ainda a pena ler o caso do ponto abaixo.

Segundo a BBC, na lista de sítios improváveis e inconvenientes surge ainda o campo de concentração de Auschwitz, na Polónia, que num e-mail enviado ao jornal The New York Times, referiu que jogar Pokémon GO nesse local é uma “falta de respeito” pelas pessoas que ali morreram às mãos da Alemanha nazi. E o Centro Médico Académico de Amesterdão, que é um hospital na Holanda, também reagiu a afluência anormal de treinadores pokémon, dizendo: “Sim, há um pokémon doente no centro, mas estamos a cuidar bem dele. Por favor, não o venham visitar”.

A polícia australiana teve de reagir

porque os treinadores iam buscar pokébolas à esquadra

Um dos casos que mais tem sido falado é o da esquadra da polícia australiana que, no jogo, surge destacada como um ponto onde se conseguem pokébolas, ovos de pokémons e outros elementos importantes para os jogadores. O problema é que muitos não perceberam que não tinham de entrar na esquadra para os conseguir. A constante afluência de treinadores de pokémon à esquadra policial de Darwin levou a que as autoridades emitissem um comunicado no Facebook:

A todos os treinadores pokémon a jogarem Pokémon GO por aí: embora a Estação Policial de Darwin possa aparecer no jogo como uma pokéstop, saibam que não têm mesmo de entrar na esquadra para conseguirem as pokébolas. Também é boa ideia olharem para a frente e para os dois lados antes de atravessarem a rua. Esse [pokémon] Sandshrew pode esperar. Cuidem da vossa segurança e apanhem-nos a todos!” lê-se na página dos Northern Territory Police, Fire and Emergency Services autralianos no Facebook.

O jogo poderá valorizar imóveis

pelo menos em teoria…

Nos EUA, uma moradia estará à venda por 450 mil dólares, ou cerca de 406 mil euros. No preço pesam vantagens como o conforto, a luz natural abundante, o sítio espaçoso e, claro, a localização: está “convenientemente situada entre dois ginásios pokémon e tem oito pokéstops nas redondezas”. O caso, reportado no Twitter, foi citado pela Euronews:

Nem sequer é o primeiro jogo do género

mas nenhum atingiu tanto sucesso em tão pouco tempo

Por fim, importa referir que nem a realidade aumentada é uma tecnologia nova, nem o Pokémon GO é o primeiro jogo do género. Antes dele, outros jogos recorreram à mesma tecnologia para misturar elementos virtuais com a realidade. É o caso dos Invízimals para a PlayStation, por exemplo, onde os jogadores podem brincar com criaturas virtuais, tendo o espaço real como pano de fundo.

Porém, nenhum outro jogo de realidade aumentada teve tanto sucesso em tão pouco tempo. E uma coisa é certa: o Pokémon GO tem feito correr muita tinta, mas, à medida que for ficando disponível noutros países, deverá fazer correr cada vez mais.

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Agora que entramos em 2019...

...é bom ter presente o importante que este ano pode ser. E quando vivemos tempos novos e confusos sentimos mais a importância de uma informação que marca a diferença – uma diferença que o Observador tem vindo a fazer há quase cinco anos. Maio de 2014 foi ainda ontem, mas já parece imenso tempo, como todos os dias nos fazem sentir todos os que já são parte da nossa imensa comunidade de leitores. Não fazemos jornalismo para sermos apenas mais um órgão de informação. Não valeria a pena. Fazemos para informar com sentido crítico, relatar mas também explicar, ser útil mas também ser incómodo, ser os primeiros a noticiar mas sobretudo ser os mais exigentes a escrutinar todos os poderes, sem excepção e sem medo. Este jornalismo só é sustentável se contarmos com o apoio dos nossos leitores, pois tem um preço, que é também o preço da liberdade – a sua liberdade de se informar de forma plural e de poder pensar pela sua cabeça.

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