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Uma grande notícia para os condutores, uma péssima notícia para as seguradoras. De acordo com vários especialistas, os prémios dos seguros automóveis podem sofrer uma desvalorização de quase 40% quando os carros autónomos se tornarem uma realidade efetiva.

Esta é pelo menos a convicção de Paul Mang, o responsável pelo departamento analítico da Aon Plc, uma das maiores companhias de seguros do mundo. “A nossa indústria precisa de agir rapidamente para garantir que os nossos produtos acompanhem o novo paradigma”, afirmou o responsável, citado pela agência Bloomberg. Mang acredita que a indústria precisa de estar preparada para se reinventar.

Os principais investigadores consideram que os carros autónomos, que dispensam a intervenção humana na condução, podem ser uma realidade massificada “já” em 2050. A acontecer, tal representaria, a esta distância, uma revolução tecnológica com impactos incomensuráveis.

Conscientes disto, os gigantes dos seguros, como a Allianz SE e a Munich Re, estão a tentar antecipar o impacto desta revolução na mercado de seguro automóvel, como recorda a mesma agência Bloomberg. As perspetivas não são as melhores: segundo as últimas estimativas, o mercado pode sofrer uma desvalorização de cerca de 20% até 2035.

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Por outro lado, a esperança das companhias de seguros é que os carros autónomos tragam novos desafios aos condutores e proprietários e abram novas linhas de negócio. É o que diz Stefan Schulz, responsável pela Munich Re, uma das maiores seguradoras do mundo. Consciente de que a “nova tecnologia pode melhorar muitas coisas”, a perspetiva é que “também traga novos riscos, como ataques de hackers” a carros altamente computadorizados.

De todo o modo, as seguradoras terão ainda muito tempo para se adaptarem à futura realidade. “Ainda existe um longo caminho pela frente de existirem veículos completamente autónomos nas nossas estradas”, conclui Stefan Schulz.