Sophia de Mello Breyner Andresen

Obra de Sophia de Mello Breyner é homenageada esta terça-feira

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Na cerimónia a editora Assírio & Alvim assinala a republicação de toda a obra poética da escritora e apresenta a sua tradução do livro "Tanto Barulho por Nada", de Shakespeare, até agora inédita.

Na cerimónia participa também a fadista Katia Guerreiro, que gravou poemas de Sophia de Mello Breyner Andresen, e o ator Pedro Lamares que lerá poemas da autora de "O búzio de Cós"

©Divulgação

Várias personalidades, como o ator e encenador Luís Miguel Cintra e a fadista Katia Guerreiro, participam, esta terça-feira, em Lisboa, numa “homenagem à vida e obra” de Sophia de Mello Breyner Andresen (1919-2004).

A cerimónia realiza-se às 18h30, no Centro Cultural de Belém, em Lisboa, e conta com Carlos Mendes de Sousa, professor do Departamento de Estudos Portugueses e Lusófonos, da Universidade do Minho, João Almeida Flor, catedrático jubilado da Faculdade de Letras da Universidade de Lisboa, Luís Miguel Cintra, a cineasta Margarida Gil e o escritor Richard Zenith.

Na cerimónia participa também a fadista Katia Guerreiro, que gravou poemas de Sophia de Mello Breyner Andresen, e o ator Pedro Lamares que lerá poemas da autora de “O búzio de Cós”.

A editora Assírio & Alvim celebra desta forma a republicação de toda a obra poética da escritora e apresenta a sua tradução do livro “Tanto Barulho por Nada”, de William Shakespeare, até agora inédita em livro.

A publicação da comédia “Muito Barulho por Nada”, de William Shakespeare, falecido há 400 anos, numa tradução nunca antes publicada de Sophia de Mello Breyner Andresen (1919-2004), conta com um prefácio de Luís Miguel Cintra, que levou esta peça à cena pelo Teatro da Cornucópia, no Teatro do Bairro Alto, em Lisboa, e uma introdução de João de Almeida Flor.

Sobre a tradução da poetisa, Luís Miguel Cintra afirma no prefácio que, “para se perceber as suas escolhas de tradutora tem de se entender a sua ideia de tradução: uma verdadeira interiorização, até musical, do texto inglês e a resposta – como se fosse um eco que falasse português e que tantas vezes parecia tradução literal, sendo no entanto o resultado de uma escolha não a favor da fidelidade literal mas sim de outra fidelidade mais inteligentemente entendida, a fidelidade de encontrar em português uma linguagem teatral para um texto destinado a ser representado e a uma poética sua, fiel à de Shakespeare”.

Esta é a segunda tradução de uma peça de Shakespeare (1564-1616), feita por Sophia de Mello Breyner Andresen, depois de ‘Hamlet’, editada de novo este ano.

Sophia de Mello Breyner Andresen, natural do Porto, estudou Filologia Clássica na Universidade de Lisboa, tendo publicado os primeiros versos, quando frequentava a faculdade, em 1940, nos ‘Cadernos de Poesia’.

A sua obra está traduzida em várias línguas e foi várias vezes premiada, tendo recebido, entre outros, o Prémio Camões 1999, o Prémio Poesia Max Jacob 2001 e o Prémio Rainha Sofia de Poesia Ibero-Americana, em 2003.

“Com uma linguagem poética quase transparente e íntima, ao mesmo tempo ancorada nos antigos mitos clássicos, Sophia evoca nos seus versos os objetos, as coisas, os seres, os tempos, os mares, os dias”, refere em comunicado a editora.

A poetisa encontra-se sepultada, desde dezembro de 2014, no Panteão Nacional, em Lisboa.

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