O Centro Cultural de Belém (CCB) vai lançar um concurso para a construção de um hotel de cinco estrelas, assim como uma área comercial. É uma das novidades anunciadas por Elísio Summavielle, em entrevista ao jornal Público e à rádio Renascença.

Numa entrevista dada aos dois órgãos de comunicação, Elísio Summavielle, fez um balanço do tempo que já está frente do Centro Cultural de Belém (CCB). Durante a conversa, o presidente do CCB, afirmou que todas as forças vão ser reunidas para que a construção dos módulos 4 e 5 do museu sejam construidos, áreas comercias passem a fazer parte do CCB, assim como, o protejo do hotel, falado há algum tempo, avance. Aliás, Summavielle , garantiu que o hotel, que deverá contar com 160 quartos, vai ter a primeira pedra colocada já no próximo ano.

Conjuntura está, parece-me, francamente favorável à construção de um hotel de prestígio, de cinco estrelas, com cerca de 160 quartos. Existem vários estudos prévios. Isso será depois afinado com o atelier autor do projeto, Gregotti-Salgado”, contou na entrevista o presidente do CCB.

A garantia de que o projeto se concretize depende, no entanto, e segundo o presidente, de investimento de privados, apontando, ainda, o dedo à burocracia como a principal causa para que o projeto ainda hoje esteja apenas no papel.

Em jeito de balanço do tempo que já está à frente do CCB, o responsável afirma que “está decorrido o ciclo dos nove meses da minha chegada ao Centro Cultural de Belém – é um parto. É óbvio que, logo nos primeiros tempos, foi feito com muita intensidade um diagnóstico do estado de saúde da Fundação [Centro Cultural de Belém] e posso dizer que estamos a caminho de um equilíbrio. As contas finais de 2016 são bastante melhores do que as do ano passado [2015].”

Summavielle esclareceu ainda que o CCB não apresenta, atualmente, passivo: “Neste momento não há passivo. Todas as dívidas a fornecedores estão liquidadas, mas em Maio-Junho andava à volta dos 800 mil euros”.

Recorde-se que Elísio Summavielle chegou à presidência do CCB depois de o seu antecessor, António lamas, ter sido afastado de forma controversa pelo, na altura ministro da Cultura, João Soares. Também a nomeação do atual presidente esteve envolto em polémica por ser muito próximo de João Soares assim com a sua militância assumida pelo PS.