DCIAP

Risco de furto de armas era conhecido há meses

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Ministério Público já tinha aberto um inquérito para investigar informações que referiam a possibilidade de instalações militares serem assaltadas. Informação foi obtida entre fevereiro e março.

PAULO CUNHA/EPA

O Ministério Público já tinha em marcha uma investigação a um possível furto de armas de instalações militares quando os paióis de Tancos foram assaltados há uma semana. O processo foi aberto no Departamento Central de Investigação e Ação Penal (DCIAP) depois de, entre fevereiro e março deste ano, ter sido recolhida informação que dava conta de um plano para chegar ao armamento de guerra de instalações militares na região centro do país, refere a edição online da revista Sábado esta quarta-feira.

O tema terá estado em cima da mesa no final da semana passada, na troca de informações entre as duas entidades — Polícia Judiciária e Polícia Judiciária Militar — que neste momento têm a responsabilidade de investigar o furto de granadas, lança granadas anti-carro, entre outro material, do parque nacional de paióis, em Tancos (na zona centro do país).

A revista Sábado que o DCIAP investigava há meses uma denúncia em que se mencionava a possibilidade de ser realizado um assalto a instalações das Forças Armadas com o objetivo de furtar armamento militar. Essa informação — que, segundo o Observador apurou, partiu da interceção de escutas no âmbito de outra investigação, mas a que a Sábado se refere como tendo partido de uma “denúncia” — terá sido obtida entre fevereiro e março.

Amadeu Guerra, diretor do DCIAP, entregou o processo aos procuradores Vítor Magalhães e João Melo. Mas, até à semana passada, as investigações coordenadas pelos magistrados — e que estão a cargo da Unidade Nacional de Contra Terrorismo da Polícia Judiciária — ainda não tinha chegado a quaisquer suspeitos. Entretanto, ocorreu o assalto de Tancos.

Esta semana, a Procuradoria-Geral da República emitiu um comunicado em que confirmava a investigação ao furto de armamento militar guardado em Tancos, num inquérito em que estão em causa suspeitas de crimes de associação criminosa, tráfico de armas internacional e terrorismo internacional. “Na sequência de análise aprofundada dos elementos recolhidos, o Ministério Público apurou que tais factos, se integram numa realidade mais vasta”, referia o mesmo comunicado.

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