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Jornal das quatro com Miguel Videira. Miguel, o diretor do DCIAP reconhece a demora para concluir o inquérito da Operação Influencer, mas também afirma que não vai tomar decisões precipitadas.
Por exemplo, a reboque da pressão da opinião pública. Rui Cardoso falava no final de uma apresentação de uma proposta de alteração ao Código do Processo Penal. O diretor do DCIAP avançou com uma das razões para a morosidade do inquérito que investiga o eventual tráfico de influências, tendo em vista o licenciamento de um centro de dados em Sines.
Uma das causas de maior atraso neste processo, mas também noutros, é, como eu disse, o correio eletrónico. O correio eletrónico, o procedimento que hoje tem que ser seguido por causa da interpretação que é feita da lei, tem levado a atrasos, às vezes, de anos, até que nós consigamos ter a prova digital, nomeadamente o correio eletrónico e similar, para ser trabalhável.
Rui Cardoso, o diretor do Departamento Central de Investigação e Ação Penal, garante que não vai tomar decisões infundadas e prematuras.
São declarações feitas horas depois da CNN ter revelado uma escuta que vem pôr em causa uma afirmação feita por António Costa em 2023.
Disse nessa altura o então primeiro-ministro que nunca conversou com Diogo Lacerda Machado sobre o projeto de construção de um centro de dados em Sines. A escuta de uma conversa em 2022 entre Lacerda Machado e António Costa vem pôr em causa essa