Rádio Observador

Circuito Mundial de Surf

O orgulho de Frederico Morais no pódio do Open J-Bay: “É fantástico poder representar Portugal”

6.982

Estava cabisbaixo após perder a final em J-Bay, mas nem por isso esqueceu as origens no pódio: com uma bandeira de Portugal à cintura, Kikas agradeceu o apoio numa "semana de loucos"... em português.

@ WSL / Cestari

Frederico Morais tinha deixado o aviso após a fantástica vitória frente a John John Florence nos quartos-de-final, quando igualou a melhor participação de sempre de um surfista português no World Tour: “Tudo isto é fantástico, mas devemos querer sempre mais”. Ele sonhou, a obra nasceu: nas meias-finais, depois de Mick Fanning e do atual campeão em título, ganhou a outro antigo vencedor mundial, Gabriel Medina. Tornou-se assim o primeiro português de sempre a chegar à final de uma etapa do Circuito, perdendo apenas contra Filipe Toledo.

O surf é um mundo com muito fair-play. É uma competição, sim, mas acabam por passar mais tempo uns com os outros dentro de água do que com as famílias. Criam-se laços, nascem amizades. Kikas foi muito saudado no regresso ao areal após a bateria decisiva, por adversários e espetadores. Agradeceu, sempre, com um sorriso nos lábios. Mas os momentos que antecederam a chegada ao pódio para receber o troféu de segundo classificado, com uma bandeira de Portugal à cintura, mostraram um jovem orgulhoso do que fez mas cabisbaixo por querer ainda mais e mais.

“Adoro Jeffreys Bay, apaixonei-me logo. As pessoas são muito simpáticas, as ondas são fantásticas, o clima é muito parecido com o que tenho no meu país, o vibe que se sente aqui é espetacular. É um local inesquecível e só posso agradecer a todos os fãs por terem vindo hoje a mais um dia e por nos terem apoiado durante toda a semana. Sinto que estou em casa e esse é o melhor sentimento possível“, começou por referir o surfista nacional, que deu mais um salto na classificação geral, reentrando no top-15 dos melhores do ano.

Foi a minha primeira final de sempre. É fantástico, uma grande mistura de sentimentos. Estar na água com Mick [Fanning], John John [Florence], Gabriel [Medina], Filipe [Toledo]… Foi uma semana de loucos. Defrontar campeões mundiais obriga a que estejamos sempre em grande, são campeões mundiais, os melhores surfistas do mundo e para conseguir ganhar temos de nos preparar para tudo, acreditando que é possível. Ser treinado pelo Dog Marsh [Richard Marsh] tem sido uma excelente ajuda, é o melhor treinador do mundo”, resumiu sobre a etapa em Jeffreys Bay, antes de deixar uma palavra para todo o apoio que recebeu de Portugal.

“É fantástico poder representar Portugal e ser o primeiro português a chegar a uma final do World Tour. Foi o Tiago que introduziu o país no surf a nível mundial. Quero agradecer a todos aqui, em casa. Obrigado Portugal!”, concluiu, numa pergunta que recordou a figura de Saca Pires no Circuito Mundial.

Com um pormenor: falou sempre em inglês, como é normal, menos na última frase. O “Obrigado Portugal!” saiu no pódio de Jeffreys Bay, na África do Sul, em bom português. E todos nós conseguimos ouvir e perceber por cá.

Não queremos ser todos iguais, pois não?

Maio de 2014, nasceu o Observador. Junho de 2019, nasceu a Rádio Observador.

Há cinco anos poucos acreditavam que era possível criar um novo jornal de qualidade em Portugal, ainda por cima só online. Foi possível. Agora chegou a vez da rádio, de novo construída em moldes que rompem com as rotinas e os hábitos estabelecidos.

Nestes anos o caminho do Observador foi feito sem compromissos. Nunca sacrificámos a procura do máximo rigor no nosso jornalismo, tal como nunca abdicámos de uma feroz independência, sem concessões. Ao mesmo tempo não fomos na onda – o Observador quis ser diferente dos outros de órgãos de informação, porque não queremos ser todos iguais, nem pensar todos da mesma maneira, pois não?

Fizemos este caminho passo a passo, contando com os nossos leitores, que todos os meses são mais. E, desde há pouco mais de um ano, com os leitores que são também nossos assinantes. Cada novo passo que damos depende deles, pelo que não temos outra forma de o dizer – se é leitor do Observador, se gosta do Observador, se sente falta do Observador, se acha que o Observador é necessário para que mais ar fresco circule no espaço público da nossa democracia, então dê o pequeno passo de fazer uma assinatura.

Não custa nada – ou custa muito pouco. É só escolher a modalidade de assinaturas Premium que mais lhe convier.

Partilhe
Comente
Sugira
Proponha uma correção, sugira uma pista: broseiro@observador.pt

Só mais um passo

1
Registo
2
Pagamento
Sucesso

Detalhes da assinatura

Esta assinatura permite o acesso ilimitado a todos os artigos do Observador na Web e nas Apps. Os assinantes podem aceder aos artigos Premium utilizando até 3 dispositivos por utilizador.

Só mais um passo

1
Registo
2
Pagamento
Sucesso

Detalhes da assinatura

Esta assinatura permite o acesso ilimitado a todos os artigos do Observador na Web e nas Apps. Os assinantes podem aceder aos artigos Premium utilizando até 3 dispositivos por utilizador.

Só mais um passo

Confirme a sua conta

Para completar o seu registo, confirme a sua conta clicando no link do email que acabámos de lhe enviar. (Pode fechar esta janela.)