A gigante norte-americana dos processadores informáticos Intel garante que o “bug“, ou “falha”, (é a própria empresa que coloca entre aspas) não é exclusivo dos componentes vendidos pela Intel mas está em outras marcas. A empresa garante que são “incorretas” as notícias que saíram na quarta-feira, que apontavam para uma vulnerabilidade crítica cuja correção poderia tornar os computadores 5% a 30% mais lentos, e acrescenta que já havia planos para discutir publicamente o tema esta semana.

Num comunicado difundido ao final da noite de quarta-feira, numa altura em que as ações da empresa caíam cerca de 4% na bolsa, a Intel garantiu que, na sua leitura, não estavam em risco quaisquer dados sensíveis nos computadores, caso houvesse intenção maliciosa de aproveitar a alegada vulnerabilidade.

As notícias recentes que dizem que esta situação é causada por um ‘bug’ ou uma ‘falha’ e que é exclusiva aos produtos da Intel são incorretas. Tendo por base a análise feita até ao momento, muitos tipos de dispositivos informáticos — feitos por vários fabricantes de processadores e produtores de sistemas operativos — são vulneráveis a esta situação”.

A principal rival da Intel, a AMD, assegurou que não tinha o mesmo problema que foi atribuído à gigante norte-americana. Mas a Intel garante que os processos onde pode estar a vulnerabilidade não são exclusivos aos seus produtos e, sem acusar especificamente as outras marcas, diz-se “disponível para trabalhar em conjunto com muitas outras empresas tecnológicas, incluindo a AMD e a ARM Holdings” para que se dê uma “resposta global”, transversal a toda a indústria, para “resolver este problema rapidamente e de forma construtiva”.