As salas do Noviciado do Convento de Cristo, em Tomar, recebem, a partir do próximo dia 31 de janeiro, a exposição No Rasto da Devoção — Escultura de Pedra no Convento de Cristo entre os séculos XIV e XVI. A exposição, que estará patente ao público até 27 de julho, resulta de uma parceria entre o Convento de Cristo/Direção Geral do Património Cultural e o Centro de Estudos em Arqueologia, Artes e Ciências do Património da Universidade de Coimbra, afirma uma nota da direção deste monumento Património da Humanidade.

Partindo do núcleo pétreo das reservas do Convento de Cristo, a exposição centra-se na produção devocional entre os séculos XIV e XVI, “onde é possível captar afinidades do trabalho oficinal desenvolvido entre Coimbra e Tomar”, afirma o comunicado. “No conjunto de peças apresentadas, ressalta a estreita relação entre a produção oficinal e o que então era a prática devocional”, afirma a direção do Convento de Cristo.

As peças expostas pertencem ao acervo museológico da União dos Amigos dos Monumentos da Ordem de Cristo (UAMOC), incorporado no Convento de Cristo e objeto, desde 2015, de um “plano de investigação, reunindo várias parcerias pedagógicas e científicas, compreendendo o seu estudo pluridisciplinar e laboratorial”, acrescenta. Além das imagens em pedra do Convento de Cristo, serão dadas a conhecer “relevantes esculturas em pedra provenientes do acervo de diversas instituições, entre as quais Museus Nacionais, Municipais, Diocesano de Santarém e de Igrejas Paroquiais de Tomar”.

“Acreditamos que esta exposição abre, certamente, novas e inovadoras abordagens para o conhecimento desta temática pela mão da responsabilidade científica do Centro de Estudos em Arqueologia, Artes e Ciências do Património da Universidade de Coimbra, dos importantes contributos de outras instituições como o Instituto Politécnico de Tomar, e o Laboratório HERCULES”, afirma a diretora do Convento de Cristo, Andreia Galvão.

A exposição estará patente nas Salas do Noviciado, situadas no primeiro piso da fachada oeste do claustro da Micha, destinadas originalmente, duas delas, a dormitório dos noviços e, a terceira, a capela — a capela do Noviciado ou dos Reis Magos, considerada “uma das obras-primas renascentistas portuguesas”.