Arte

Exposição “As Flores do Imperador” inaugura viagem entre Oriente e Ocidente

A exposição "As Flores do Imperador - Do bolbo ao tapete" propõe uma viagem entre o Oriente e o Ocidente, documentada por obras de arte, desenhos e objetos.

Manuel Almeida/LUSA

A exposição “As Flores do Imperador – Do bolbo ao tapete”, que propõe uma viagem entre o Oriente e o Ocidente, documentada por obras de arte, desenhos e objetos, é inaugurada esta quinta-feira, às 18h30, na Fundação Calouste Gulbenkian, em Lisboa.

Provenientes do acervo da Gulbenkian, e de vários outros museus, bibliotecas e diversas coleções nacionais e internacionais, as obras vão ficar em exposição ao público a partir de sexta-feira, até 21 maio deste ano, de acordo com um comunicado desta entidade.

Esta primeira exposição do ano do Museu Calouste Gulbenkian parte dos motivos decorativos de dois tapetes da Coleção do Fundador, produzidos na Índia Mogol, provavelmente no reinado do Xá Jahan (1627-1658), “para fazer reviver o fascínio que os bolbos e as flores exóticas suscitaram no Ocidente, ao longo do século XVII”.

Dividida em quatro capítulos temáticos, a mostra “As Flores do Imperador” recorda o fascínio pelas espécies trazidas do Oriente, que se traduziu na publicação de compêndios botânicos ilustrados, e na criação, um pouco por toda a Europa, de jardins com coleções de flores orientais, árvores exóticas e outras plantas raras.

Levados por embaixadores, missionários e mercadores europeus nas suas missões diplomáticas, religiosas e comerciais, alguns destes livros terão chegado à longínqua corte Mogol, onde muitas das flores neles representadas eram, desde há muito, conhecidas e admiradas.

Além de várias peças pertencentes ao Museu Calouste Gulbenkian, esta exposição reúne obras vindas da Galeria Uffizi, de Florença, em Itália, do Museu das Artes Decorativas de Paris, da Biblioteca Nacional de França, da Biblioteca da Universidade de Leiden, na Holanda, e também de instituições nacionais, como a Biblioteca Nacional, a Biblioteca da Universidade de Coimbra e o Museu Nogueira da Silva de Braga, entre outras.

A coleção de tapetes do Museu Calouste Gulbenkian é constituída por oitenta e cinco exemplares, oriundos sobretudo da Pérsia, da Índia e do Cáucaso, adquiridos maioritariamente entre 1907 e 1939.

Possui seis tapetes indianos da época Mogol, de grande qualidade técnica e artística, todos produzidos em manufaturas reais e urbanas, “demonstrando a mestria e a sofisticação alcançadas pelos tapeceiros da época”.

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