Goste-se ou não da Tesla (e de Elon Musk, em particular), a verdade é que a marca norte-americana de veículos eléctricos não perde uma oportunidade para demonstrar que a mobilidade zero emissões em nada fica atrás dos tradicionais veículos com motor de combustão interna.

O mais recente exemplo disso chega-nos da Austrália, onde um Model X P100D estabeleceu um novo recorde mundial, devidamente certificado pelo Guinness, ao rebocar um Boeing 787-9, durante 300 metros. Foi assim:

Propriedade da Qantas Airlines, o avião de passageiros pesa 130 toneladas, descarregado e com o mínimo de combustível nos tanques. Ou seja, está muito – mas mesmo muito – além da capacidade oficial de reboque anunciada pela Tesla para o seu SUV, que se cifra nas 2,5 toneladas.

Comparando um “monstro” com o outro, fica-se com a ideia de que, entre a realidade e os números, há sempre margem para surpresas. Afinal, um Boeing 787-9 pode transportar até 236 passageiros, enquanto o SUV eléctrico tem como lotação máxima sete ocupantes. O primeiro faz 14.500 km devidamente atestado, o outro fica-se pelos 565 km entre recargas. Posto isto, seria muito mais fácil imaginar um Boeing a rebocar um Tesla, do que o contrário. Ou talvez não…

O que determina a capacidade de rebocar de um veículo é a potência do seu motor mas, sobretudo, a resistência da sua embraiagem ao esforço, sendo que isto é ouro sobre azul para os carros eléctricos. Primeiro, porque os seus motores oferecem muita força e a um regime muito baixo – só o Tesla Model X P100D fornece 967 Nm quase a partir de “parado” – e, como se isso não bastasse, não têm embraiagem, pelo que não há material de fricção que possa aquecer em excesso quando submetido a um esforço excessivo e a degradar-se.

Veja na fotogaleria quem conquistou as proezas e decida qual a que mais o impressiona, sabendo desde já que há oito marcas representadas neste top 10, isto porque a Land Rover chamou a si três desses recordes.