Companhia Nacional de Bailado

Companhia Nacional leva bailado “A perna esquerda de Tchaikovsky” aos Açores

A peça foi criada a convite da Companhia Nacional de Bailado por Tiago Rodrigues, em torno da memória do corpo da antiga primeira bailarina Barbora Hruskova.

LUONG THAI LINH/EPA

Autor
  • Agência Lusa

O espetáculo “A perna esquerda de Tchaikovsky”, escrita e dirigida por Tiago Rodrigues, sobre a memória do corpo de uma bailarina, vai ser apresentada pela Companhia Nacional de Bailado (CNB) no sábado, no Teatro Micaelense, nos Açores.

A peça, que é apresentada às 21h30 no âmbito da digressão nacional da CNB, foi criada a convite da CNB por Tiago Rodrigues, em torno da memória do corpo da antiga primeira bailarina Barbora Hruskova. Ao som da música original composta por Mário Laginha, a bailarina revisita a sua carreira e as marcas que essa vida na dança traçaram no seu corpo.

“Cada dor no meu corpo corresponde a um espetáculo de dança. Já danço há mais de 30 anos. Tenho uma coleção de dores. Quando ouço Prokofiev, dói-me o joelho. Quando ouço Sibelius, doem-me as costas. Mas nem tudo é dor. Gosto de ir cedo para o palco, quando ainda só lá está o afinador de pianos”, segundo um excerto do texto do espetáculo, ditado pela voz de Barbora Hruskova.

A bailarina vai desfiando memórias de espetáculos e de dores, desmistificando a ideia romântica da facilidade e leveza das interpretações das bailarinas em palco, e apresentando a outra face de um trabalho árduo e desgastante para o corpo.

“Já fiz as contas e tenho a certeza de que já passei mais horas da minha vida a dançar do que a dormir. Sonho mais quando danço do que quando durmo. Quando danço, tudo parece um sonho mas, como tenho dores, sei que é real. Dançar dói, mas dói mais quando estou parada”, diz ainda a bailarina em palco.

Partilhe
Comente
Sugira
Proponha uma correção, sugira uma pista: observador@observador.pt
Paris

A morte das catedrais

António Pedro Barreiro
445

A separação forçada entre a beleza e a Fé é lesiva para ambas as partes. O incêndio em Notre-Dame recorda-nos isso. Recorda-nos que as catedrais não são montes de pedras.

Mar

Bruno Bobone: «do medo ao sucesso»

Gonçalo Magalhães Collaço

Não, Portugal não é uma «nação viciada no medo» - mas devia realmente ter «medo», muito «medo», do terrível condicionamento mental a que se encontra sujeito e que tudo vai devastadoramente degradando.

Só mais um passo

1
Registo
2
Pagamento
Sucesso

Detalhes da assinatura

Esta assinatura permite o acesso ilimitado a todos os artigos do Observador na Web e nas Apps. Os assinantes podem aceder aos artigos Premium utilizando até 3 dispositivos por utilizador.

Só mais um passo

1
Registo
2
Pagamento
Sucesso

Detalhes da assinatura

Esta assinatura permite o acesso ilimitado a todos os artigos do Observador na Web e nas Apps. Os assinantes podem aceder aos artigos Premium utilizando até 3 dispositivos por utilizador.

Só mais um passo

Confirme a sua conta

Para completar o seu registo, confirme a sua conta clicando no link do email que acabámos de lhe enviar. (Pode fechar esta janela.)