Hip Hop

Trap, fado, rap e pop à Kanye West: Mike El Nite fintou-nos a todos e inventou um campeonato só seu

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Um desgosto amoroso e uma crise de identidade deram origem a um dos discos mais surpreendentes do ano. Mike El Nite apresenta "Inter-Missão" e avisa: "Daqui a 20 anos não sei se vou ser rapper".

Mike El Nite em discurso direto e franco nos estúdios da editora Think Music: "Tive de pensar: quem sou? Porque se sou só isto, então sou só mais um aqui no meio destes todos"

DIOGO VENTURA/OBSERVADOR

A frustração, o desconforto e o desajustamento servirem de motor e inspiração à criação artística é prática antiga. Alguém acredita que um Back to Black, um In Utero ou um Life After Death existiriam se Amy Winehouse, Kurt Cobain ou Notorious B.I.G. fossem gente certinha, perfeitamente ajustada ao mundo e sem grandes tormentos? Seria Anna Karenina um romance tão canónico se contasse a história de personagens com vidas comezinhas, sem grandes dilemas por resolver? Teria Edvard Munch pintado “O Grito” se fosse um epicurista e visse em cada pedra da calçada uma flor e em cada peculiaridade do mundo um bonito milagre?

Tolstoi resolveu a questão cedo, logo com a primeira frase do seu romance mais conhecido: “Todas as famílias felizes se parecem, todas as infelizes são infelizes à sua maneira”. Se Miguel Caixeiro, nome de código Mike el Nite, leu a frase ou concorda com ela, não é questão que se coloque por agora. Mas sem frustração, desconforto e desajustamento, dificilmente se decidiria a gravar um disco como Inter-Missão, o segundo álbum deste rapaz prestes a fazer 30 anos, a quem parece cada vez mais redutor chamar rapper.

[A capa de ‘Inter-Missão’, álbum que Mike El Nite edita esta sexta-feira:]

Primeiro veio o hip-hop, depois o nu-metal, a seguir a eletrónica

O percurso de Miguel Caixeiro, cujo nome artístico faz referência ao memorável Michael Knight da série “O Justiceiro” (interpretado por David Hasselhoff), já insinuava que a sua caminhada no hip-hop seria, se não sinuosa, pelo menos peculiar. Primeiro veio a paixão. Fazendo a retrospetiva desse amor profundo (mas não monogâmico), Mike El Nite recorda a entrada na adolescência nos finais de 1990 e inícios dos anos 2000, ao som de “Sam the Kid, Xeg, Mind da Gap, Eminem e 50 Cent”.

[oiça o novo álbum de Mike El Nite via Spotify:]

Paralelamente ao hip-hop, os Offspring conviviam com os Limp Bizkit no MP3. Era a era da MTV e do nu-metal que quem cresceu entre os anos 1990 e 2000 conhece bem. Porém, Miguel afastou-se, interessou-se pelo mundo da música eletrónica, pela cultura das raves, pelo DJing. Quando regressou às rimas e batidas já na viragem para esta década, muito por culpa da identificação com a música feita por Tyler the Creator e pelo coletivo Odd Future (que chegou a incluir Earl Sweatshirt, Frank Ocean e outros nomes de relevo da música americana), Mike El Nite ainda não era conhecido, mas já era um outsider.

Os primeiros lançamentos confirmaram que se tratava de um alienígena no universo do hip-hop português. Primeiro chegaram Trocadalhos do Carilho Vol. 1 e Rusga para concerto em G menor, depois o EP já mais maduro Vaporetto Titano, por último o álbum Justiceiro (2016). Em nenhum era possível encontrar grandes aproximações a qualquer cânone. Mike El Nite não fazia hip-hop jazzístico e com groove à anos 1990, mas também não fazia trap americano para dançar e celebrar uma vida luxuosa (os carros, as mulheres, as jóias, as notas). Colocou-se fora das duas escolas, retirando como ensinamento da primeira o cuidado com as palavras, notório até quando entrava em modo egotrip (celebração das suas capacidades e conquistas), e da segunda uma estética sonora mais moderna, dançante e esquizóide, acrescentando-lhe algum humor (porventura vindo do pai, também ele músico, antigo membro da Brigada Victor Jara e mais tarde criador da personagem pimba Quinzinho de Portugal) e acidez.

Mike El Nite junto aos estúdios da editora Think Music, na Fábrica da Pólvora, em Barcarena

A fórmula não era familiar e Justiceiro, onde tudo isto coexistia, por exemplo, com um tema de spoken word a capella (“Cena de Odio 3.0”) e com excertos editados dos Santamaria, aterrava como um objeto estranho no hip-hop nacional. Alguns (bastantes) gostaram, outros nem por isso. Dois anos depois, numa altura em que muitos ainda tentam descobrir como se posicionar relativamente a Mike El Nite, a esse disco e até a Mambo Nº 1 — tema de 2014 que lançou com o rapper ProfJam e que antecedeu a grande popularização do trap entre “rappers brancos e hipsters, porque o NGA e outros já o faziam há algum tempo” –, eis que ele nos troca as voltas novamente.

Motivado, lá está, pela frustração, desconforto e desajustamento, mas também por uma constante procura de um som novo que o distinga dos seus contemporâneos do hip-hop português, eis Inter-Missão, um disco para “fintar o pessoal”. “Há miúdos que me conhecem pela Dr. Bayard”, um dos temas do disco lançado há uns meses com videoclip, começa por dizer Mike El Nite. “Agora quero mostrar outra coisa, agora que tenho os vossos ouvidos vão levar comigo de outra maneira”, enuncia. Melhor dizendo, como atira no tema que encerra o disco: “Se cada maço tem 20 nites [gíria para cigarros] chama-me nite twenty one [21]”. Não cabe na caixa — palavra de Justiceiro.

[O videoclip com os dois singles do disco, “Capacete” e “Arco-íris”:]

As epifanias Slow J e José Cid

Chegámos aos novos estúdios da editora Think Music na Fábrica da Pólvora, em Barcarena, para ouvir em primeira mão este novo álbum de Mike El Nite, já informados de que o disco viria acompanhado por um pequeno livro de banda-desenhada. Íamos com a pulga atrás de orelha: numa entrevista ao podcast 3 Pancadas, do canal TV Chelas de Sam the Kid, o rapper e cantor lisboeta dizia há perto de um ano que fazia pouco sentido o disco ser lançado pela editora de ProfJam (e de Yuzi, Fínix MG, Benji Price e Osémio Boémio) que se tornou, a par da Superbad Records de Holly Hood, No Money e outrora de 9 Miller, epicentro do trap nacional mais ouvido no Youtube.

Em 2017, Mike El Nite dizia que a sonoridade do disco que estava a compor estava demasiado distante do trap festivo pelo qual a editora se tornou conhecida. Dizia ainda que, ao ouvir The Art of Slowing Down, o primeiro disco do multifacetado (é guitarrista, produtor, cantor e rapper) Slow J, mas também ao ouvir um concerto de José Cid a tocar no festival Bons Sons o disco de rock progressivo 10.000 Anos Depois Entre Vénus e Marte (de 1978), tinha mudado o chip. Agora, queria fazer canções que todos pudessem cantar, queria “fazer temas”, fugir ao hip-hop flirtando com ele, do mesmo modo que, acrescentamos nós, já tinha fugido às fórmulas mais utilizadas nesse género musical (de som e líricas) em O Justiceiro. Alguma coisa teria de ter mudado para que este disco seja agora editado pela Think Music. Mike El Nite confirmou-nos:

Depois dessa entrevista, falei com o Mário [Mário Cotrim, aka ProfJam] e o Nélson [manager da editora] e foi-me dito que seria interessante haver uma edição com um registo que não fosse aquele pela qual as pessoas conhecem a Think Music. Achámos que esta colaboração ia trazer-me mais público, porque estou exposto ao público da Think Music que tem muitos seguidores, e também poderia trazer uma certa educação a um público jovem que hoje em dia só ouve um estilo. É bom para mim e é bom para a sobrevivência da editora que ela se mostre multifacetada”, refere.

O mote? “Se sou só isto, sou só mais um no meio destes todos”

Inter-Missão conta uma história que só existe por aquilo que Miguel Caixeiro viveu entre o verão de 2016 e o momento atual, em que está prestes a atingir os 30 anos de idade. A banda-desenhada ajuda a desvendar o disco e esta história é, aliás, importante para explicar uma narrativa que poderia ser difícil descortinar dada a diferença de sonoridade de tema para tema, porque aqui Mike El Nite quis “disparar para vários lados”, ao contrário do álbum anterior, “que era todo produzido pelo Dwarf e tinha uma linha estética, era todo ele uma onda”.

O novo álbum de Mike El Nite vem acompanhado por um livro de banda-desenhada que o ilustra e narra

Neste álbum, o desconforto que se seguiu à euforia foi motor das composições. Três dias depois do seu concerto no Super Bock Super Rock, em 2016, no dia do concerto de Kendrick Lamar — “o melhor dia da minha vida” diz Mike El Nite — a então namorada do rapper terminou uma relação de longa data. “Entrei ali numa onda muito depressiva, muito má. Não sabia muito bem lidar com o facto de estar solteiro com 20 e tal anos porque foram muitos anos”.

Quer o álbum quer a banda-desenhada arrancam, assim, com uma dualidade interessante: primeiro vem o som (no álbum) e desenhos (na BD) a ilustrar o concerto no festival que no próximo anos regressará ao Meco. “Uivos, gritos, aplausos”. De repente, entra uma guitarra portuguesa, uma mulher (Rita Vian, cantora que Miguel Caixeiro conhece “há uns dez anos”) a cantar o fado “Carmencita”, popularizado por Amália Rodrigues, sobre “a cigana mais linda da caravana” que “não tinha coração” e andava “buscando aventura”. Mike El Nite entra a seguir, de forma inesperada, primeiro usando o auto-tune (será a primeira vez que a um fado se segue interjeições cantadas com auto-tune?), depois rimando:

“Um gajo treme e não é pouco
porque o teu conforto é o desconforto de outro
desde que te foste eu estou em ponto morto
todo torto, eu sou eu mas noutro corpo”

Sobre “ser um saltimbanco” e não ter “sítio para onde ir”, sobre a festa ser “momentânea”, sobre a dúvida se um dia irá “encontrar um lugar onde eu possa repousar para pousar todos os meus quadros e apontamentos / em vez de andar aí a girar por girar / montar, desmontar, transformar quartos em acampamentos”, sobre estar “farto de ser um nómada”.

O tema, “Carmen” veio a tornar-se a segunda faixa deste novo disco, mas não se enquadrava exatamente no álbum que Mike El Nite estava a pensar compor. Esse seria “uma sequela d’O Justiceiro“. Mas “uma sequência de eventos” levou-o a fazer um álbum “fora da caixa”, que não tem grandes semelhantes entre os discos de hip-hop já editados em Portugal (inclusive o seu anterior). Miguel Peres, argumentista de banda-desenhada e fã do músico, contactou-o para fazer um livro inspirado no seu universo. Ao mesmo tempo, Miguel Caixeiro ia repensando a carreira, as fórmulas musicais que utilizava, o tipo de canções e temas que costumava escrever: “Nem sempre se está na mó de cima. Comecei a pensar: lancei um grande disco, dei um grande concerto, muito pessoal adorou. Mas a nível prático e financeiro as coisas não estavam a correr da melhor maneira. Senti um bocado da atenção a perder-se também, porque hoje em dias tens de lançar trabalho constantemente para as pessoas não se esquecerem de ti”.

Pós-concerto, pós-fim de relação e pós-“Carmen”, veio uma “crise de identidade”. “Tive de pensar: quem sou? Porque se sou só isto, então sou só mais um aqui no meio destes todos”, explica Mike El Nite. Numa época em que há rappers para todos os gostos, Miguel Caixeiro apercebeu-se de que se não procurasse a diferença, arriscava-se a ficar para trás, porque no hip-hop puro e duro já havia nomes firmados que seriam difíceis de superar. “Eu não sou o melhor rapper do mundo, mas se calhar tenho ideias que outras pessoas não teriam. Esse é o meu trunfo: fazer uma canção diferente, experimentar uma coisa que muita gente não se sente à vontade para experimentar, ir buscar produtores fora do hip-hop”, aponta.

Quis sair da fórmula de fazer uma música rap, porque é uma coisa que se pode tornar muito repetitiva, fica mecanizada. Comecei a sentir que faltava qualquer coisa novo a nível artístico. Também comecei a ver rappers que admiro a quererem evoluir, como o Childish Gambino, que fez um disco sem rap. Com os anos vão-se criando desafios. Eu queria crescer como músico e como artista e queria fazer canções. Sinto que se calhar aqui [no rap português] sou o tipo do Sporting de Braga, mas se criar uma liga só para mim já posso ser campeão todos os anos”, refere.

“Daqui a 20 anos não sei se vou ser rapper. Convém estar preparado”

“Canções” é uma palavra a que é difícil fugir para descrever Inter-Missão. Num disco em que explora muito mais a voz (com e sem auto-tune) e os refrões, em que tem faixas trap e rap com humor à mistura como o single de antecipação “Dr. Bayard” (com Fínix MG e Sippinpur) mas também “baladas com auto-tune à Kanye West” como “Capacete”, que “nunca se fez em Portugal” e que foi escrita durante um mês em que esteve em casa a recuperar de um acidente de bicicleta que lhe deu “uns dentes partidos e umas cicatrizes”, Mike El Nite deu mais um passo em frente no crescimento artístico. “Muitas vezes o pessoal do rap acha que fazer canções é mais fácil do que fazer rap, porque o rap tem mais texto, mais segundos sentidos. Mas às vezes a coisa mais difícil do mundo é simplificares, dizeres o que queres dizer mas de uma maneira sintética, ou fazer um bom refrão que as pessoas queiram cantar. São desafios novos para mim”, resume.

Sentar-se ao piano e pensar “se fizesse aqui uns acordes e começasse a cantar, desconstruindo as dicas que estou a imaginar em rap e usando-as com linhas mais simples e com melodia?” — porque não? Os temas mais estranhos ao hip-hop “começaram a sair”. A essa balada com auto-tune seguiu-se “Arco-Íris”, com linhas melódicas que a dado momento lembram o indie-rock e a canção psicadélica que Mike El Nite gostou de ouvir na música do baixista Thundercat e em que Lewis M (Luís Montenegro, do grupo Salto), que materializou as ideias em melodia, é experimentado. Se “Arco-Íris” fê-lo “despertar para a variedade”, restava requisitar a Lewis M mais um instrumental, que resultaria no tema “S.Q.N.”, este “com uma vibe à Anderson Paak., algo que queria experimentar há muito”.

O rapper e cantor também é conhecido pelo cognome “O Justiceiro”, título do seu primeiro álbum

O disco termina com “L. Y. B. Y”, acrónimo de “last year being young”, em português último ano de jovem por cumprir. A chegada aos 30 impõe respeito, Mike El Nite respondeu-lhe com “um disco mais pessoal”, com “vontade de aprender mais sobre mim e sobre como é que me posso expressar sem pensar se devia fazer as coisas assim”, com um crescimento com olhos no futuro porque “daqui a 20 anos não sei se vou ser rapper e convém estar preparado para essa eventualidade”, com a procura de “uma gaveta” fora do hip-hop popular e canónico que outros fazem bem para que o seu espaço na música portuguesa “possa ser indiscutível”.

Como é que um disco de “experimentação e libertação” de um rapper que se descobriu cantor e músico, que não quer soar a mais ninguém muito menos a quem no hip-hop convencional tem mais créditos, vai ser recebido pelo público? Mike El Nite confessa-se “curioso”. “O que é que as pessoas vão dizer? Por um lado, as rimas não são ignorantes [e simplistas, acrescentamos nós], por outro o que dirá o pessoal do trap ao ouvir auto-tune num formato tão estranho? Estou confiante na qualidade do trabalho, mas será que as pessoas vão aderir?”, questiona-se.

Inter-Missão tem apenas perto de meia hora de duração e esteve à beira de ser promovido e anunciado de outro modo: “Cheguei a ter algumas hesitações entre chamar a isto um EP [mini-álbum] ou um álbum. Tenho o meu percurso como Mike El Nite e isto é quase como aquelas aventuras de BD em universos paralelos. Juntei uma data de produtores, fiz uma mistela e colei tudo. Mas acho que ficou fixe”. Houve duas coisas, contudo, que o levaram a considerar que este é um álbum, o seu segundo como músico:

Houve uma coisa muito curiosa, saiu uma notícia sobre o The Weeknd lançar uma BD quando já estava a fazer a minha na altura, com o Miguel Peres. Depois comecei a pensar: isto só tem sete músicas mais a “intro”, será que é um álbum ou um EP? Do nada o Kanye West começa a lançar álbuns com sete músicas. Sabes meu puto Kanye, obrigado. Hoje em dia, com a dispersão de atenção que o público tem, por vezes os álbuns grandes fazem com que as pessoas se percam, perdem a atenção. Acho que este formato de perto de meia hora é bom para estes tempos de consumo rápido”, aponta.

Mike El Nite quer “conquistar novos públicos”, mas também não quer “perder os que tinha”. Por Inter-Missão ser um disco que foge aos cânones já replicados no hip-hop português, o músico “não consegue prever” qual será a reação dos ouvintes. “Mas estamos em 2018, you know? Está na hora das pessoas estarem abertas a coisas diferentes. Depois vem a questão do gosto, claro, e aí ou gostam ou não”. O manager da editora avisou-o a não lançar o álbum com “Capacete” e “Arco-Íris” como singles, porque “as pessoas estão à espera de outra coisa”. “Não vai ser fácil vender datas assim”, avisaram-no. Mas isto “é uma declaração de intenções, se tiver um impacto comercial menos bom estou preparado para acarretar com isso, apesar de isto serem canções, com refrões e letras. Não é uma coisa tão estranha que seja inacessível”, aponta. Se tudo correr bem, o álbum que começou com um desgosto de amor (“feito em cacos / vejo pedaços de nós em beijos e abraços que nunca dei”) dará uma segunda vida a Mike El Nite. Há finais mais infelizes.

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