Rádio Observador

Família Real Britânica

Meghan Markle é vítima de comentários racistas nas redes sociais. A família real vai agir

235

Meghan Markle tem sido alvo de comentários racistas e sexistas desde o início da relação com o Príncipe Harry. A família real fez um comunicado e ameaça levar alguns casos à polícia.

Meghan Markle e o Príncipe Harry estão casados desde o dia 19 de maio de 2018. Em outubro confirmaram que a duquesa estava grávida

AFP/Getty Images

Meghan Markle, a duquesa de Sussex, tem sido atacada nas redes sociais com comentários racistas desde o começo da relação com o Príncipe Harry, mas a situação piorou depois do casamento. Agora, a família real britânica lançou um comunicado em que promete apagar comentários ”difamatórios, obscenos, ofensivos, ameaçadores ou abusivos” ou ”bloquear os utilizadores que não sigam as normas”.

”Também reservamos o direito de enviar quaisquer comentários que julgarmos apropriados às autoridades para investigação, conforme acharmos necessário ou exigido por lei”

As palavras dirigidas a Meghan Markle são sexistas e maioritariamente racistas. A CNN analisou mais de cinco mil tweets entre janeiro e fevereiro com hashtags contra Meghan Markle, como #charlanduchess e #megxit, e descobriu que os responsáveis por maior parte dos comentários (70%) são um pequeno grupo de cerca de 20 contas apenas criadas com o intuito de atacar a duquesa.

”Meu Deus! A Meghan Markle de pernas abertas é muito impróprio para uma princesa. Porque é que ela não se consegue comportar devidamente? Ou talvez estivesse só a ver se as águas tinham rebentado!”, disse uma utilizadora do Twitter.

As comparações entre Meghan Markle e Kate Middleton também são muito frequentes. Por exemplo, neste tweet pode ler-se: ”Oh yeah! Porque toda a gente ”adora” o Harry e a Meghan e são tão populares!!!”, diz com ironia. ”Olhem para esta multidão reunida para ver os Cambridges! Graças a Deus que o William foi o primeiro filho a nascer!”.

Mas as comparações e o racismo também vêm da comunicação social, diz a CNN. O facto de a ex-atriz ser americana e ter ascendência africana tornou-se um alvo para os media britânicos. O Daily Mail fez até um artigo com o título: “Como é que a família de Megan Markle passou de escravos para a realeza através da liberdade na Guerra Civil dos EUA … enquanto um dos seus era uma empregada no Castelo de Windsor”. E outro que dizia que a duquesa era ”straight out a Compton”, que se refere à música dos N.W.A.

Existe, ainda, muita polémica à volta da gravidez de Meghan Markle: há quem desconfie mesmo de que ela não está grávida, e quem especule muito sobre com quem o bebé se vai parecer mais, segundo a jornalista Yomi Adegoke.

”Notícia de última hora! A Meghan Markle está prestes a dar à luz uma almofada! Parece que toda a família real, os amigos mais íntimos de Meghan, e os funcionários estavam na brincadeira. Os médicos e enfermeiros da “sala de parto” também serão pagos”, escreveu uma utilizadora do Twitter.

As empresas de redes sociais têm sido pouco eficazes a limpar os conteúdos mais ofensivos das páginas da família real. Agora, já foram tomadas algumas precauções como bloquear a palavra ”nigga” (forma perjurativa para se referir a ”negros”) e emojis de facas e pistolas.

Não queremos ser todos iguais, pois não?

Maio de 2014, nasceu o Observador. Junho de 2019, nasceu a Rádio Observador.

Há cinco anos poucos acreditavam que era possível criar um novo jornal de qualidade em Portugal, ainda por cima só online. Foi possível. Agora chegou a vez da rádio, de novo construída em moldes que rompem com as rotinas e os hábitos estabelecidos.

Nestes anos o caminho do Observador foi feito sem compromissos. Nunca sacrificámos a procura do máximo rigor no nosso jornalismo, tal como nunca abdicámos de uma feroz independência, sem concessões. Ao mesmo tempo não fomos na onda – o Observador quis ser diferente dos outros órgãos de informação, porque não queremos ser todos iguais, nem pensar todos da mesma maneira, pois não?

Fizemos este caminho passo a passo, contando com os nossos leitores, que todos os meses são mais. E, desde há pouco mais de um ano, com os leitores que são também nossos assinantes. Cada novo passo que damos depende deles, pelo que não temos outra forma de o dizer – se é leitor do Observador, se gosta do Observador, se sente falta do Observador, se acha que o Observador é necessário para que mais ar fresco circule no espaço público da nossa democracia, então dê o pequeno passo de fazer uma assinatura.

Não custa nada – ou custa muito pouco. É só escolher a modalidade de assinaturas Premium que mais lhe convier.

Partilhe
Comente
Sugira
Proponha uma correção, sugira uma pista: observador@observador.pt

Só mais um passo

1
Registo
2
Pagamento
Sucesso

Detalhes da assinatura

Esta assinatura permite o acesso ilimitado a todos os artigos do Observador na Web e nas Apps. Os assinantes podem aceder aos artigos Premium utilizando até 3 dispositivos por utilizador.

Só mais um passo

1
Registo
2
Pagamento
Sucesso

Detalhes da assinatura

Esta assinatura permite o acesso ilimitado a todos os artigos do Observador na Web e nas Apps. Os assinantes podem aceder aos artigos Premium utilizando até 3 dispositivos por utilizador.

Só mais um passo

Confirme a sua conta

Para completar o seu registo, confirme a sua conta clicando no link do email que acabámos de lhe enviar. (Pode fechar esta janela.)